Credo in Unam, Sanctam, Cathólicam et Apostólicam Ecclésiam

"Na presença dos Anjos ei de cantar-Vos e adorar-Vos no vosso santuário."
(Salmo 137, 1)
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domingo, 21 de outubro de 2018

Caminhada pela vida 2018




Lisboa, Porto, Viseu, Aveiro e Braga acolhem “Caminhada pela Vida 2018” no dia 27 de outubro
A Federação Portuguesa pela Vida vai promover a “Caminhada pela Vida 2018” em várias cidades do país, no próximo dia 27 de outubro, a partir das 15h00.
Com origem nas campanhas para os referendos sobre o aborto de 1998 e 2007, a ‘Caminhada pela Vida’ foi retomada de modo anual em 2012 com o objetivo de alertar para a importância da defesa da vida, desde a conceção até à morte natural.
Em lisboa a “Caminha Pela Vida 2018” começa no Largo Camões, no Chiado, no Porto tem início no Jardim de São Lázaro, em Viseu o ponto de encontro é no Campo de Viriato, em Aveiro é no Cais da Fonte Nova e em Braga na Avenida Central.
Atualmente, e até 4 de novembro, está a decorrer a campanha de oração ‘40 dias pela Vida’ 2018, pela rejeição do aborto, em frente à Clínica dos Arcos em Lisboa, e em “mais de 400 cidades do mundo”, informa a Federação Portuguesa pela Vida, instituição que reúne associações e fundações que têm “por objeto e finalidade a defesa da vida”.

terça-feira, 22 de novembro de 2016

A Propósito da Notícia do Papa Alargar a Absolvição do Aborto a Todos os Sacerdotes




Fui durante algum tempo missionária na missão Mãos Erguidas, criada pela Exma. Senhora Leonor Castro, a porta da Clínica dos Arcos, em Lisboa. Tive neste lugar alguma experiência sobre o enorme desespero das mulheres que recorrem ao abortório por uma solução que no momento acreditam ser acertada.

Essas mulheres depois passam por um excruciante sofrimento que muitas vezes levam por toda a vida. Por isso é uma medida louvável a que o Papa Francisco tomou, facilitando o perdão das mulheres que fizeram aborto mas, arrependidas, recorrem ao sacramento da confissão.

"Não existe algum pecado que a misericórdia de Deus não possa alcançar e destruir", escreveu o Papa Francisco na carta apostólica "Misericórdia e Mísera".

Anteriormente uma mulher nessa situação teria que recorrer ao Bispo para poder se confessar, por causa da gravidade de seu pecado. Agora, todos os padres poderão receber essa mulher e dá-lhe a absolvição, desde que haja arrependimento e acolhê-la na Igreja.

Mas atenção! Não se trata, porém, de uma banalização do assunto, ou de um passo para a aprovação do aborto pela Igreja. O aborto continua sendo um pecado grave, o assassinato de um ser humano inocente.

De acordo com o Catecismos da Igreja Catolica, a partir da concepção, existe um novo ser e Deus infunde nesse ser uma nova alma (CIC 366). Por isso o aborto é um pecado grave contra o 5º. Mandamento “Não Matarás”.

Porém, se Você Mulher, cometeu esse ato e está arrependida, não sofra sozinha, em silêncio. Procure ajuda! Procure o Perdão de Deus, com o Padre de sua paroquia, não tenha medo, nem vergonha!

Jesus revelou a Santa Faustina o que diz a alma pecadora:

Jesus: Alma pecadora, não tenhas medo do teu Salvador, Eu sou o primeiro a aproximar-Me de ti, pois sei que por ti mesma não és capaz de te elevar até Mim. Filhinha, não fujas de Teu Pai, dispõe-te a dialogar a sós com o teu Deus de misericordia, que quer dizer-te palavras de perdão e cumular-te com graças. Oh, como me é querida a tua alma! Increvi-te nas Minhas mãos e gravada estás como chaga profunda no Meu Coração.

Esse é o nosso Deus de Misericordia e Amor!

Exitem dentro da Igreja grupos de apoio como a Vinha de Raquel , por exemplo, que acolhe mulheres nessa situação.

“Ninguem esquece um filho que não nasceu!”

Leia a noticia em:


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

AFINAL QUANDO O USO DA CONTRACEPÇÃO É ADMISSÍVEL?




Sabemos o que o Papa Franscisco disse na entrevista no seu retorno a visita ao México e todo o circo que a imprensa tem causado diante do tema:

O grande Paulo VI – recorda Francisco – em uma situação difícil na África, permitiu que as freiras usassem os contraceptivos para os casos de violência. Não se deve confundir o mal a ser evitado com a gestação e o aborto”. Também porque “o aborto não é um problema teológico, mas um problema humano. Não se deve confundir o mal de evitar a gravidez com o aborto”. Também porque “o aborto não é um problema teológico, mas um problema humano. É um problema médico: mata-se uma pessoa para salvar outra no melhor dos casos. É contra o juramento de Hipócrates que todos os médicos têm de fazer. É mal em si mesmo, mas não é um mal religioso, não. É humano. Em vez disso, evitar a gravidez não é um mal absoluto, em certos casos”.


Vamos nos lembrar que esse não é o primeiro Papa a falar sobre o preservativo. Já o Papa Bento XVI havia abordado o tema em uma entrevista, também, por sua vez, distorcida pela comunicação social anti-católica:


O Papa Francisco “afirmou que a contracepção artificial é um mal e em nada foi contrário ao Catecismo da Igreja Católica que diz ser intrinsecamente má qualquer ação que, quer em previsão do ato conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação (CIC2370).”


O que ele disse é que “evitar a gravidez não é um mal absoluto”, disse isso comparando a contracepção com o aborto (que é um mal absoluto). A contracepção seria ainda um mal... digamos um mal menor, principalmente no caso do Zika vírus. O uso do preservativo é admissível, porque se trata de uma epidemia, porém vale a pena ressaltar que:

Segundo especialistas, a transmissão sexual do vírus Zika ainda não foi comprovada cientificamente, mas também não pode ser descartada.” http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/01/risco-de-transmissao-sexual-de-zika-faz-gra-bretanha-recomendar-camisinha-para-homens-que-foram-ao-brasil.html
E
Mesmo na comunidade científica ainda há cépticos sobre a correlação entre o vírus e a microcefalia, por falta de estudos.

Pouco se conhece sobre a doutrina da Igreja, por isso há tanta confusão sobre esses assuntos, gerando muita polémica. Isto está no cerne das discussões. Vejamos então o que a Igreja ensina, como Mãe que é, aos seus fieis, sobre como deve ser vivida a sexualidade:

"À linguagem nativa que exprime a recíproca doação total dos cônjuges a contracepção impõe uma linguagem objectivamente contraditória, a do não se doar ao outro. Deriva daqui não somente a recusa positiva de abertura à vida, mas também uma falsificação da verdade interior do amor conjugal, chamado a doar-se na totalidade pessoal." Esta diferença antropológica e moral entre a contracepção e o recurso aos ritmos periódicos "envolve duas concepções da pessoa e da sexualidade humana irredutíveis entre si". Catecismo da Igreja Católica. (CIC2370)

sábado, 6 de fevereiro de 2016

ONU RECOMENDA ABORTO NOS PAÍSES AFECTADOS PELO ZIKA - EUGENIA!


Esta semana a agência da ONU recomendou a descriminalização do aborto nos casos de microcefalia nos países mais afectados pelo ZIKA virus, vejamos o que realmente está por trás desse apelo:

"Não é novidade o pedido que alguns juristas e acadêmicos de Direito farão à Suprema Corte brasileira, requerendo um suposto "direito ao aborto" de crianças com microcefalia. Na década de 1930, na Alemanha, o programa nazista de extermínio de crianças deficientes (a Kinder-Euthanasie) incluía, entre as doenças genéticas passíveis de execução, a síndrome de Down, a paralisia, a hidrocefalia e, também, a microcefalia [1]. A princípio, o objetivo era matar as crianças com até 3 anos de idade. Mais tarde, o plano de Adolf Hitler se estenderia também aos adultos.
Certamente, Ana Carolina Cáceres – a brasileira de 24 anos, portadora de microcefalia, que se graduou recentemente em jornalismo – não teria sobrevivido ao regime nazista. Como ela, tampouco teriam passado as irmãs Ana Victória (16) e Maria Luiza (14), também portadoras da síndrome. Fossem concebidas hoje, porém, a vida dessas mulheres estaria em risco muito mais cedo: elas poderiam ser descartadas antes mesmo de nascerem.
Fora ou dentro do útero, no entanto, meses ou anos depois da concepção, são realidades meramente circunstanciais. Nada disso muda a essência do que os promotores do aborto, aproveitando-se do pânico gerado em torno do zika vírus, pretendem advogar junto ao Supremo Tribunal Federal: a ideia de que alguns seres humanos são mais dignos de viver do que outros.
O nome disso é eugenia.
Dar um novo nome às coisas não altera a sua substância, pelo que "saúde reprodutiva", "direito de escolha" e "controle de natalidade" não passam de eufemismos construídos para disfarçar a realidade.
Nem pode mudá-la o fato de algumas pessoas aparentemente esclarecidas estarem do lado de lá. Na verdade, quando o eugenismo surgiu na Europa, ainda no final do século XIX, muitos nomes de peso também deram sua aprovação à ideia, chegando a defendê-la pública e notoriamente: Winston Churchill, H. G. Wells e Bernard Shaw são apenas alguns exemplos. Francis Galton, um homem inteligente, responsável por cunhar a expressão "eugenia", chegou a falar dela como uma espécie de "nova religião". O entusiasmo pela coisa só pareceu cessar após a Segunda Guerra Mundial, quando as pessoas viram a que tudo isso realmente levava: pilhas de cadáveres em campos de concentração.
A essência dessa forma de pensamento, todavia, não está por trás só do pedido do aborto de microcefálicos, mas de todo o movimento pela legalização do aborto.
Como se sabe, o problema de quem defende essa prática não é com esta ou aquela má formação específica. Seja sob um viés feminista – como o defendido pela antropóloga Débora Diniz –, seja sob uma ótica aparentemente social – como a colocada pelo dr. Drauzio Varella –, o que se pretende é oaborto total, sem exceções. Por isso, perderíamos muito de nosso tempo tentando defender apenas os fetos microcefálicos quando, na verdade, quem está ameaçado em seu direito à vida são todos os nascituros, portadores ou não de microcefalia, sem ou com deficiência.
São eles as verdadeiras vítimas da eugenia moderna. Tratados como "cidadãos de segunda categoria" simplesmente porque não podem ser vistos – ainda que a ciência confirme a sua humanidade, desde a concepção. Considerados "indignos de viver" porque submetidos a uma liberdade total e irrestrita por parte da mulher – que deixa de arbitrar sobre o seu corpo para ter poder de vida e de morte sobre o próprio filho. Ameaçados, enfim, pelos próprios juristas e acadêmicos de Direito, que, passando por cima da lei natural e das leis de nosso país [2], deixam sem proteção a vida dos membros mais indefesos da nossa sociedade.
Tudo isso, aliado ao silêncio cúmplice de todos, forma um cenário que a humanidade já conheceu antes: tragicamente, os nossos tempos não são diferentes dos que precederam a barbárie nazista.
Mas, assim como algumas vozes se levantaram corajosamente contra a eugenia, antes mesmo que ela fosse aplicada na prática, também nós precisamos dar o nosso "grito" de alerta, antes que seja muito tarde. Como escreve o escritor britânico G. K. Chesterton, em seu livro profético Eugenics and other evils ("Eugenia e outros males"),
"A coisa mais sábia do mundo é gritar antes de ser ferido. Não é bom gritar depois, especialmente depois que você foi ferido de morte. As pessoas falam sobre a impaciência das multidões, mas os bons historiadores sabem que maior parte das tiranias só foi possível porque os homens reagiram muito tarde. Geralmente, é essencial resistir a uma tirania antes que ela exista. E não é resposta alguma dizer, com um vago otimismo, que a conspiração apenas está no ar. Um golpe vindo de um machado só pode ser evitado enquanto ainda está no ar." [3]
Por enquanto, parece que a conspiração está apenas no ar. Mas, de notícia em notícia, já é possível antever o golpe de machado que se aproxima de nossas cabeças. O alvo, leitor, são homens e são mulheres, são pobres e são ricos, são brancos e são negros – em suma, são os nossos filhos. Se não lutarmos por eles, ninguém o fará por nós.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Assine a petição do CitizenGo! pedindo à OMS que não instrumentalize a epidemia do zika vírus para promover o aborto.

Referências

  1. LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 2000, p. 52.
  2. Cf., v.g., Constituição Federal, art. 5.º, caput; Código Civil (Lei 10.406/02), art. 2.º etc.
  3. CHESTERTON, Gilbert K. Eugenics and Other Evils. London: Cassell and Company, 1922, p. 3."

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

OREMOS EM DEFESA DA VIDA!!


"é urgente uma grande oração pela vidaque atravesse o mundo inteiro. Com iniciativas extraordinárias e na oração habitual, de cada comunidade cristã, de cada grupo ou associação, de cada família e do coração de cada crente eleve-se uma súplica veemente a Deus, Criador e amante da vida. " São João Paulo II (Evangelium Vitae), n. 100.

Fonte da Imagem; http://osst-abbey.org/respect_life

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Estudo "Aborto em Portugal factos e números sobre a realidade nacional desde a entrada em vigor da Lei 16/2007"

Poderá consultar o Estudo "Aborto em Portugal factos e números sobre a realidade nacional desde a entrada em vigor da Lei 16/2007"  elaborado a partir dos dados oficiais da Direcção Geral de Saúde relativamente à situação do Aborto em Portugal.
Os dados da Direção-Geral de Saúde indicam 135 430 abortos legais “por opção da mulher” realizados entre julho de 2007 e dezembro de 2014, integralmente subsidiados pelo Estado. Este número, já de si impressionante, será revisto em alta em 2016, como sempre tem acontecido.

Os dados provisórios que estão disponíveis apontam, pela primeira vez, para uma descida da intensidade do aborto legal “por opção da mulher” (195 abortos por 1000 nascimentos em 2014) mas para valores ainda superiores aos registados entre 2008 e 2010.
Nas mulheres entre os 20 e os 24 anos, este valor sobe para o dobro. Por cada 1000 nascimentos foram realizados 419 abortos “por opção da mulher”.

As repetições continuam a aumentar todos os anos, mesmo com a descida verificada no total de abortos. Em 2014, 29% dos abortos realizados foram reincidências.

A Inspeção-Geral das Atividades de Saúde refere no seu relatório de atividades de 2013 que são necessárias medidas para que o aborto deixe de ser visto como um método contraceptivo.

Os relatórios da DGS espelham também esta banalização, nos atrasos na sua publicação, na forma como são registados e tratados os dados, com diversas gralhas e omissões, ou nas alterações à forma como estes são agregados, impossibilitando a comparação entre os diferentes anos.

Como todos os setores da sociedade reconhecem, o aborto nunca é bom. Cada aborto representa um falhanço da sociedade e um drama para uma mãe. Tem consequências para a criança que não nasce, para a sua mãe e para o país.
Os relatório da DGS e as declarações dos seus responsáveis iludem esta realidade, branqueando o aborto e apresentando a sua implementação como isenta de falhas, em contradição com os próprios dados que apresentam.

Para além das importantes questões de princípio associadas a este tema e sobre as quais existem divergências, é da responsabilidade do Parlamento não aceitar este branqueamento e exigir a discussão baseada em factos da realidade do aborto em Portugal e das suas consequências, para todos os envolvidos e para o país." 

O Gabinete de Estudos da Federação Portuguesa pela Vida 

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Uma palavra sobre o aborto em casos de estupro

A história de Lianna Rebolledo – a mãe que, com apenas 12 anos, engravidou por causa de um estupro – é realmente chocante. A violação de que foi vítima deixou-a "semimorta" e "com sua face e pescoço horrivelmente desfigurados". Ela mesmo confessa, mais de duas décadas depois do ocorrido, que pensou que seus agressores iam matá-la. Não há palavras que possam expressar suficientemente a dor e a indignação de qualquer pessoa moralmente sadia diante de um crime como este. Embora a "cultura pornográfica" vigente procure até mesmo justificar este tipo de abuso, sabemos que se trata de "um atentado contra a justiça e a caridade", que "ofende profundamente o direito de cada um ao respeito, à liberdade e à integridade física e moral" e "causa um prejuízo grave, que pode marcar a vítima para toda a vida" [1].

Disto, de fato, Lianna é testemunha viva: a violação realmente "marca a vítima para toda a vida". Mesmo depois de um tempo, ela conta que não conseguia livrar-se do sentimento de sujeira, chegando a cogitar a hipótese do suicídio.

Outro fato, porém, destinou a mudar a vida desta mulher para sempre: a notícia de que estava grávida, de que seria mãe. Já na época em que ficou sabendo de sua gravidez, um médico tentou pressioná-la a abortar. Ela, porém, consciente de que havia outro ser humano dentro de si, disse "não". O abuso que sofreu foi realmente terrível, mas punir um ser humano indefeso por isso não era, absolutamente, uma saída viável.

Alguns defensores do aborto podem sentir-se tentados a usar a história de Lianna para proveito próprio. Nesta ótica, ao invés de respaldar a defesa da vida, o caso de Lianna seria um exemplo da importância de dar à mulher o eufemístico "direito de escolha" – melhor definido como "direito de matar". A posição que estes assumem é a mesma do médico da história: não se poderia obrigar a mulher a viver "com as consequências do estupro". Para eliminar essas "consequências", então, valeria tudo, até mesmo matar o próprio filho.

Este é o argumento dos grupos que se intitulam "pró-escolha" (pro-choice, em inglês), exposto na sua crueza. Seu erro é bem evidente: coloca a liberdade humana – neste caso específico, a feminina – acima do próprio direito à vida. Mas, como bem afirma o Papa João Paulo II, "a tolerância legal do aborto (...) não pode, de modo algum, fazer apelo ao respeito pela consciência dos outros, precisamente porque a sociedade tem o direito e o dever de se defender contra os abusos que se possam verificar em nome da consciência e com o pretexto da liberdade" [2]. Só porque o homem é livre, não significa que tudo o que faz seja bom ou moralmente legítimo.

Outro problema do argumento abortista é supor que vítimas de abuso sexual que ficam grávidas queiram natural e necessariamente fazer um aborto. Um estudo conduzido por Sandra Mahkorn, especialista no assunto [3], mostra exatamente o contrário: de 75 a 85% dessas mulheres querem levar adiante a sua gestação. "Essa evidência, por si só, deveria fazer as pessoas pensarem e refletirem sobre o pressuposto de que o aborto é querido ou até mesmo melhor para vítimas de violação sexual", escreve David Reardon, PhD em Bioética [4].

Na verdade, o que faz o aborto – que a mídia e a "cultura da morte" supõem que elimine ou atenue a ferida do estupro – é apenas complicar ainda mais o drama que enfrentam essas mulheres. Muitas das que passaram pela experiência traumática de um aborto relatam-na como "uma degradante e brutal forma de estupro médico". Como entender essa expressão? Explica David Reardon:

"O aborto envolve um exame doloroso dos órgãos sexuais de uma mulher por um estranho mascarado que está invadindo o seu corpo. Uma vez na mesa de operação, ela perde o controle sobre seu corpo. Se protesta e pede ao aborteiro para parar, será possivelmente ignorada ou dirão a ela: 'É tarde demais para mudar de ideia. Isso é o que você quis. Temos que terminar agora.' E enquanto ela está deitada ali, tensa e desamparada, a vida oculta dentro de si é literalmente sugada de seu ventre. A diferença? Numa violação sexual, da mulher é roubada a sua pureza; nesse estupro médico, é roubada a sua maternidade." [5]

É verdade que, no Brasil, assim como em muitíssimos países do mundo, está espalhada a ideia de que o aborto provocado decorrente de estupro não só seria aceitável, como seria um "direito das mulheres". Isto, porém, não altera em nada a realidade das coisas. Como bem ensina Santo Tomás de Aquino, "toda lei constituída pelos homens tem força de lei só na medida em que deriva da lei natural. Se, ao contrário, em alguma coisa está em contraste com a lei natural, então não é lei mas sim corrupção da lei" [6]. Assim, uma norma que autorizasse às mães matarem os próprios filhos – sob quaisquer circunstâncias – não passaria de uma arbitrariedade.

Porque, afinal, "se nós aceitamos que uma mãe possa matar o seu próprio filho – dizia a bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá –, como podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?" [7]. O testemunho de Lianna Rebolledo deve servir de lição para a sociedade moderna: ele mostra por que, mesmo nas situações mais dramáticas e impensáveis, o aborto é intolerável.Nenhum crime, por mais assombroso e terrível que tenha sido, pode justificar o assassinato de um ser humano frágil e inocente no ventre materno.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências


  1. Catecismo da Igreja Católica, 2356.
  2. Pregnancy and Sexual Assault, The Psychological Aspects of Abortion, eds. Mall & Watts (Washington, D.C., University Publications of America, 1979), pp. 55-69.
  3. REARDON, David C.. Rape, Incest, and Abortion: Searching Beyond the Myths. The Post-Abortion Review 2 (1) Winter 1994.
  4. Idem.
  5. Summa Theologiae, I-II, q. 95, a. 2.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Sublime Dom da Vida




A vida pertence a Deus, Ele é o criador de tudo, somente Ele a dá e somente Ele a pode tirar... mas o que isso realmente significa?

A vida está muito além da compreensão humana, apesar de toda a evolução da ciência. O ser humano é dotado de uma maravilhosa inteligência, dom de Deus. Ele é capaz de criar, inventar, produzir, reproduzir, mas não é capaz de dar a vida.

A mulher grávida se maravilha e medita sobre o mistério que ocorre dentro dela. Um novo ser se forma a cada dia, progressivamente ate que vem a este mundo, mas a mãe é passiva no processo. Como esse novo ser humano é formado? Que poder é esse? A ciência descreve, observa, mas também é passiva.  

Por que no fim da vida o corpo humano naturalmente desgastado por ação do tempo, vai perdendo as forças, as faculdades e morre? Alguém por ventura pode prever o dia e a hora de sua morte?

Por que, às vezes, uma pessoa jovem, inexplicavelmente, tem um ataque fulminante e também morre? E as pessoas comentam: “tão jovem... tinha a vida inteira pela frente”. Como podemos saber se temos mesmo a vida inteira pela frente?

“A morte, fim de quem vive”, o “único mal irremediável”, a herança do pecado.

O homem moderno na sua rebeldia e afastamento do seu Criador gosta de brincar de ser Deus, inspirado pelo inimigo. A criatura quer decidir quando alguém deve viver ou morrer. Essa decisão não cabe a ela, e um dia será julgada severamente pelos seus atos.

Por isso a vida é um dom sublime de Deus, somente Ele é o Senhor da Vida.


“Não matarás!” (Ex 20,13)

"Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Seja bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma." (Salmo 138,13-14) 

(por Taiana Froes)



segunda-feira, 2 de abril de 2012

Novos números do aborto em Portugal


Mais de 80 mil abortos e 13.500 repetições em cinco anos

Fonte: Rádio Renascença (09-02-2012)

Estudo é da Federação Portuguesa Pela Vida, com base nos dados oficiais.

Desde 2007, realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos "por opção da mulher", dos quais perto de 13.500 foram repetições, revela um estudo da Federação Portuguesa Pela Vida (FPV) feito com base nos dados oficiais disponíveis.

Segundo o estudo, realizado a propósito dos cinco anos do referendo da despenalização do aborto, que se assinala no sábado, a reincidência "tem vindo a aumentar consideravelmente".

Só em 2010 houve 4.651 repetições de aborto, das quais 978 representaram duas ou mais repetições, revela o estudo, que usa dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Estatística (INE), até 2010.

No ano em que o aborto foi despenalizado, 1.270 mulheres reincidiram, 306 das quais duas ou mais vezes. O número de mulheres que fizeram mais do que um aborto passou para 3.549 em 2008 e para 4.004 em 2009.

Além disso, desde o primeiro ano da lei, houve um aumento de 30% no número de abortos anuais: 15 mil no primeiro ano e 19 mil nos seguintes (de 15 mil em 2008 para 34 mil em 2009 e 54 mil em 2010).

Os dados oficiais apontam para 62.478 abortos "por opção da mulher" no final de 2010, sendo que os 80 mil até final de 2011 são "estimativas".

O estudo da FPV indica ainda que "as complicações do aborto legal para a mulher têm vindo a aumentar todos os anos, registando-se mesmo uma morte em 2010 (facto que não acontecia desde 1987)".

Ao nível das complicações graves (infecção e perfuração dos órgãos), registaram-se nove casos em 2008, 22 em 2009 e 37 em 2010, embora os dados relativos a este ano sejam ainda provisórios.

No que respeita ao total de complicações (que inclui "outras complicações", além das mais graves), houve 1.083 em 2010 (5,6% em relação ao total de abortos), quase o dobro das complicações registadas em 2008: 550 (3% em relação ao total desse ano).

No entanto, as complicações associadas a abortos clandestinos baixaram consideravelmente desde 2008.

O estudo revela ainda que a intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos.

http://www.federacao-vida.com.pt/

sexta-feira, 1 de abril de 2011

ABORTO, OS NUMEROS DE PORTUGAL!!


DESDE QUE PORTUGAL APROVOU O ABORTO OS NUMEROS SAO ASSUSTADORES:

EM 2007 FOI O PRIMEIRO ANO EM QUE O NUMERO DE MORTES SUPEROU OS NUMERO DE NASCIMENTOS.

EM 2009 FOI O PRIMEIRO ANO COM MENOS DE 10.000 NASCIMENTOS!

ABORTOS LEGAIS “POR OPÇÃO DA MULHER” REALIZADOS NOS 3 ANOS QUE SE SEGUIRAM À ENTRADA EM VIGOR DA LEI 16/2007 (JULHO DE 2007):

15.593 (1º ANO JUN -07 A JUN-08)

18.990 (2º ANO JUN-08 A JUN-09)

19.591 (3º ANO JUL-09 A JUN-10)

DESDE QUE A LEI FOI APROVADA JA FORAM MORTOS MAIS DE 65.000 PORTUGUESES!!!

35% DOS ABORTOS FORAM REALIZADAS POR MULHERES ESTUDANTES E DESEMPREGADAS

A MAIOR PARTE DAS MULHERES QUE REALIZARAM O ABORTO POR OPÇÃO ESTÃO ENTRE OS 20 E 34 ANOS.

EM 2009 HOUVE UMA REDUÇÃO DOS ABORTOS NAS CAMADAS COM MENOS INSTRUÇÃO E UM AUMENTOS NAS CAMADAS MAIS INSTRUIDAS

54% DAS GRAVIDEZES DE MULHERES QUE NÃO VIVEM COM O PAI DO BEBE TERMINARAM EM ABORTO, OU SEJA, MAIS DE 1 EM CADA 2 GRAVIDEZES DE MÃES QUE NÃO VIVEM COM O PAI DO BEBÉ TERMINARAM EM ABORTO!

40% DOS ABORTOS REALIZADOS NESSES 4 ANOS FORAM REALIZADOS POR MULHERES QUE NUNCA TIVERAM FILHOS

APENAS 8% DOS ABORTOS FORAM REALIZADOS POR MULHERES COM 3 OU MAIS FILHOS

21% DOS ABORTOS REALIZADOS EM 2009 FORAM REALIZADOS POR MULHERES QUE JÁ HAVIAM ABORTADO "POR OPÇÃO"

EM 2007, NO ANO DA ENTRADA EM VIGOR DA NOVA LEI, O ABORTO CLANDESTINO TERÁ ATINGIDO O SEU NÍVEL MAIS ALTO DESDE 2002 (AUMENTOU DEPOIS DA LEGALIZAÇÃO!!)

OS MAIS DE 65.000 ABORTOS “LEGAIS POR OPÇÃO” REALIZADOS DESDE 2007 TERÃO CUSTADO AO ESTADO PORTUGUES PERTO DE 100 MILHÕES DE EUROS! (num momento de crise em que se fala em medidas de austeridade e cortes nos gastos públicos poderiam pensar em cortar nesses gastos)

EM 2011 HÁ 422 EDUCADORAS DE INFÂNCIA E 422 AUXILIARES QUE NÃO TIVERAM EMPREGO POR CAUSA DO ABORTO “POR OPÇÃO”

COM OS MAIS DE 65.000 ABORTOS LEGAIS “POR OPÇÃO” PERDERAM-SE 85 MILHÕES DE EUROS POR ANO EM CONTRIBUIÇÕES PARA A SEGURANÇA SOCIAL, JÁ A PARTIR DE 2030

O ABORTO É A 3ª CAUSA DE MORTE EM PORTUGAL!!

“As mulheres já começam a ver a interrupção da gravidez como um método de planeamento familiar […], como algo inócuo, sem consequências" Pedro Canas Mendes, do Hospital Particular de Almada

“O aborto recorrente está a tornar‐se um grande problema de saúde pública” Miguel Oliveira e Silva, obstetra e professor de ética médica.

(dados da Federação Portuguesa pela Vida)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Contra o Aborto!

O blogueiro Carlos Eduardo Maculan, do excelente blog "O Ultrapapista Atanasiano" disponibiliza para uso livre as imagens abaixo que foram criadas para a luta contra o aborto.

Vamos fazer como ele disse: imprimir, criar adesivos, usar como papel de parede em nossos computadores, criar camisetas, etc. O importante é que a mensagem seja levada ao maior número possível de pessoas.

Agradeço de coração ao Carlos Eduardo e convido aos interessados a que acessem seu ótimo blog, a começar pelas postagens com as imagens (aqui e aqui).












Post publicado por William em:

http://contra-o-aborto.blogspot.com/2011/02/publicidade-contra-o-aborto-by-o.html

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quando bebês passaram a ser "acidentes"?


ACIDENTES ACONTECEM
É por isto que temos a pílula do dia seguinte


Hoje nos EUA é o dia da mais importante manifestação Pró-Vida, que vem acontecendo há 35 anos na mesma época em que os abortistas comemoram a decisão judicial que levou à legalização do aborto.

Levado pela palavra de um dos conferencistas da ProLifeCon a checar certas informações na página da tristemente famosa Planned Parenthood, a maior rede abortista dos EUA e do mundo, a primeira imagem que vi foi a que vai acima.

Esta imagem aparentemente neutra, escolhida a dedo para passar uma idéia de leveza e de naturalidade, esconde uma realidade que não condiz com o sorriso da modelo. Quando pensamos que a chamada pílula do dia seguinte pode causar um aborto (sem contar a imoralidade da contracepção artificial), é de se perguntar o porquê do sorriso, da leveza, da naturalidade quando se trata de um assunto tão importante.

O ato sexual, que deveria ser a expressão de amor entre um homem e uma mulher dentro do casamento, aqui é rebaixado à categoria de mero "acidente". Nossa divina capacidade de demonstrar o amor é deixada aqui no mesmo patamar de uma topada ou no ato de perder as chaves de casa. É uma coisa casual, afinal "acidentes acontecem", como indicado na página da Planned Parenthood.

E os bebês concebidos nestes "acidentes" ganham também o mesmo status de acidente, obviamente. Quem diria que chegaria o dia em que crianças, o futuro da nação, nosso futuro, a maior alegria que pode ser dada a um casal, quem diria que um dia seriam chamados de "acidentes".

Não é por menos que vemos a cada dia aumentar o número de jovens, homens e mulheres, que têm visão negativa sobre gravidez, sobre serem pais e mães.

O sorriso casual da jovem modelo indica outra coisa igualmente grave: que se pode viver do jeito que quiser sem que haja conseqüências. Talvez um dos momentos marcantes da passagem para a vida adulta é exatamente a compreensão de que nossos atos, pelos quais temos responsabilidades, têm conseqüências. E, no entanto, ao chamar uma potencial gravidez de "acidente", como uma coisa praticamente desconectada do ato que a produziu, o que se está é criando gerações de jovens que entrarão pela vida adulta sem a consciência de seus atos.

E é exatamente este tipo de desconexão com a realidade que muito favorece a indústria abortista. Para uma indústria cujo lucro está no maior número possível de abortos, qualquer traço de consciência sobre o que é realmente o aborto deve ser escondido.

Publicado em:
http://contra-o-aborto.blogspot.com/

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

O Absurdo da Lei da Descriminalização do Aborto!!




Madre Tereresa de Calcultá disse:

"A pior calamidade para a humanidade não é a guerra ou o terremoto. (...) Se a lei permite o aborto e a eutanásia, não nos surpreende que se promova a guerra!". A guerra hoje é contra a vida humana! Um homem é preso por matar uma tartaruga ou cortar uma árvore por 'crime ambiental', mas permanece livre ao matar um inocente... Injustiça é pouco, é pura cretinice...

sábado, 20 de novembro de 2010

Sobre o aborto: o que diz a ciência? Colocando os pontos nos 'is' sobre quando começa a vida humana



«No século XIX, descobriu-se que, a partir da concepção, tínhamos um novo ser humano e que, por isso, o aborto consistia em matar deliberadamente um ser humano inocente. Interessa, pois, saber se desde então foi feita alguma descoberta científica que anulasse ou questionasse as descobertas desse século.

Os livros a seguir citados são usados em cerca de 80% das Faculdades de Medicina dos Estados Unidos da América e em muitos outros países do mundo.

“Zigoto. Esta célula resulta da fertilização de um oócito por um espermatozóide e é o início de um ser humano… Cada um de nós iniciou a sua vida como uma célula chamada zigoto.” (K. L Moore. The Developing Human: Clinically Oriented Embryology (2nd Ed., 1977), Philadelphia: W. B. Saunders Publishers)”

Da união de duas dessas células [espermatozóide e oócito] resulta o zigoto e inicia-se a vida de um novo indivíduo. Cada um dos animais superiores começou a sua vida como uma única célula.” (Bradley M. Palten, M. D., Foundations of Embryology (3rd Edition, 1968), New York City: McGraw-Hill.)”

A formação, maturação e encontro de uma célula sexual feminina com uma masculina, são tudo preliminares da sua união numa única célula chamada zigoto e que definitivamente marca o início de um novo indivíduo “. (Leslie Arey, Developmental Anatomy (7th Edition, 1974). Philadelphia: W. B. Saunders Publishers)”

O zigoto é a célula inicial de um novo indivíduo.” (Salvadore E. Luria, M. D., 36 Lectures in Biology. Cambridge: Massachusetts Institule of Technology (MIT) Press)

“Sempre que um espermatozóide e um oócito se unem, cria-se um novo ser que está vivo e assim continuará a menos que alguma condição específica o faça morrer:” (E. L. Potter, M. D., and J. M. Craig, M. D Palhology of lhe Fetus and lhe lnfant, 3rd Edition. Chicago: Year Book MedicaI Publishers, 1975.)

“O zigoto (…) representa o início de uma nova vida.” (Greenhill and Freidman’s, Biological Principies and Modem Practice of Obstetrics)

Como já se disse o valor científico destas afirmações é inquestionável, pois constam dos livros adoptados pela maioria das Faculdades de Medicina dos EUA.

Em 1971 o Supremo Tribunal de Justiça dos EUA pediu a mais de duzentos cientistas, entre os mais prestigiados especialistas americanos, que elaborassem um relatório sobre o desenvolvimento embrionário. Esse documento diz o seguinte:
“Desde a concepção a criança é um organismo complexo, dinâmico e em rápido crescimento.

Na sequência de um processo natural e contínuo, o zigoto irá, em aproximadamente nove meses, desenvolver-se até aos triliões de células do bebé recém-nascido. O fim natural do espermatozóide e do óvulo é a morte, a menos que a fertilização ocorra.

No momento da fertilização um novo e único ser é criado, o qual, embora recebendo metade dos seus cromossomas de cada um dos progenitores, é completamente diferente deles”. (Amicus Curiae, 1971 Motion and Brief Amicus Curiae of Certain Physicians, Professors and Fellows of the American College of Obstetrics and Gyneco1ogy, Supreme Court of the United States, October Term, 1971, No. 70-18, Roe v. Wade, and No. 70-40, Doe v. Bolton.)

Em 1981, o Senado dos EUA estudou a chamada Human Life Bill. Para o efeito, ouviu durante oito dias os maiores especialistas do mundo na questão (americanos e não só). Ao todo foram feitos cinquenta e sete depoimentos. No final, o relatório oficial dizia o seguinte:
“Médicos, biólogos e outros cientistas concordam em que a concepção marca o início da vida de um ser humano – um ser que está vivo e que é membro da nossa espécie. Há uma esmagadora concordância sobre este ponto num sem-número de publicações de ciência médica e biológica.” (Report. Subcommittee on Separation ofPowers to Senate Judiciary Committee 5-158. 97th Congress. 1st Session 1981. p. 7.).

Conclusão
1. A partir do momento da concepção, do ponto de vista biológico, temos um ser vivo. A expressão “ser vivo”, aparece nesta frase com o mesmo valor e significado com que aparece na frase “A Rainha de Inglaterra, do ponto de vista biológico, é um ser vivo”.

2. Este ser vivo está individualizado.

3. Este ser vivo pertence a uma espécie definida: a espécie à qual pertencem todos os seres humanos. Portanto,

4. A partir do momento da concepção, do ponto de vista biológico, temos um ser vivo, individualizado e humano. Estas palavras têm todas exactamente o mesmo valor e significado com que aparecem na afirmação “A Rainha de Inglaterra, do ponto de vista biológico, é um ser vivo, individualizado e humano”.

Está completamente fora de dúvidas que o aborto mata um ser humano. Aos defensores do aborto resta explicar como se pode defender a morte arbitrária de seres humanos inocentes.

Muitas pessoas pretendem que o aborto não mata um bebé: o que mata é um feto. É curioso notar que duzentos especialistas americanos elaboraram um texto onde começam por se referir à “criança” e não ao feto ou ao zigoto. Também no livro de Baruch Brody, Abortion and the Sanatity of Human Life, MIT Press, 1975, ele afirma que enquanto não conseguir distinguir feto de criança rejeitará a palavra feticídio usando indistintamente a palavra homicídio.»

(João Araújo, "Aborto: Sim ou Não?")


Publicado por Teresinha em:
http://a-dignidade-da-mulher-catolica.blogspot.com/2010/09/sobre-o-aborto-o-que-diz-ciencia_09.html

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Papa convida Igreja inteira a rezar pela “vida nascente”



No próximo dia 27 de novembro

CIDADE DO VATICANO, domingo, 14 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - No próximo sábado, 27 de novembro, Bento XVI presidirá, na Basílica de São Pedro, as Primeiras Vésperas do Advento e uma vigília de oração pela vida nascente.

Assim anunciou o próprio Papa hoje, depois da oração do Ângelus, durante as saudações aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Esta iniciativa, explicou o Pontífice, "está em comum com as igrejas particulares do mundo inteiro" e seu desenvolvimento foi indicado "também nas paróquias, comunidades religiosas, associações e movimentos".

"O tempo de preparação para o Santo Natal é um momento propício para invocar a proteção divina sobre todo ser humano chamado à existência, também como agradecimento a Deus pelo dom da vida, recebido dos nossos pais", afirmou.

Esta convocação já foi seguida por várias dioceses, entre elas a arquidiocese de Sevilha. Seu titular, Dom Juan José Asenjo, convocou por carta todos os sacerdotes, consagrados, delegados diocesanos, presidentes de movimentos e grupos apostólicos de sua diocese.

Em sua carta, informa que o cardeal Antonio Cañizares, prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, e Dom Ennio Antonelli, presidente do Conselho Pontifício para a Família, transmitiram à Conferência Episcopal Espanhola o desejo do Papa de que se realizem atos similares em todas as dioceses.