Credo in Unam, Sanctam, Cathólicam et Apostólicam Ecclésiam

"Na presença dos Anjos ei de cantar-Vos e adorar-Vos no vosso santuário."
(Salmo 137, 1)
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quinta-feira, 24 de maio de 2018

OS PORTUGUESES NAO QUEREM A EUTANASIA



3 em cada 4 portugueses dizem “NÃO” à eutanásia
É o que aponta a sondagem feita a 624 pessoas que são “representativas em termos de idade, gênero e habilitações literárias à totalidade da população portuguesa. Confira a reportagem.
Domingos Pinto - Lisboa

A maioria dos portugueses é contra a eutanásia e quer cuidados paliativos.

É o resultado de uma sondagem encomendada pela Plataforma Pensar e Debater, divulgada esta 6ª feira, dia 18, em Lisboa, numa conferência que teve como convidado Michel Ghins, filósofo belga e especialista em bioética.

75% dos portugueses prefere cuidados paliativos, e 17% opta pela eutanásia, aponta esta sondagem feita a 624 pessoas que são “representativas em termos de idade, género e habilitações literárias à totalidade da população portuguesa”, diz à VATICAN NEWS João Ferreira, da empresa que produziu esta sondagem.

“Os portugueses querem é minimizar o sofrimento através de cuidados paliativos”, refere aquele especialista, segundo o qual “3 em cada 4 portugueses manifesta rejeição explicita da eutanásia”.

Nesta conferência participou também o ex-bastonário da Ordem dos Médicos, Germano de Sousa, que é taxativo:

“ Estamos diante de um individualismo feroz incompatível com qualquer conceito de solidariedade humana ”

Por sua vez o professor Michel Ghins considera que deveriam ser “incentivados os cuidados paliativos”, e diz esperar que os deputados portugueses possam “tirar todas as consequências desta sondagem em não legalizar o acesso à eutanásia”.

O filósofo deu exemplos da experiência da Bélgica onde a eutanásia foi legalizada em 2002, e diz mesmo que há muitos casos que foram autorizados que nem sequer estão garantidos na lei.

Fonte:


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

"A vida humana é realmente inviolável"



O Cardeal – Patriarca de Lisboa considera que o tema da eutanásia não deve ir a referendo, porque “a vida humana é realmente inviolável”. Questionado sobre se é uma matéria que deve ser tratada com uma consulta popular, D. Manuel Clemente diz que o caminho não deve ser esse. “É uma das hipóteses que está na nossa Constituição e na nossa lei, mas não é uma hipótese para olhar desde já. O que temos de olhar desde já é o reforço das convicções, seja no Parlamento, seja na sociedade portuguesa. A vida humana é realmente inviolável. Isto está na Constituição, não precisa nem deve ser referendado”, lembrou, considerando o debate inoportuno. “Não devia fazer sentido, numa sociedade que também politicamente se rege por uma Constituição, cujo artigo 24 diz taxativamente: “A vida humana é inviolável.” Isto também é a lei de Deus para quem é crente, mas é o artigo 24 da Constituição da República”.

Fonte: jornal "A Voz da Verdade"

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

EUTANASIA - O que está em causa?


Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa

«Eutanásia: o que está em causa?
Contributos para um diálogo sereno e humanizador»

 1. As questões ligadas à legalização da eutanásia e do suicídio assistido estão em discussão na Assembleia da República e na sociedade. Como contributo para esse debate, que desejamos seja em diálogo sereno e humanizador, surge esta Nota Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa sobre o que verdadeiramente está em causa1 .

2. Por eutanásia, deve entender-se «uma ação ou omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento»2 . A ela se pode equiparar o suicídio assistido, isto é, o ato pelo qual não se causa diretamente a morte de outrem, mas se presta auxílio para que essa pessoa ponha termo à sua própria vida. Distinta da eutanásia é a decisão de renunciar à chamada obstinação terapêutica3 , ou seja, «a certas intervenções médicas já inadequadas à situação real do doente, porque não proporcionadas aos resultados que se poderiam esperar ou ainda porque demasiado gravosas para ele e para a sua família»4 . «A renúncia a meios extraordinários ou desproporcionados não equivale ao suicídio ou à eutanásia; exprime, antes, a aceitação da condição humana perante a morte»5 . É, pois, bem diferente matar e aceitar a morte. Quer a eutanásia, quer a obstinação terapêutica, constituem uma ingerência humana antinatural nesse momento-limite que é a morte: a primeira antecipa esse momento, a segunda prolonga-o de forma artificialmente inútil e penosa.

3. De forma sintética, podemos dizer que subjacente à legalização da eutanásia e do suicídio assistido está a pretensão de redefinir tomadas de consciência éticas e jurídicas ancestrais relativas ao respeito e à sacralidade da vida humana. Pretende-se que o mandamento de que nunca é lícito matar uma pessoa humana inocente (“Não matarás”) seja substituído por um outro, que só torna ilícito o ato de matar quando o visado quer viver. Consequentemente, intenta-se que a norma segundo a qual a vida humana é sempre merecedora de proteção, porque um bem em si mesma e porque dotada de dignidade em qualquer circunstância, seja substituída por um outro critério, segundo o qual a dignidade e valor da vida humana podem variar e podem perder-se. Ora, na nossa conceção, isto é inaceitável.

4. Para os crentes, a vida não é um objeto de que se possa dispor arbitrariamente, é um dom de Deus e uma missão a cumprir. E é no mistério da morte e ressurreição de Jesus que os cristãos encontram o sentido do sofrimento. Mas quando se discute a legislação de um Estado laico importa encontrar na razão, na lei natural e na tradição de uma sabedoria acumulada um fundamento para as opções a tomar. O valor intrínseco da vida humana em todas as suas fases e em todas as situações está profundamente enraizado na nossa cultura e tem, inegavelmente, a marca judaico-cristã. Mas não é difícil encontrar na razão universal uma sólida base para esse princípio. A Constituição Portuguesa reconhece-o ao afirmar categoricamente que «a vida humana é inviolável» (artigo 24º, nº 1).

5. A vida humana é o pressuposto de todos os direitos e de todos os bens terrenos. É também o pressuposto da autonomia e da dignidade. Por isso, não pode justificar-se a morte de uma pessoa com o consentimento desta. O homicídio não deixa de ser homicídio por ser consentido pela vítima. A inviolabilidade da vida humana não cessa com o consentimento do seu titular. O direito à vida é indisponível, como o são outros direitos humanos fundamentais, expressão do valor objetivo da dignidade da pessoa humana. Também não podem justificarse, mesmo com o consentimento da vítima, a escravatura, o trabalho em condições desumanas ou um atentado à saúde, por exemplo.

 6. Por outro lado, nunca é absolutamente seguro que se respeita a vontade autêntica de uma pessoa que pede a eutanásia. Nunca pode haver a garantia absoluta de que o pedido de eutanásia é verdadeiramente livre, inequívoco e irreversível. Muitas vezes, traduz um estado de espírito momentâneo, que pode ser superado, ou é fruto de estados depressivos passíveis de tratamento, ou será expressão de uma vontade de viver de outro modo (sem o sofrimento, a solidão ou a falta de amor experimentados), ou um grito de desespero de quem se sente abandonado e quer chamar a atenção dos outros. Mas não será a manifestação de uma autêntica vontade de morrer. É, pois, uma linguagem alternativa de quem pede socorro e proximidade afetiva. A dúvida há de subsistir sempre, sendo que a decisão de suprimir uma vida é a mais absolutamente irreversível de qualquer das decisões.

 7. Em nome da autonomia, os que defendem a legalização da eutanásia e do suicídio assistido não chegam, por ora, ao ponto de pretender a legalização do homicídio a pedido e do auxílio ao suicídio em quaisquer circunstâncias. Pretendem apenas reconhecer a licitude da supressão da vida, quando consentida, em situações de sofrimento intolerável ou em fases terminais. Desta forma, atentam contra o princípio de que a vida humana tem sempre a mesma dignidade, em todas as suas fases e independentemente das condições externas que a rodeiam. A dignidade da vida humana deixa de ser uma qualidade intrínseca, passa a variar em grau e a depender de alguma dessas condições externas. Haveria, pois, situações em que a vida já não merece proteção (a proteção que merece na generalidade das situações), por perder dignidade.

8. Invocam os partidários da legalização da eutanásia e do suicídio assistido que, com essa legalização, se respeita, apenas, a vontade e as conceções sobre o sentido da vida e da morte, de quem solicita tais pedidos, sem tomar partido. Mas não é assim. O Estado e a ordem jurídica, ao autorizarem tal prática, estão a tomar partido, estão a confirmar que a vida permeada pelo sofrimento, ou em situações de total dependência dos outros, deixa de ter sentido e perde dignidade, pois só nessas situações seria lícito suprimi-la. 3 Quando um doente pede para morrer porque acha que a sua vida não tem sentido ou perdeu dignidade, ou porque lhe parece que é um peso para os outros, a resposta que os serviços de saúde, a sociedade e o Estado devem dar a esse pedido não é: «Sim, a tua vida não tem sentido, a tua vida perdeu dignidade, és um peso para os outros». Mas a resposta deve ser outra: «Não, a tua vida não perdeu sentido, não perdeu dignidade, tem valor até ao fim, tu não és peso para os outros, continuas a ter valor incomensurável para todos nós». Esta é a resposta de quem coloca todas as suas energias ao serviço dos doentes mais vulneráveis e sofredores e, por isso, mais carecidos de amor e cuidado; a primeira é a atitude simplista e anti-humana de quem não pretende implicar-se na questão do sentido da verdadeira «qualidade de vida» do próximo e embarca na solução fácil da eutanásia ou do suicídio assistido.

9. Não se elimina o sofrimento com a morte: com a morte elimina-se a vida da pessoa que sofre. O sofrimento pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos, não com a morte. E hoje, as técnicas analgésicas conseguem preservar de um sofrimento físico intolerável. Desta forma, pode afirmar-se que a eutanásia é uma forma fácil e ilusória de encarar o sofrimento, o qual só se enfrenta verdadeiramente através da medicina paliativa e do amor concreto para com quem sofre. Como afirma Bento XVI, «a grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento e com quem sofre»6. Para além do círculo afetivo dos seus familiares e amigos, a dignidade de quem sofre reclama o cuidado médico proporcionado, mesmo que os atos terapêuticos e os analgésicos possam, pelo efeito secundário inerente a muitos deles, contribuir para algum encurtamento da vida. Neste caso, não se trata de eutanásia, pois o objetivo não é dar a morte, mas preservar a dignidade humana e a «santidade de vida», minimizando o sofrimento e criando as condições para a «qualidade de vida» possível.

10. A mensagem que, através da legalização da eutanásia e do suicídio assistido, assim se veicula tem graves implicações sociais, que vão para além de cada situação individual. Esta mensagem não pode deixar de ter efeitos no modo como toda a sociedade passará a encarar a doença e o sofrimento. Há o sério risco de que a morte passe a ser encarada como resposta a estas situações, já que a solução não passaria por um esforço solidário de combate à doença e ao sofrimento, mas pela supressão da vida da pessoa doente e sofredora, pretensamente diminuída na sua dignidade. E é mais fácil e mais barato. Mas não é humano! Neste novo contexto cultural, o amor e a solidariedade para com os doentes deixarão de ser tão encorajados, como já têm alertado associações de pessoas que sofrem das doenças em questão e que se sentem, obviamente, ofendidas quando veem que a morte é apresentada como “solução” para os seus problemas. E também é natural que haja doentes, de modo particular os mais pobres e débeis, que se sintam socialmente pressionados a requerer a eutanásia, porque se sentem “a mais” ou “um peso”. É este, sem dúvida, um perigo agravado num contexto de envelhecimento da população e de restrições financeiras dos serviços de saúde que implícita ou explicitamente se podem questionar: para quê gastar tantos recursos com doentes terminais quando as suas vidas podem ser encurtadas?

11. Não podemos ignorar que, entre nós, uma grande parte dos doentes, especialmente os mais pobres e isolados, não tem acesso aos cuidados paliativos, que são a verdadeira resposta ao seu sofrimento. A legalização da eutanásia e do suicídio assistido contribuirá para atenuar a consciência social da importância e urgência de alterar esta situação, porque poderá ser vista como uma alternativa mais fácil e económica. 12. Com esta Nota Pastoral, apelamos à consciência dos nossos legisladores. Mas também sabemos que uma grande percentagem dos nossos concidadãos afirma aprovar a legalização da eutanásia e do suicídio assistido. Estamos convictos de que muitos o fazem sem a consciência clara do que está verdadeiramente em causa. Daí a importância de um vasto trabalho de esclarecimento para o qual queremos dar o nosso contributo. No Ano Jubilar da Misericórdia, recordamos que esta nos leva a ajudar a viver até ao fim. Não a matar ou a ajudar a morrer.

Fátima, 8 de março de 2016

1 Sugerimos também a leitura da Nota Pastoral da Conferência Episcopal Portuguesa, «Cuidar da Vida até à Morte». Contributo para a reflexão ética sobre o morrer, publicada a 12 de novembro de 2009, in Documentos Pastorais, vol. VII, Lisboa 2002, 123-131.
2 João Paulo II, Carta encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995), n. 65.
3 Também designada por “encarniçamento médico”.
4 João Paulo II, Carta encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995), n. 65. 5 Ibidem.
6. Carta encíclica Spe Salvi (30 de novembro de 2007), n. 38. 4

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Eutanásia fora de controlo na Bélgica, alerta especialista!


Directora do Instituto Europeu de Bioética espera que Portugal consiga travar a legalização da eutanásia.

 “Não tenho muito orgulho no meu país nesta matéria, mas estou aqui para vos contar a experiência de 14 anos da lei que permite a eutanásia na Bélgica”. Foi assim que Carine Brochier, directora do Instituto Europeu de Bioética, se apresentou no primeiro debate promovido pela recém-criada plataforma Pensar & Debater.

A Bélgica foi o segundo país europeu a legalizar a eutanásia, em 2002, um ano depois da Holanda. Em 2009 foi o Luxemburgo.

A ideia inicial das autoridades belgas era permitir um uso restrito e acabar com as eutanásias clandestinas. Em entrevista à Renascença, Carine Brochier diz que a realidade é diferente.

“Catorze anos depois vemos que não só continuam a existir eutanásias clandestinas, como também não se controla o que se passa, por exemplo, nas casas de repouso, nos hospitais e nas casas dos pacientes que pedem a eutanásia. É tão difícil controlar os termos da lei, por exemplo o sofrimento insuportável. Como querem controlar isso, é impossível”, afirma a directora do Instituto Europeu de Bioética.

À audiência presente no debate realizado na última semana deixou um apelo: transmitam aos políticos portugueses que esta não é uma situação sustentável.

Questionada sobre o que fazer, Carine Brochier frisou que é preciso estar informado e preparado para rebater a argumentação das pessoas que defendem a eutanásia.

“Em nome da minha autonomia e porque estou a sofrer, peço e tenho o direito de pedir ao meu médico que me mate? Não é assim. A pessoa é um ser de relações, não estamos sozinhos numa ilha. Temos uma família e todo um mundo à nossa volta que amamos e nos ama.”

Para Caroline Roux, da organização francesa SOS - Fin de Vie, “a morte tornou-se um assunto tabu e nem as famílias nem as sociedades actuais sabem como a acompanhar”.

Numa altura em que a questão da morte assistida já entrou no debate nacional, nomeadamente com a entrega no Parlamento de uma petição que defende a eutanásia, outro participante francês na conferência da plataforma Pensar & Debater, Tugdual Derville, da Alliance VITA, deixou o alerta: quando as pessoas resistem à palavra eutanásia, os seus defensores mudam para “ajuda a morrer”.

“O ano passado, na Bélgica foram declarados 2.021 casos. Começámos com 232 casos em 2003 e progressivamente, chegámos a mais de duas mil pessoas que pediram a eutanásia. Mas ainda muitos outros”, sublinha Carine Brochier que, sem querer arriscar números, aponta para mais um milhar de casos que os médicos não declararam.

Mas se na Bélgica existe uma lei que permite a eutanásia porque é que não declaram? Porque receiam estar fora da lei ou porque não foi o doente que pediu mas sim a família, diz a directora do Instituto Europeu de Bioética.

Há uma comissão de controlo, mas este é feito à posteriori. “E como a pessoa já está morta, não pode reclamar”. Por outro lado, a família não vai fazer um escândalo. “Se é uma avó de 85 anos e que ainda por cima tem problemas de demência, por exemplo, a família vai dizer que o melhor que lhe poderia acontecer era morrer. Mas acredito que o melhor que lhe poderia acontecer era ser acompanhada, por exemplo, num sistema de cuidados paliativos até à morte. Porque há coisas tão belas que se podem passar nos últimos momentos de vida”, defende Carine Brochier.

No dia 26 de Abril chegou ao Parlamento português uma petição com oito mil assinaturas em que defende a despenalização da morte assistida. A questão da eutanásia vai entrar no debate político mais cedo ou mais tarde, mas já entrou na discussão social.

Há muito pouca informação sobre os cuidados de fim de vida e o acesso aos cuidados paliativos. Para ajudar a formar opinião, a recentemente criada plataforma Pensar & Debater escolheu o tema da eutanásia para inaugurar a sua actividade. E convidou especialistas franceses e belgas para o debate “Eutanásia … uma questão de vida ou de morte”.



sexta-feira, 15 de abril de 2016

20 a 30% dos Casos de Eutanásia na Bélgica e Holanda são “CASOS DE HOMICÍDIO”



Mais um debate sobre eutanásia desta vez na Universidade do Porto.

Entre 20 a 30% dos casos de eutanásia na Bélgica e na Holanda são, de facto, casos de homicídio. A denúncia foi feita por Walter Osswald, num debate promovido pela comissão de ética da Universidade do Porto onde se ouviram também alertas para outros perigos, como, por exemplo, a entrada demasiado tarde da componente paliativa.

Ouça o resumo do debate em:

sábado, 6 de fevereiro de 2016

EUTANÁSIA: RESPOSTA A UM MANIFESTO!

http://observador.pt/opiniao/eutanasia-resposta-um-manifesto/

MANIFESTO PELA EUTANÁSIA EM PORTUGAL - O QUE QUEM DEFENDE NÃO SABE!


Foi apresentado esse fim de semana um manifesto a defender a eutanásia em Portugal, o movimento “Direito a morrer com dignidade” quer debater o tema na sociedade e defendem um referendo como se vê na noticia.

O que o grupo não sabe ou não quer saber é que, por detrás de uma alegada defesa da liberdade do individuo está a cruel eugenia, na qual se dá ao Estado o poder de decidir quem deve viver ou morrer, quem é cidadão de primeira ou de segunda!

Na teoria é tudo muito “bonito”, defendem que a pessoa deve decidir se quer continuar vivendo, ainda que em sofrimento, ou se quer decidir por um fim a sua própria vida, com a ajuda dos médicos. Eles citam Holanda e Bélgica como bons exemplos de "países mais evoluídos" onde a eutanásia é possível, porém veja o que acontece na prática:

Os Asilos na Alemanha convertem-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente!

É esse futuro que pretendem para Portugal? Com certeza há muitas pessoas defendendo o que chamam de “liberdade” que estão a ser enganadas! Trata-se de apenas uma peça de uma engrenagem mundial chamada cultura da morte, em que simplesmente se descarta os mais indefesos ou os considerados inúteis pelo Estado. Leia mais em:

sábado, 26 de junho de 2010

Eutanásia


NAO MATARÁS. Êxodo 20,13.

A Eutanásia é um dos temas de maior discussão da actualidade.
A igreja explica através do Catecismo:

“§2276 Aqueles cuja vida está diminuída ou enfraquecida necessitam de um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas para levarem uma vida tão normal quanto possível.
“E.40.2 Eutanásia moralmente inaceitável e sua Significação.
§2277 Sejam quais forem os motivos e os meios, a eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inadmissível.
Assim, uma ação ou uma omissão que, em si ou na intenção, gera a morte a fim de suprimir a dor constitui um assassinato gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito pelo Deus vivo, seu Criador. O erro de juízo no qual se pode ter caído de boa-fé não muda a natureza deste ato assassino, que sempre deve ser condenado e excluído.
§2279 Mesmo quando a morte é considerada iminente, os cuidados comumente devidos a uma pessoa doente não podem ser legitimamente interrompidos. O emprego de analgésicos para aliviar os sofrimentos do moribundo, ainda que o risco de abreviar seus dias, pode ser moralmente conforme à dignidade humana se a morte não é desejada, nem como fim nem como meio, mas somente prevista e tolerada como inevitável. Os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada de caridade desinteressada. Por esta razão devem ser encorajados.

E.40.3 Gravidade da eutanásia voluntária
§2324 A eutanásia voluntária, sejam quais forem as formas e os motivos, constitui um assassinato. E gravemente contrária à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador.”

Eutanásia na Europa

Gostaria de divulgar o texto do professor Felipe Aquino, doutor em Engenharia Mecânica, apresentador do programa Escola da Fé, Igreja e Atualidades na rádio e TV Canção Nova, muito conhecido no Brasil e grande defensor da Fé e da Moral Católica:

“O número de eutanásias na Bélgica cresceu em 500 casos de 2006 a 2007, mais de 14%, conforme a cadeia de televisão VRT em 14 fev 08. A comissão de controle da eutanásia assegura que só a metade dos casos são registrados e que, portanto, o número de eutanásias dobrou. Declarou que um terço dos pacientes têm menos de 60 anos e que a maioria de pessoas que procuram o serviço padece de câncer terminal. (Bruxelas, 18 fev 2008 – acidigital.com)

Na Bélgica a eutanásia foi legalizada em 2002, com o requisito de que o adulto que padeça uma enfermidade "incurável e insuportável a nível físico e espiritual", com pleno uso de razão manifeste "livremente" seu desejo de morrer. Segundo o síte Web aerzteblatt.de o diretor da comissão de controle de eutanásia, Wim Distelmans, pronunciou-se a favor da eutanásia para jovens na edição da quinta-feira do jornal "Het Belang van Limburg".

Os Asilos na Alemanha convertem-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente.
(Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1050812,00.html)...

… O paganismo se alastra no mundo, mas a fé católica contesta o absurdo do suicídio; pois só Deus é o autor da vida e só Ele pode determinar o seu fim; muitas vezes é no último instante de vida que uma pessoa se converte e salva a sua alma. Desaparece a transcendência do homem; e ele começa a se assemelhar ao animal irracional.”

http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=NOTICIA&id=nbm0446

Consequências Sociais

É realmente preocupante que a Cultura da Morte esteja cada vez mais actuante na sociedade humana. A eutanásia constitui uma violação clara do princípio da inviolabilidade da vida humana, dando licença para matar aos médicos! O Estado afirma assim o desvalor de determinadas vidas humanas afirmando que a situação de doença pode fazer perder a dignidade humana.
Os que são a favor da Eutanásia defendem o respeito a autonomia da pessoa, porém o respeito a autonomia deveria partir pelo respeito a vida! Na prática muitas vezes a eutanásia é praticada na ausência de um pedido explícito e consciente, portanto sem a aprovação do paciente, então não podem justificar a eutanásia pelos princípios de autonomia. Chega-se a conclusão que o Estado deseja interferir na vida alegando que existem vidas desprovidas de valor e dignidade, são vidas que são um fardo para a sociedade.

A PESSOA HUMANA NÃO É DESCARTÁVEL!!

Pode-se também justificar a Eutanásia como um bem para a pessoa, porém a vida é o bem maior! Não é eliminando a pessoa doente que se combate o sofrimento, ou a doença.

Lembro ao jovem que provavelmente um dia será idoso e necessitado de cuidados, espero que, quando esse dia chegar, não tenha medo que algum jovem lhe desligue as máquinas ou lhe dê uma injecção letal porque a sociedade não precisa mais de você!