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segunda-feira, 28 de maio de 2018
quinta-feira, 24 de maio de 2018
OS PORTUGUESES NAO QUEREM A EUTANASIA
3 em cada 4 portugueses dizem “NÃO” à eutanásia
É o que aponta a sondagem feita a 624 pessoas que são
“representativas em termos de idade, gênero e habilitações literárias à
totalidade da população portuguesa. Confira a reportagem.
Domingos
Pinto - Lisboa
A maioria dos portugueses é contra a eutanásia e quer cuidados paliativos.
É o resultado de uma sondagem encomendada pela Plataforma Pensar e Debater, divulgada esta 6ª feira, dia 18, em Lisboa, numa conferência que teve como convidado Michel Ghins, filósofo belga e especialista em bioética.
75% dos portugueses prefere cuidados paliativos, e 17% opta pela eutanásia, aponta esta sondagem feita a 624 pessoas que são “representativas em termos de idade, género e habilitações literárias à totalidade da população portuguesa”, diz à VATICAN NEWS João Ferreira, da empresa que produziu esta sondagem.
“Os portugueses querem é minimizar o sofrimento através de cuidados paliativos”, refere aquele especialista, segundo o qual “3 em cada 4 portugueses manifesta rejeição explicita da eutanásia”.
Nesta conferência participou também o ex-bastonário da Ordem dos Médicos, Germano de Sousa, que é taxativo:
A maioria dos portugueses é contra a eutanásia e quer cuidados paliativos.
É o resultado de uma sondagem encomendada pela Plataforma Pensar e Debater, divulgada esta 6ª feira, dia 18, em Lisboa, numa conferência que teve como convidado Michel Ghins, filósofo belga e especialista em bioética.
75% dos portugueses prefere cuidados paliativos, e 17% opta pela eutanásia, aponta esta sondagem feita a 624 pessoas que são “representativas em termos de idade, género e habilitações literárias à totalidade da população portuguesa”, diz à VATICAN NEWS João Ferreira, da empresa que produziu esta sondagem.
“Os portugueses querem é minimizar o sofrimento através de cuidados paliativos”, refere aquele especialista, segundo o qual “3 em cada 4 portugueses manifesta rejeição explicita da eutanásia”.
Nesta conferência participou também o ex-bastonário da Ordem dos Médicos, Germano de Sousa, que é taxativo:
“ Estamos diante de um individualismo feroz
incompatível com qualquer conceito de solidariedade humana ”
Por sua vez o professor Michel Ghins considera que deveriam ser “incentivados os cuidados paliativos”, e diz esperar que os deputados portugueses possam “tirar todas as consequências desta sondagem em não legalizar o acesso à eutanásia”.
O filósofo deu exemplos da experiência da Bélgica onde a eutanásia foi legalizada em 2002, e diz mesmo que há muitos casos que foram autorizados que nem sequer estão garantidos na lei.
Fonte:
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017
"A vida humana é realmente inviolável"
O Cardeal – Patriarca de Lisboa
considera que o tema da eutanásia não deve ir a referendo, porque “a vida
humana é realmente inviolável”. Questionado sobre se é uma matéria que deve ser
tratada com uma consulta popular, D. Manuel Clemente diz que o caminho não deve
ser esse. “É uma das hipóteses que está na nossa Constituição e na nossa lei,
mas não é uma hipótese para olhar desde já. O que temos de olhar desde já é o
reforço das convicções, seja no Parlamento, seja na sociedade portuguesa. A
vida humana é realmente inviolável. Isto está na Constituição, não precisa nem
deve ser referendado”, lembrou, considerando o debate inoportuno. “Não devia fazer
sentido, numa sociedade que também politicamente se rege por uma Constituição,
cujo artigo 24 diz taxativamente: “A vida humana é inviolável.” Isto também é a
lei de Deus para quem é crente, mas é o artigo 24 da Constituição da República”.
Fonte: jornal "A Voz da Verdade"
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
EUTANASIA - O que está em causa?
Nota
Pastoral do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa
«Eutanásia:
o que está em causa?
Contributos
para um diálogo sereno e humanizador»
1. As questões ligadas à legalização da
eutanásia e do suicídio assistido estão em discussão na Assembleia da República
e na sociedade. Como contributo para esse debate, que desejamos seja em diálogo
sereno e humanizador, surge esta Nota Pastoral do Conselho Permanente da
Conferência Episcopal Portuguesa sobre o que verdadeiramente está em causa1
.
2. Por eutanásia, deve
entender-se «uma ação ou omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca
a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento»2 . A ela se pode
equiparar o suicídio assistido, isto é, o ato pelo qual não se causa diretamente
a morte de outrem, mas se presta auxílio para que essa pessoa ponha termo à sua
própria vida. Distinta da eutanásia é a decisão de renunciar à chamada
obstinação terapêutica3 , ou seja, «a certas intervenções médicas já
inadequadas à situação real do doente, porque não proporcionadas aos resultados
que se poderiam esperar ou ainda porque demasiado gravosas para ele e para a
sua família»4 . «A renúncia a meios extraordinários ou
desproporcionados não equivale ao suicídio ou à eutanásia; exprime, antes, a
aceitação da condição humana perante a morte»5 . É, pois, bem
diferente matar e aceitar a morte. Quer a eutanásia, quer a obstinação
terapêutica, constituem uma ingerência humana antinatural nesse momento-limite
que é a morte: a primeira antecipa esse momento, a segunda prolonga-o de forma
artificialmente inútil e penosa.
3. De forma sintética, podemos
dizer que subjacente à legalização da eutanásia e do suicídio assistido está a
pretensão de redefinir tomadas de consciência éticas e jurídicas ancestrais
relativas ao respeito e à sacralidade da vida humana. Pretende-se que o
mandamento de que nunca é lícito matar uma pessoa humana inocente (“Não
matarás”) seja substituído por um outro, que só torna ilícito o ato de matar
quando o visado quer viver. Consequentemente, intenta-se que a norma segundo a
qual a vida humana é sempre merecedora de proteção, porque um bem em si mesma e
porque dotada de dignidade em qualquer circunstância, seja substituída por um
outro critério, segundo o qual a dignidade e valor da vida humana podem variar
e podem perder-se. Ora, na nossa conceção, isto é inaceitável.
4. Para os crentes, a vida não
é um objeto de que se possa dispor arbitrariamente, é um dom de Deus e uma
missão a cumprir. E é no mistério da morte e ressurreição de Jesus que os
cristãos encontram o sentido do sofrimento. Mas quando se discute a legislação
de um Estado laico importa encontrar na razão, na lei natural e na tradição de
uma sabedoria acumulada um fundamento para as opções a tomar. O valor
intrínseco da vida humana em todas as suas fases e em todas as situações está
profundamente enraizado na nossa cultura e tem, inegavelmente, a marca
judaico-cristã. Mas não é difícil encontrar na razão universal uma sólida base
para esse princípio. A Constituição Portuguesa reconhece-o ao afirmar categoricamente
que «a vida humana é inviolável» (artigo 24º, nº 1).
5. A vida humana é o
pressuposto de todos os direitos e de todos os bens terrenos. É também o
pressuposto da autonomia e da dignidade. Por isso, não pode justificar-se a
morte de uma pessoa com o consentimento desta. O homicídio não deixa de ser
homicídio por ser consentido pela vítima. A inviolabilidade da vida humana não
cessa com o consentimento do seu titular. O direito à vida é indisponível, como
o são outros direitos humanos fundamentais, expressão do valor objetivo da
dignidade da pessoa humana. Também não podem justificarse, mesmo com o
consentimento da vítima, a escravatura, o trabalho em condições desumanas ou um
atentado à saúde, por exemplo.
6. Por outro lado, nunca é absolutamente
seguro que se respeita a vontade autêntica de uma pessoa que pede a eutanásia.
Nunca pode haver a garantia absoluta de que o pedido de eutanásia é
verdadeiramente livre, inequívoco e irreversível. Muitas vezes, traduz um
estado de espírito momentâneo, que pode ser superado, ou é fruto de estados
depressivos passíveis de tratamento, ou será expressão de uma vontade de viver
de outro modo (sem o sofrimento, a solidão ou a falta de amor experimentados),
ou um grito de desespero de quem se sente abandonado e quer chamar a atenção
dos outros. Mas não será a manifestação de uma autêntica vontade de morrer. É,
pois, uma linguagem alternativa de quem pede socorro e proximidade afetiva. A
dúvida há de subsistir sempre, sendo que a decisão de suprimir uma vida é a
mais absolutamente irreversível de qualquer das decisões.
7. Em nome da autonomia, os que defendem a
legalização da eutanásia e do suicídio assistido não chegam, por ora, ao ponto
de pretender a legalização do homicídio a pedido e do auxílio ao suicídio em
quaisquer circunstâncias. Pretendem apenas reconhecer a licitude da supressão
da vida, quando consentida, em situações de sofrimento intolerável ou em fases
terminais. Desta forma, atentam contra o princípio de que a vida humana tem
sempre a mesma dignidade, em todas as suas fases e independentemente das
condições externas que a rodeiam. A dignidade da vida humana deixa de ser uma
qualidade intrínseca, passa a variar em grau e a depender de alguma dessas
condições externas. Haveria, pois, situações em que a vida já não merece
proteção (a proteção que merece na generalidade das situações), por perder
dignidade.
8. Invocam os partidários da
legalização da eutanásia e do suicídio assistido que, com essa legalização, se
respeita, apenas, a vontade e as conceções sobre o sentido da vida e da morte,
de quem solicita tais pedidos, sem tomar partido. Mas não é assim. O Estado e a
ordem jurídica, ao autorizarem tal prática, estão a tomar partido, estão a
confirmar que a vida permeada pelo sofrimento, ou em situações de total dependência
dos outros, deixa de ter sentido e perde dignidade, pois só nessas situações
seria lícito suprimi-la. 3 Quando um doente pede para morrer porque acha que a
sua vida não tem sentido ou perdeu dignidade, ou porque lhe parece que é um
peso para os outros, a resposta que os serviços de saúde, a sociedade e o
Estado devem dar a esse pedido não é: «Sim, a tua vida não tem sentido, a tua
vida perdeu dignidade, és um peso para os outros». Mas a resposta deve ser
outra: «Não, a tua vida não perdeu sentido, não perdeu dignidade, tem valor até
ao fim, tu não és peso para os outros, continuas a ter valor incomensurável
para todos nós». Esta é a resposta de quem coloca todas as suas energias ao
serviço dos doentes mais vulneráveis e sofredores e, por isso, mais carecidos
de amor e cuidado; a primeira é a atitude simplista e anti-humana de quem não
pretende implicar-se na questão do sentido da verdadeira «qualidade de vida» do
próximo e embarca na solução fácil da eutanásia ou do suicídio assistido.
9. Não se elimina o sofrimento
com a morte: com a morte elimina-se a vida da pessoa que sofre. O sofrimento
pode ser eliminado ou debelado com os cuidados paliativos, não com a morte. E
hoje, as técnicas analgésicas conseguem preservar de um sofrimento físico intolerável.
Desta forma, pode afirmar-se que a eutanásia é uma forma fácil e ilusória de
encarar o sofrimento, o qual só se enfrenta verdadeiramente através da medicina
paliativa e do amor concreto para com quem sofre. Como afirma Bento XVI, «a
grandeza da humanidade determina-se essencialmente na relação com o sofrimento
e com quem sofre»6. Para além do círculo afetivo dos seus familiares
e amigos, a dignidade de quem sofre reclama o cuidado médico proporcionado,
mesmo que os atos terapêuticos e os analgésicos possam, pelo efeito secundário
inerente a muitos deles, contribuir para algum encurtamento da vida. Neste
caso, não se trata de eutanásia, pois o objetivo não é dar a morte, mas
preservar a dignidade humana e a «santidade de vida», minimizando o sofrimento
e criando as condições para a «qualidade de vida» possível.
10. A mensagem que, através da
legalização da eutanásia e do suicídio assistido, assim se veicula tem graves
implicações sociais, que vão para além de cada situação individual. Esta
mensagem não pode deixar de ter efeitos no modo como toda a sociedade passará a
encarar a doença e o sofrimento. Há o sério risco de que a morte passe a ser
encarada como resposta a estas situações, já que a solução não passaria por um
esforço solidário de combate à doença e ao sofrimento, mas pela supressão da
vida da pessoa doente e sofredora, pretensamente diminuída na sua dignidade. E
é mais fácil e mais barato. Mas não é humano! Neste novo contexto cultural, o
amor e a solidariedade para com os doentes deixarão de ser tão encorajados,
como já têm alertado associações de pessoas que sofrem das doenças em questão e
que se sentem, obviamente, ofendidas quando veem que a morte é apresentada como
“solução” para os seus problemas. E também é natural que haja doentes, de modo
particular os mais pobres e débeis, que se sintam socialmente pressionados a
requerer a eutanásia, porque se sentem “a mais” ou “um peso”. É este, sem
dúvida, um perigo agravado num contexto de envelhecimento da população e de
restrições financeiras dos serviços de saúde que implícita ou explicitamente se
podem questionar: para quê gastar tantos recursos com doentes terminais quando
as suas vidas podem ser encurtadas?
11. Não podemos ignorar que,
entre nós, uma grande parte dos doentes, especialmente os mais pobres e
isolados, não tem acesso aos cuidados paliativos, que são a verdadeira resposta
ao seu sofrimento. A legalização da eutanásia e do suicídio assistido
contribuirá para atenuar a consciência social da importância e urgência de
alterar esta situação, porque poderá ser vista como uma alternativa mais fácil
e económica. 12. Com esta Nota Pastoral, apelamos à consciência dos nossos
legisladores. Mas também sabemos que uma grande percentagem dos nossos
concidadãos afirma aprovar a legalização da eutanásia e do suicídio assistido.
Estamos convictos de que muitos o fazem sem a consciência clara do que está
verdadeiramente em causa. Daí a importância de um vasto trabalho de
esclarecimento para o qual queremos dar o nosso contributo. No Ano Jubilar da
Misericórdia, recordamos que esta nos leva a ajudar a viver até ao fim. Não a
matar ou a ajudar a morrer.
Fátima, 8 de março de 2016
1
Sugerimos também a leitura da Nota Pastoral da Conferência Episcopal
Portuguesa, «Cuidar da Vida até à Morte». Contributo para a reflexão ética
sobre o morrer, publicada a 12 de novembro de 2009, in Documentos Pastorais,
vol. VII, Lisboa 2002, 123-131.
2
João Paulo II, Carta encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995), n. 65.
3
Também designada por “encarniçamento médico”.
4
João Paulo II, Carta encíclica Evangelium Vitae (25 de março de 1995), n. 65. 5
Ibidem.
6.
Carta encíclica Spe Salvi (30 de novembro de 2007), n. 38. 4
sexta-feira, 8 de julho de 2016
Eutanásia fora de controlo na Bélgica, alerta especialista!
Directora do Instituto
Europeu de Bioética espera que Portugal consiga travar a legalização da
eutanásia.
“Não tenho muito orgulho no meu país nesta
matéria, mas estou aqui para vos contar a experiência de 14 anos da lei que
permite a eutanásia na Bélgica”. Foi assim que Carine Brochier, directora do
Instituto Europeu de Bioética, se apresentou no primeiro debate promovido pela
recém-criada plataforma Pensar & Debater.
A Bélgica foi o segundo
país europeu a legalizar a eutanásia, em 2002, um ano depois da Holanda. Em
2009 foi o Luxemburgo.
A ideia inicial das
autoridades belgas era permitir um uso restrito e acabar com as eutanásias
clandestinas. Em entrevista à Renascença, Carine Brochier diz que a
realidade é diferente.
“Catorze anos depois
vemos que não só continuam a existir eutanásias clandestinas, como também não
se controla o que se passa, por exemplo, nas casas de repouso, nos hospitais e
nas casas dos pacientes que pedem a eutanásia. É tão difícil controlar os
termos da lei, por exemplo o sofrimento insuportável. Como querem controlar
isso, é impossível”, afirma a directora do Instituto Europeu de Bioética.
À audiência presente no
debate realizado na última semana deixou um apelo: transmitam aos políticos
portugueses que esta não é uma situação sustentável.
Questionada sobre o que
fazer, Carine Brochier frisou que é preciso estar informado e preparado para
rebater a argumentação das pessoas que defendem a eutanásia.
“Em nome da minha
autonomia e porque estou a sofrer, peço e tenho o direito de pedir ao meu
médico que me mate? Não é assim. A pessoa é um ser de relações, não estamos
sozinhos numa ilha. Temos uma família e todo um mundo à nossa volta que amamos
e nos ama.”
Para Caroline Roux, da
organização francesa SOS - Fin de Vie, “a morte tornou-se um assunto tabu e nem
as famílias nem as sociedades actuais sabem como a acompanhar”.
Numa altura em que a
questão da morte assistida já entrou no debate nacional, nomeadamente com a
entrega no Parlamento de uma petição que defende a eutanásia, outro
participante francês na conferência da plataforma Pensar & Debater,
Tugdual Derville, da Alliance VITA, deixou o alerta: quando as pessoas resistem
à palavra eutanásia, os seus defensores mudam para “ajuda a morrer”.
“O ano passado, na
Bélgica foram declarados 2.021 casos. Começámos com 232 casos em 2003 e
progressivamente, chegámos a mais de duas mil pessoas que pediram a eutanásia.
Mas ainda muitos outros”, sublinha Carine Brochier que, sem querer arriscar
números, aponta para mais um milhar de casos que os médicos não declararam.
Mas se na Bélgica existe
uma lei que permite a eutanásia porque é que não declaram? Porque receiam estar
fora da lei ou porque não foi o doente que pediu mas sim a família, diz a
directora do Instituto Europeu de Bioética.
Há uma comissão de
controlo, mas este é feito à posteriori. “E como a pessoa já está morta, não
pode reclamar”. Por outro lado, a família não vai fazer um escândalo. “Se é uma
avó de 85 anos e que ainda por cima tem problemas de demência, por exemplo, a
família vai dizer que o melhor que lhe poderia acontecer era morrer. Mas
acredito que o melhor que lhe poderia acontecer era ser acompanhada, por
exemplo, num sistema de cuidados paliativos até à morte. Porque há coisas tão
belas que se podem passar nos últimos momentos de vida”, defende Carine
Brochier.
No dia 26 de Abril
chegou ao Parlamento português uma petição com oito mil assinaturas em que
defende a despenalização da morte assistida. A questão da eutanásia vai entrar
no debate político mais cedo ou mais tarde, mas já entrou na discussão social.
Há muito pouca
informação sobre os cuidados de fim de vida e o acesso aos cuidados paliativos.
Para ajudar a formar opinião, a recentemente criada plataforma Pensar &
Debater escolheu o tema da eutanásia para inaugurar a sua actividade. E
convidou especialistas franceses e belgas para o debate “Eutanásia … uma questão
de vida ou de morte”.
sexta-feira, 15 de abril de 2016
20 a 30% dos Casos de Eutanásia na Bélgica e Holanda são “CASOS DE HOMICÍDIO”
Mais um debate sobre eutanásia desta vez na Universidade do Porto.
Entre 20 a 30% dos casos de eutanásia na Bélgica e na Holanda são, de facto, casos de homicídio. A denúncia foi feita por Walter Osswald, num debate promovido pela comissão de ética da Universidade do Porto onde se ouviram também alertas para outros perigos, como, por exemplo, a entrada demasiado tarde da componente paliativa.
Ouça o resumo do debate em:
sábado, 6 de fevereiro de 2016
MANIFESTO PELA EUTANÁSIA EM PORTUGAL - O QUE QUEM DEFENDE NÃO SABE!
Foi
apresentado esse fim de semana um manifesto a defender a eutanásia
em Portugal, o movimento “Direito a morrer com dignidade” quer
debater o tema na sociedade e defendem um referendo como se vê na
noticia.
O
que o grupo não sabe ou não quer saber é que, por detrás de uma
alegada defesa da liberdade do individuo está a cruel eugenia, na
qual se dá ao Estado o poder de decidir quem deve viver ou morrer,
quem é cidadão de primeira ou de segunda!
Na
teoria é tudo muito “bonito”, defendem que a pessoa deve decidir
se quer continuar vivendo, ainda que em sofrimento, ou se quer
decidir por um fim a sua própria vida, com a ajuda dos médicos.
Eles citam Holanda e Bélgica como bons exemplos de "países mais
evoluídos" onde a eutanásia é possível, porém veja o que acontece
na prática:
Os
Asilos na Alemanha convertem-se em abrigo para idosos que fogem da
Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família.
São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente!
É
esse futuro que pretendem para Portugal? Com certeza há muitas
pessoas defendendo o que chamam de “liberdade” que estão a ser
enganadas! Trata-se de apenas uma peça de uma engrenagem mundial
chamada cultura da morte, em
que simplesmente se descarta os mais indefesos ou os considerados
inúteis pelo Estado. Leia mais em:
sábado, 26 de junho de 2010
Eutanásia
NAO MATARÁS. Êxodo 20,13.
A Eutanásia é um dos temas de maior discussão da actualidade.
A igreja explica através do Catecismo:
“§2276 Aqueles cuja vida está diminuída ou enfraquecida necessitam de um respeito especial. As pessoas doentes ou deficientes devem ser amparadas para levarem uma vida tão normal quanto possível.
“E.40.2 Eutanásia moralmente inaceitável e sua Significação.
§2277 Sejam quais forem os motivos e os meios, a eutanásia direta consiste em pôr fim à vida de pessoas deficientes, doentes ou moribundas. É moralmente inadmissível.
Assim, uma ação ou uma omissão que, em si ou na intenção, gera a morte a fim de suprimir a dor constitui um assassinato gravemente contrário à dignidade da pessoa humana e ao respeito pelo Deus vivo, seu Criador. O erro de juízo no qual se pode ter caído de boa-fé não muda a natureza deste ato assassino, que sempre deve ser condenado e excluído.
§2279 Mesmo quando a morte é considerada iminente, os cuidados comumente devidos a uma pessoa doente não podem ser legitimamente interrompidos. O emprego de analgésicos para aliviar os sofrimentos do moribundo, ainda que o risco de abreviar seus dias, pode ser moralmente conforme à dignidade humana se a morte não é desejada, nem como fim nem como meio, mas somente prevista e tolerada como inevitável. Os cuidados paliativos constituem uma forma privilegiada de caridade desinteressada. Por esta razão devem ser encorajados.
E.40.3 Gravidade da eutanásia voluntária
§2324 A eutanásia voluntária, sejam quais forem as formas e os motivos, constitui um assassinato. E gravemente contrária à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador.”
Eutanásia na Europa
Gostaria de divulgar o texto do professor Felipe Aquino, doutor em Engenharia Mecânica, apresentador do programa Escola da Fé, Igreja e Atualidades na rádio e TV Canção Nova, muito conhecido no Brasil e grande defensor da Fé e da Moral Católica:
“O número de eutanásias na Bélgica cresceu em 500 casos de 2006 a 2007, mais de 14%, conforme a cadeia de televisão VRT em 14 fev 08. A comissão de controle da eutanásia assegura que só a metade dos casos são registrados e que, portanto, o número de eutanásias dobrou. Declarou que um terço dos pacientes têm menos de 60 anos e que a maioria de pessoas que procuram o serviço padece de câncer terminal. (Bruxelas, 18 fev 2008 – acidigital.com)
Na Bélgica a eutanásia foi legalizada em 2002, com o requisito de que o adulto que padeça uma enfermidade "incurável e insuportável a nível físico e espiritual", com pleno uso de razão manifeste "livremente" seu desejo de morrer. Segundo o síte Web aerzteblatt.de o diretor da comissão de controle de eutanásia, Wim Distelmans, pronunciou-se a favor da eutanásia para jovens na edição da quinta-feira do jornal "Het Belang van Limburg".
Os Asilos na Alemanha convertem-se em abrigo para idosos que fogem da Holanda com medo de serem vítimas de eutanásia a pedido da família. São quatro mil casos de eutanásia por ano, sendo um quarto sem aprovação do paciente.
(Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,1050812,00.html)...
… O paganismo se alastra no mundo, mas a fé católica contesta o absurdo do suicídio; pois só Deus é o autor da vida e só Ele pode determinar o seu fim; muitas vezes é no último instante de vida que uma pessoa se converte e salva a sua alma. Desaparece a transcendência do homem; e ele começa a se assemelhar ao animal irracional.”
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=NOTICIA&id=nbm0446
… O paganismo se alastra no mundo, mas a fé católica contesta o absurdo do suicídio; pois só Deus é o autor da vida e só Ele pode determinar o seu fim; muitas vezes é no último instante de vida que uma pessoa se converte e salva a sua alma. Desaparece a transcendência do homem; e ele começa a se assemelhar ao animal irracional.”
http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=NOTICIA&id=nbm0446
Consequências Sociais
É realmente preocupante que a Cultura da Morte esteja cada vez mais actuante na sociedade humana. A eutanásia constitui uma violação clara do princípio da inviolabilidade da vida humana, dando licença para matar aos médicos! O Estado afirma assim o desvalor de determinadas vidas humanas afirmando que a situação de doença pode fazer perder a dignidade humana.
Os que são a favor da Eutanásia defendem o respeito a autonomia da pessoa, porém o respeito a autonomia deveria partir pelo respeito a vida! Na prática muitas vezes a eutanásia é praticada na ausência de um pedido explícito e consciente, portanto sem a aprovação do paciente, então não podem justificar a eutanásia pelos princípios de autonomia. Chega-se a conclusão que o Estado deseja interferir na vida alegando que existem vidas desprovidas de valor e dignidade, são vidas que são um fardo para a sociedade.
A PESSOA HUMANA NÃO É DESCARTÁVEL!!
Pode-se também justificar a Eutanásia como um bem para a pessoa, porém a vida é o bem maior! Não é eliminando a pessoa doente que se combate o sofrimento, ou a doença.
Lembro ao jovem que provavelmente um dia será idoso e necessitado de cuidados, espero que, quando esse dia chegar, não tenha medo que algum jovem lhe desligue as máquinas ou lhe dê uma injecção letal porque a sociedade não precisa mais de você!

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