Credo in Unam, Sanctam, Cathólicam et Apostólicam Ecclésiam

"Na presença dos Anjos ei de cantar-Vos e adorar-Vos no vosso santuário."
(Salmo 137, 1)
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sexta-feira, 31 de março de 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

5 Coisas que ninguém lhe contou sobre Ligadura de Trompas


Quando a família sente-se completa e não há o desejo de mais filhos, alguns casais optam por serem esterilizados. Porém, poucas coisas na vida são tão definitivas como a laqueadura.
Não devemos nos esquecer de que uma das razões pelas quais os casais optam pela esterilização é o alto custo da contracepção nas questões financeira, física e emocional. Entre os efeitos colaterais com os quais as mulheres têm de lidar apenas para terem sua fertilidade "sob controle" são a diminuição do desejo sexual, ganho de peso, perda de cabelo, distúrbios hormonais, mudanças de humor, aumento dramático do risco câncer e coágulos sanguíneos, que podem causar sérios problemas de saúde, e até a morte.
Ligadura de trompas ou esterilização feminina
A principal função das trompas de Falópio é conduzir o óvulo dos ovários para o útero e também nutrir e guiar os espermatozoides – caso estejam presentes – para facilitar a concepção (que ocorre ainda nas trompas). Se a fecundação ocorrer, sua função, a seguir, é de alimentar e transportar o ser humano recém-concebido (zigoto) até o útero, onde ele é implantado. Para anular sua função e esterilizar permanentemente a mulher, as trompas são ligadas, ou cortadas, ou queimadas ou obstruídas, ou é feita uma combinação desses métodos.
Compartilho com você 5 pontos sobre esse procedimento, desconhecidos por muitos, que à primeira vista parecem convenientes e seguros.
1. Riscos e efeitos colaterais
Os riscos mais comuns da operação e da anestesia incluem: infecção, hemorragia, paradas respiratórias ou cardíacas, reações negativas aos anestésicos, órgãos abdominais danificados, perfuração intestinal e, em casos extremos, a morte. Enquanto isso, os efeitos secundários mais comuns de esterilização são:
·         Distúrbios menstruais.
·         Alteração na intensidade e frequência das cólicas menstruais.
·         Mau funcionamento dos ovários e produção de gravidez ectópica (quando ocorre a fecundação e o zigoto não pode ser transferido para o útero. Pode causar a morte da mãe).
·         Uma década após a laqueadura, pode haver necessidade de remover cirurgicamente o útero devido a complicações posteriores à cirurgia.

2. Efeitos psicológicos
Tragicamente, os efeitos colaterais mais frequentes, e são os menos relatados pelo médico a sua paciente, são arrependimento e remorso. Embora, inicialmente, uma mulher possa se sentir aliviada por haver se submetido a uma "solução definitiva" a respeito do planejamento familiar, estudos apontam os efeitos psicológicos, tais como depressão e ansiedade, que afetam a maioria das mulheres que se submeteram a esse procedimento. Muitas delas experimentam grande estresse, o que afeta as relações sexuais com seus maridos.
3. Eficácia
A ligadura de trompas é realmente tão eficaz para se correr todos os riscos? Ao contrário do que muita gente pensa, a esterilização feminina não é 100% eficaz. A possibilidade de ocorrer uma gravidez é de até 13%, dependendo do tipo de ligadura realizada, sendo a gravidez ectópica um risco latente nestas mulheres.
4. Reversão do procedimento
Uma executiva de banco de sucesso, com quem trabalhei há algum tempo, viu-se na situação de adotar legalmente seu neto. Seu maior desejo era dar-lhe um irmãozinho (ela é uma avó/mãe muito jovem, de apenas 40 anos), mas não foi possível restaurar sua fertilidade.
Há mulheres que perderam seus maridos e casam-se novamente e desejam ter filhos em seu novo casamento. Algumas sentem um grande vazio, e procuram restaurar seu relacionamento com Deus.
Todos os dias, mais mulheres sentem o desejo irresistível de reverter sua esterilização, pois percebem que a fertilidade era uma parte muito importante de si. Restituí-la, entretanto, é muito difícil e, às vezes, impossível. Entre outras coisas, a cirurgia é muito mais complexa e cara do que a laqueadura, e os planos de saúde geralmente não cobrem. O médico não pode garantir que conseguirá restaurar a fertilidade da paciente, uma vez que as chances de sucesso dependem de muitos fatores, incluindo a idade da mulher e o tipo de ligadura que foi feito.
5. Emoções temporárias versus decisões definitivas
Conheci mães que optaram pela esterilização definitiva por sentirem-se sobrecarregadas com a chegada de um novo bebê ou pelo custo emocional de algumas outras situações da vida. Elas se arrependeram de ter tomado esta decisão. Uma delas me disse que o dia em que ela morresse Deus lhe permitiria conhecer a criança que Ele tinha preparado para ela e seu marido, a quem não permitiram chegar à sua vida devido à decisão que tomaram. Outra conseguiu adotar seu único filho, mas não passa um dia sequer sem que ela se arrependa por ter optado pela esterilização.
Devemos observar que as decisões que tomamos na vida, baseadas em emoções temporárias, às vezes são equivocadas e até mesmo trágicas, especialmente quando são irreversíveis. As emoções podem ofuscar a nossa percepção e nos impedir de ver claramente o futuro.
Nenhum procedimento definitivo que atue contra a nossa natureza, ainda que pareça prático ou confiável, pode beneficiar a nós mesmas e o nosso relacionamento. Os métodos naturais de planejamento familiar, em minha opinião, continuam sendo as alternativas mais econômicas, seguras e saudáveis para evitar a gravidez, seja temporária ou permanentemente.




segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

AFINAL QUANDO O USO DA CONTRACEPÇÃO É ADMISSÍVEL?




Sabemos o que o Papa Franscisco disse na entrevista no seu retorno a visita ao México e todo o circo que a imprensa tem causado diante do tema:

O grande Paulo VI – recorda Francisco – em uma situação difícil na África, permitiu que as freiras usassem os contraceptivos para os casos de violência. Não se deve confundir o mal a ser evitado com a gestação e o aborto”. Também porque “o aborto não é um problema teológico, mas um problema humano. Não se deve confundir o mal de evitar a gravidez com o aborto”. Também porque “o aborto não é um problema teológico, mas um problema humano. É um problema médico: mata-se uma pessoa para salvar outra no melhor dos casos. É contra o juramento de Hipócrates que todos os médicos têm de fazer. É mal em si mesmo, mas não é um mal religioso, não. É humano. Em vez disso, evitar a gravidez não é um mal absoluto, em certos casos”.


Vamos nos lembrar que esse não é o primeiro Papa a falar sobre o preservativo. Já o Papa Bento XVI havia abordado o tema em uma entrevista, também, por sua vez, distorcida pela comunicação social anti-católica:


O Papa Francisco “afirmou que a contracepção artificial é um mal e em nada foi contrário ao Catecismo da Igreja Católica que diz ser intrinsecamente má qualquer ação que, quer em previsão do ato conjugal, quer durante a sua realização, quer no desenrolar das suas consequências naturais, se proponha, como fim ou como meio, tornar impossível a procriação (CIC2370).”


O que ele disse é que “evitar a gravidez não é um mal absoluto”, disse isso comparando a contracepção com o aborto (que é um mal absoluto). A contracepção seria ainda um mal... digamos um mal menor, principalmente no caso do Zika vírus. O uso do preservativo é admissível, porque se trata de uma epidemia, porém vale a pena ressaltar que:

Segundo especialistas, a transmissão sexual do vírus Zika ainda não foi comprovada cientificamente, mas também não pode ser descartada.” http://g1.globo.com/bemestar/noticia/2016/01/risco-de-transmissao-sexual-de-zika-faz-gra-bretanha-recomendar-camisinha-para-homens-que-foram-ao-brasil.html
E
Mesmo na comunidade científica ainda há cépticos sobre a correlação entre o vírus e a microcefalia, por falta de estudos.

Pouco se conhece sobre a doutrina da Igreja, por isso há tanta confusão sobre esses assuntos, gerando muita polémica. Isto está no cerne das discussões. Vejamos então o que a Igreja ensina, como Mãe que é, aos seus fieis, sobre como deve ser vivida a sexualidade:

"À linguagem nativa que exprime a recíproca doação total dos cônjuges a contracepção impõe uma linguagem objectivamente contraditória, a do não se doar ao outro. Deriva daqui não somente a recusa positiva de abertura à vida, mas também uma falsificação da verdade interior do amor conjugal, chamado a doar-se na totalidade pessoal." Esta diferença antropológica e moral entre a contracepção e o recurso aos ritmos periódicos "envolve duas concepções da pessoa e da sexualidade humana irredutíveis entre si". Catecismo da Igreja Católica. (CIC2370)

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Reflexões sobre a Ideologia de Gênero


A “revolucionária” ideologia de gênero vem tentando se implantar no Brasil por meio de grandes esforços do poder reinante ou dominante. Diante desta situação, incumbe-nos, enquanto brasileiros e cristãos, saber o que é essa ideologia muito comentada, mas pouco definida, quais são suas raízes, como ela se impõe, que objetivos tem e qual deve ser a nossa posição frente a ela.

É ponto de partida desse sistema ideológico o seguinte postulado: nós nascemos com um sexo biológico definido (homem ou mulher), mas, além dele, existiria o sexo psicológico ou o gênero que poderia ser construído livremente pela sociedade na qual o indivíduo está inserido. Desse modo, em última análise, não existiria uma mulher ou um homem naturais. Ao contrário, o ser humano nasceria sexualmente neutro, do ponto de vista psíquico, e seria constituído socialmente homem ou mulher.

Nada de novo debaixo do sol. Simone de Beauvoir, filósofa existencialista, já dizia exatamente isso. Não se nasce mulher, mas você se torna mulher; não se nasce homem, mas você se torna homem. Em suma, nada dependeria da natureza, mas, sim, de uma construção sociocultural capaz de levar a relações igualitárias entre dois seres humanos, naturalmente, diferentes quanto à sexualidade.

Uma nota da Conferência Episcopal do Peru, emitida em abril de 1998, com o título La ideologia de género: sus peligros y alcances aponta a raiz marxista e ateia desse sistema ideológico e assegura que segundo a ideologia de gênero, não é a natureza, mas a sociedade quem vai impondo ao homem ou à mulher certos comportamentos típicos. Desse modo, se a menina prefere brincar de casinha ou aconchegar a boneca isso não se deveria ao seu instinto natural à maternidade, mas tão-somente a uma convenção social dominadora. Se as mulheres se casam com homens e não com outras mulheres, isso nada teria de natural, mas dever-se-ia apenas a uma “tradição social” das classes dominantes.

Mais: se o homem brinca de bola e sente necessidade de trabalhar fora de casa a fim de melhor sustentar a família ao passo que as mulheres preferem, via de regra, passar mais tempo em casa junto aos filhos (cf. Sueli C. Uliano. Por um novo feminismo. São Paulo: Quadrante, 1995, p. 51-53), não estariam, de modo algum, atendendo a seus anseios inatos, mas apenas se acomodando ao desejo elitista de uma tradição opressora que deve ser rompida a qualquer momento. Sim, pois segundo os defensores da ideologia de gênero essas construções sociais opressivas só serviram até hoje para minimizar a mulher frente aos homens. Seria necessário conscientizá-las de que a sua vida de casa, cozinha e criança não tem mais sentido, essa conscientização levaria a mulher a entender o quanto é explorada e enganada pelo modelo patriarcal de sociedade em que vivemos.

Uma vez liberta, ela poderia optar por reconstruir-se do modo que bem entender. Faria a sua escolha sexual com todas as consequências dela derivadas, ou seja, poderia também optar por levar adiante uma gravidez ou praticar o aborto que, na doutrina de gênero, não seria crime algum, mas, ao contrário um direito que caberia à mãe. Embora, para não chocar a sociedade com o homicídio, prefira-se um termo manipulado por meio de engenharia verbal como é, por exemplo, “interrupção voluntária da gravidez”.

Isso posto, já devemos – coma Carta aos Bispos da Igreja Católica sobre a colaboração do Homem e da Mulher na Igreja e na Sociedade, da Congregação para a Doutrina da Fé, de 31 de maio de 2004 – aproveitar fazer, rapidamente, a refutação de duas correntes contemporâneas que propalam pensamentos absurdos a respeito da mulher: a subordinacionista, que a vê qual escrava, submissa ao homem em nível familiar e social, e a de gênero, desejosa de apagar as diferenças naturais entre homem e mulher. Afinal, a Escritura apresenta a mulher como ezer (auxiliar ou companheira) do homem por analogia com Deus que é ezer do homem (cf. Gn 2,4-25; Êx 18,4; Sl 10,35). Há entre mulher e homem complementaridade, apesar das diferenças fisiológicas e psicológicas (não meramente culturais). Iguais quanto à sua dignidade – um não é mais que o outro – não se identificam em suas características peculiares, pois Deus criou homem e mulher, não um andrógino polimorfo ou capaz de ter várias formas.

Outro ponto a ser refutado é o que defende a liberdade de construção sexual. Com efeito, assim como toda ideologia, a de gênero – considerada pelo estudioso argentino Jorge Scala, em sua obra Ideologia de gênero: neototalitarismo e morte da família (São Paulo: Katechesis, 2011), a mais radical já conhecida na história, pois se aplicada destruiria o ser humano em sua integralidade e, por conseguinte, a sociedade, cuja célula-mãe é a família – é também mentirosa. Ela oferece às pessoas a ilusão de que serão plenamente livres em matéria sexual, contudo, uma vez que essas pessoas tenham tomado a mentira por verdade, são aqueles que detêm o poder real que escolherão, a seu beneplácito, o modo como o povo deverá – padronizadamente – exercer a sua sexualidade sob o olhar forte do Estado que tutelaria para que cada um fizesse o que bem entendesse. Dentro da cartilha estatal, é óbvio. Só não se toleraria, por enquanto, as relações sexuais não consentidas, todas as demais seriam válidas e deveriam ser toleradas pelo Governo e pela sociedade em geral como lícitas.

Ora, uma ideologia tão antinatural e artificial dessas não consegue se impor do dia para a noite, nem recebe tão fácil acolhida da população, mas, ao contrário, provoca resistências entre as pessoas sensatas em geral. Daí os arautos da ideologia de gênero usarem, de modo conjunto, importantes estratégias para dominarem o grande número de hesitantes.

Sim, é imprescindível contar com os meios de propaganda de grande alcance tais como o rádio, o jornal, as revistas, a TV, a internet, pois são veículos de comunicação unidirecionais, ou seja, não permitem que o receptor da informação dialogue com o emissor (sabemos como são manipuladas as opiniões que se enviam para os sites) para, no caso de gênero, por exemplo, contestá-lo das inverdades que diz. Apenas se aceita muito passivamente aquilo que lhe é transmitido.

Outro meio formidável é o sistema educacional formal ou a escola. Por meio dela – em um processo educacional inverso ao que sempre se conheceu, no qual o papel primordial da educação ética e religiosa cabe aos pais – se veiculariam os métodos impostos pelo Estado a ditarem as normas de vida social aos alunos e estes deveriam, em casa, ensinar seus pais ou responsáveis doutrinando-os a fim de que também aceitem as novas concepções totalitárias, incluindo como carro-chefe a revolucionária ideologia de gênero, mãe de todas os outros “libertinismos” sexuais.

Tudo isso, porém, depende, para ser imposto, de uma ardilosa máquina de propaganda que age especialmente, a partir de três etapas fundamentais: primeiro, usar, desde logo, uma palavra comum, mas com sentido totalmente diferente. Desse modo, falar-se-ia em sexo e gênero, alternadamente, como se fossem meros sinônimos até que as pessoas, de maneira imperceptível, começassem a usá-las sem se questionar, ao menos em alguns ambientes específicos como as escolas, redações de jornais, rádios, igrejas etc.

Segundo, bombardear a opinião pública pelos meios de educação formais (escola) e informais (rádios, TVs, jornais, revistas, internet) valendo-se da palavra antiga com sentido novo ou transfigurado pela cirurgia ideológica nela realizada. Aqui já se substituiria o vocábulo sexo por gênero e se lhe acrescentaria os sentidos revolucionários de “sexo socialmente construído” em oposição ao sexo biologicamente dado pela natureza, falar-se-ia em “tipos de casamentos” e não mais no matrimônio monogâmico e estável com bases religiosas, etc.

Observa-se, então, que as pessoas aceitariam o termo clássico (sexo) com um conteúdo novo (gênero). Estaria imposta, por uma forte “heterossugestão”, um novo modelo de pensar: simples homens e mulheres, sem qualquer pressuposto filosófico, sociológico ou antropológico, estaria falando, de modo falacioso, que gênero é a “autoconstrução livre da própria sexualidade”. A opinião pública estaria dominada para acatar todo tipo de “vida sexual” contrária à natureza: poligamia, prostituição, orgias, pedofilia, pornografia, zoofilia (relação sexual com animais), necrofilia (encenação de ato sexual com defuntos) etc.

Tudo isso graças ao substrato de uma nova linguagem de características obscuras, próprias para causar confusão na mente de quem com elas toma contato, evitando, assim, que o ouvinte ou o leitor consiga rebater a mensagem implícita naqueles termos que parecendo esdrúxulos têm uma finalidade muito específica na veiculação da ideologia de gênero. Alguns deles são “sexismo”, sexualidade polimórfica, homofobia, “androcentrismo”, tipos de família, “parentalidade”, heterossexualidade obrigatória, etc. e quem toma contato, sem pressupostos, aceita às escuras tais termos e os repete trabalhando, ingenuamente, para a ideologia de gênero e, por consequência, contra a vida, a família e os alicerces da própria sociedade.

Pergunta-se, então, se diante de uma ideologia “revolucionária” e perversa, como se revela ser a ideologia de gênero, cabe aos católicos a coragem ou o medo? – Scala responde com uma citação de Jean Gitton, filósofo francês, que diz o seguinte: “Em todos os séculos, diz-se que a Igreja vai cair, e ela se mantém. É incrível. Em cada século diz-se que não é como os séculos precedentes, que desta vez é definitiva e que a Igreja não se salvará. E sempre se salva. Veja, ainda no século XX. O comunismo a enterraria. Todo mundo dizia isso. Eu também esperava o pior, na Europa e em todos os lugares. O que aconteceu? A Igreja enterrou o comunismo. E já veremos que a mesma coisa vai acontecer com o liberalismo que se acredita eterno. Aos olhos humanos nenhuma pessoa sensata poria um centavo nas ações do ‘Catolicismo’. Hoje em dia se diz: o consumismo e o sexo varrerão a Igreja. Bom, eu não acredito. Uma vez mais, acontecerá algo, não sei o quê. Repito: é incrível. Toda esta história é inverossímil” (Mi testamento filosófico apud Scala, p. 195).

Certo é que não basta só confiar nessa força sobrenatural da Igreja, é preciso fazer a nossa parte conhecendo e apresentando ao público a verdadeira face da ideologia de gênero escondida atrás de uma fantasia carnavalesca. Olha-nos sorridente para conquistar-nos. Uma vez conseguido seu intento, fecha sua carranca e ataca-nos impiedosamente para destruir a vida, a família e os valores sociais alicerçados na lei natural moral que ensina a fazer o bem e evitar o mal. Todavia, quem se julgar livre para defender os valores naturais e cristãos pode ser duramente perseguido, moral e fisicamente, como já se faz, ainda que um tanto veladamente, em não poucos países. A classificação de “retrógrado” e outros nomes é muito comum na verbalização e condenação daqueles que conseguem refletir sobre esses fatos.

Em tempos como os nossos, ter coragem para defender os princípios cristãos libertadores – é para a liberdade que Cristo nos libertou, Gl 5,1 – é expor-se ao próprio martírio de sangue, mas as palavras do Senhor Jesus nos encorajam: No mundo tereis tribulações, mas tende bom ânimo. Eu venci o mundo (cf. Jo 15,18-27).

Fazemos votos para que todas as forças vivas da nação se unam em defesa da vida e da família e, consequentemente, da sociedade em geral a fim de que possamos, diante de Deus, deixar ao nosso povo em geral, especialmente às nossas crianças, adolescentes e jovens, a certeza de que não fomos omissos e lutamos, dentro da lei e da ordem, para que uma ideologia que pretende ser “revolucionária” como a de gênero não os prejudicasse. Nem hoje, nem amanhã.

Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.

Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ.


O Absurdo da ideologia de Gênero!


Nos dias de hoje temos ouvido isso mais comumente. Isso é um movimento considerado anticatólico, que diz o seguinte: a criança nasce sem um sexo definido. Quando a criança nasce não deve ser considerada do sexo masculino ou sexo feminino; depois ela fará esta escolha. Essa é a chamada Identidade de gênero ou Ideologia de gênero.

Inclusive, já existem escolas para crianças na Suécia e na Holanda, onde não se pode chamar o aluno de menino ou menina, chama-os apenas de crianças, porque eles devem decidir quando crescerem se serão homens ou mulheres, o que é antinatural.

Veja o que Prof. Felipe tem a dizer sobre este assunto:


sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Contra o sexo antes do casamento - Palavras de Jesus


 “Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tornará a ter sede,
mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna.
A mulher suplicou: Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!
Disse-lhe Jesus: Vai, chama teu marido e volta cá.
A mulher respondeu: Não tenho marido. Disse Jesus: Tens razão em dizer que não tens marido.
Tiveste cinco maridos, e o que agora tens não é teu. Nisto disseste a verdade.
Senhor, disse-lhe a mulher, vejo que és profeta!...”
(João 4, 13-19)


mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher;
e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne.
Não separe, pois, o homem o que Deus uniu."
(Marcos 10, 6-9)

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Novos números do aborto em Portugal


Mais de 80 mil abortos e 13.500 repetições em cinco anos

Fonte: Rádio Renascença (09-02-2012)

Estudo é da Federação Portuguesa Pela Vida, com base nos dados oficiais.

Desde 2007, realizaram-se em Portugal mais de 80 mil abortos "por opção da mulher", dos quais perto de 13.500 foram repetições, revela um estudo da Federação Portuguesa Pela Vida (FPV) feito com base nos dados oficiais disponíveis.

Segundo o estudo, realizado a propósito dos cinco anos do referendo da despenalização do aborto, que se assinala no sábado, a reincidência "tem vindo a aumentar consideravelmente".

Só em 2010 houve 4.651 repetições de aborto, das quais 978 representaram duas ou mais repetições, revela o estudo, que usa dados da Direcção-Geral da Saúde (DGS) e do Instituto Nacional de Estatística (INE), até 2010.

No ano em que o aborto foi despenalizado, 1.270 mulheres reincidiram, 306 das quais duas ou mais vezes. O número de mulheres que fizeram mais do que um aborto passou para 3.549 em 2008 e para 4.004 em 2009.

Além disso, desde o primeiro ano da lei, houve um aumento de 30% no número de abortos anuais: 15 mil no primeiro ano e 19 mil nos seguintes (de 15 mil em 2008 para 34 mil em 2009 e 54 mil em 2010).

Os dados oficiais apontam para 62.478 abortos "por opção da mulher" no final de 2010, sendo que os 80 mil até final de 2011 são "estimativas".

O estudo da FPV indica ainda que "as complicações do aborto legal para a mulher têm vindo a aumentar todos os anos, registando-se mesmo uma morte em 2010 (facto que não acontecia desde 1987)".

Ao nível das complicações graves (infecção e perfuração dos órgãos), registaram-se nove casos em 2008, 22 em 2009 e 37 em 2010, embora os dados relativos a este ano sejam ainda provisórios.

No que respeita ao total de complicações (que inclui "outras complicações", além das mais graves), houve 1.083 em 2010 (5,6% em relação ao total de abortos), quase o dobro das complicações registadas em 2008: 550 (3% em relação ao total desse ano).

No entanto, as complicações associadas a abortos clandestinos baixaram consideravelmente desde 2008.

O estudo revela ainda que a intensidade do aborto é maior nas mulheres mais instruídas, com idades compreendidas entre os 20 e os 35 anos.

http://www.federacao-vida.com.pt/

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Homossexualismo


Esse é um dos temas mais delicados a serem abordados pela perspectiva Cristã e Bíblia, porque o objectivo não é discriminar, atacar ou ferir ninguém, o objectivo é somente expor o ponto de vista cristão. Seria indicar uma alternativa, uma proposta de um novo caminho.

Pela perspectiva Cristã o homossexual comete pecado grave contra a natureza, esta perspectiva está amplamente apoiada na Sagrada Escritura, que está repleta de passagens sobre esse tema. Entretanto a Igreja acolhe o pecador, mas não pode ser conivente com o pecado...


O que o Catecismo da Igreja ensina sobre o assunto:

"§2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objectivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.

§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de auto domínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã. "

Portanto o homossexual é chamado à castidade e à santidade, assim como todos nós. Não é um caminho fácil, porém seguir os caminhos de Deus não é fácil para todos:

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram.
Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram."
(Mateus 7, 13-14)

"Porque muitos são os chamados, e poucos os escolhidos."
(Mateus 22,14)


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Quando bebês passaram a ser "acidentes"?


ACIDENTES ACONTECEM
É por isto que temos a pílula do dia seguinte


Hoje nos EUA é o dia da mais importante manifestação Pró-Vida, que vem acontecendo há 35 anos na mesma época em que os abortistas comemoram a decisão judicial que levou à legalização do aborto.

Levado pela palavra de um dos conferencistas da ProLifeCon a checar certas informações na página da tristemente famosa Planned Parenthood, a maior rede abortista dos EUA e do mundo, a primeira imagem que vi foi a que vai acima.

Esta imagem aparentemente neutra, escolhida a dedo para passar uma idéia de leveza e de naturalidade, esconde uma realidade que não condiz com o sorriso da modelo. Quando pensamos que a chamada pílula do dia seguinte pode causar um aborto (sem contar a imoralidade da contracepção artificial), é de se perguntar o porquê do sorriso, da leveza, da naturalidade quando se trata de um assunto tão importante.

O ato sexual, que deveria ser a expressão de amor entre um homem e uma mulher dentro do casamento, aqui é rebaixado à categoria de mero "acidente". Nossa divina capacidade de demonstrar o amor é deixada aqui no mesmo patamar de uma topada ou no ato de perder as chaves de casa. É uma coisa casual, afinal "acidentes acontecem", como indicado na página da Planned Parenthood.

E os bebês concebidos nestes "acidentes" ganham também o mesmo status de acidente, obviamente. Quem diria que chegaria o dia em que crianças, o futuro da nação, nosso futuro, a maior alegria que pode ser dada a um casal, quem diria que um dia seriam chamados de "acidentes".

Não é por menos que vemos a cada dia aumentar o número de jovens, homens e mulheres, que têm visão negativa sobre gravidez, sobre serem pais e mães.

O sorriso casual da jovem modelo indica outra coisa igualmente grave: que se pode viver do jeito que quiser sem que haja conseqüências. Talvez um dos momentos marcantes da passagem para a vida adulta é exatamente a compreensão de que nossos atos, pelos quais temos responsabilidades, têm conseqüências. E, no entanto, ao chamar uma potencial gravidez de "acidente", como uma coisa praticamente desconectada do ato que a produziu, o que se está é criando gerações de jovens que entrarão pela vida adulta sem a consciência de seus atos.

E é exatamente este tipo de desconexão com a realidade que muito favorece a indústria abortista. Para uma indústria cujo lucro está no maior número possível de abortos, qualquer traço de consciência sobre o que é realmente o aborto deve ser escondido.

Publicado em:
http://contra-o-aborto.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A Igreja agora admite o uso do preservativo??!!!



Para variar a imprensa secularista e anti-católica deturpou as palavras do Papa! Querem gritar para o mundo todo ouvir que o Papa é a favor do preservativo, porém quais foram as suas verdadeiras palavras? Leia a seguir:

É evidente que a Igreja não considera a utilização do preservativo uma solução verdadeira e moral”

“Em África, Vossa Santidade afirmou que a doutrina tradicional da Igreja tinha revelado ser o caminho mais seguro para conter a propagação da SIDA/AIDS. Os críticos, provenientes também da Igreja, dizem, pelo contrário, que é uma loucura proibir a utilização de preservativos a uma população ameaçada pela SIDA/AIDS.”

«Em termos jornalísticos, a viagem a África foi totalmente ofuscada por uma única frase. Perguntaram-me porque é que, no domínio da SIDA/AIDS, a Igreja Católica assume uma posição irrealista e sem efeito – uma pergunta que considerei realmente provocatória, porque ela faz mais do que todos os outros. E mantenho o que disse. Faz mais porque é a única instituição que está muito próxima e muito concretamente junto das pessoas, agindo preventivamente, educando, ajudando, aconselhando, acompanhando. Faz mais porque trata como mais ninguém tantos doentes com sida e, em especial, crianças doentes com sida. Pude visitar uma dessas unidades hospitalares e falar com os doentes.

Essa foi a verdadeira resposta: a Igreja faz mais do que os outros porque não se limita a falar da tribuna que é o jornal, mas ajuda as irmãs e os irmãos no terreno. Não tinha, nesse contexto, dado a minha opinião em geral quanto à questão dos preservativos, mas apenas dito – e foi isso que provocou um grande escândalo – que não se pode resolver o problema com a distribuição de preservativos. É preciso fazer muito mais. Temos de estar próximos das pessoas, orientá-las, ajudá-las; e isso quer antes, quer depois de uma doença.

Efectivamente, acontece que, onde quer que alguém queira obter preservativos, eles existem. Só que isso, por si só, não resolve o assunto. Tem de se fazer mais. Desenvolveu-se entretanto, precisamente no domínio secular, a chamada teoria ABC, que defende “Abstinence – Be faithful – Condom” (“Abstinência – Fidelidade – Preservativo”), sendo que o preservativo só deve ser entendido como uma alternativa quando os outros dois não resultam. Ou seja, a mera fixação no preservativo significa uma banalização da sexualidade, e é precisamente esse o motivo perigoso pelo qual tantas pessoas já não encontram na sexualidade a expressão do seu amor, mas antes e apenas uma espécie de droga que administram a si próprias. É por isso que o combate contra a banalização da sexualidade também faz parte da luta para que ela seja valorizada positivamente e o seu efeito positivo se possa desenvolver no todo do ser pessoa.

Pode haver casos pontuais, justificados, como por exemplo a utilização do preservativo por um prostituto, em que a utilização do preservativo possa ser um primeiro passo para a moralização, uma primeira parcela de responsabilidade para voltar a desenvolver a consciência de que nem tudo é permitido e que não se pode fazer tudo o que se quer. Não é, contudo, a forma apropriada para controlar o mal causado pela infecção por VIH/HIV. Essa tem, realmente, de residir na humanização da sexualidade.»

“Quer isso dizer que, em princípio, a Igreja Católica não é contra a utilização de preservativos?”

«É evidente que ela não a considera uma solução verdadeira e moral. Num ou noutro caso, embora seja utilizado para diminuir o risco de contágio, o preservativo pode ser um primeiro passo na direcção de uma sexualidade vivida de outro modo, mais humana.»

In Bento XVI, Luz do Mundo – O Papa, a Igreja e os Sinais dos Tempos – Uma conversa com Peter Seewald, Lucerna, 2010

***
Em Italiano, publicado na Rádio Vaticano:
http://www.radiovaticana.org/it1/Articolo.asp?c=440810



Com a declaração o Papa não está liberalizando o preservativo, ele não reforma nem moderniza a doutrina da Igreja como dizem, pelo contrário, ele reafirma o que já havia declarado em África : o problema da SIDA não pode ser resolvido apenas com a distribuição de preservativos.

Não é preciso ser católico para perceber que a distribuição de preservativos não resolve o problema e muitas vezes até o agrava. Agrava porque o preservativo estimula uma vivência desordenada da sexualidade, aumentando substancialmente o número de casos. Os analistas sérios reconhecem que o problema é comportamental e que os países que investem pesadamente na distribuição do preservativo acabam por não barrar a proliferação da SIDA.

O Papa Bento XVI citou a teoria ABC como uma busca para solucionar o problema da SIDA. Uganda é um dos países que tem aplicado essa teoria e tem conseguido resultados expressivos:

http://marcospauloteixeira.wordpress.com/2009/10/10/uganda-exemplo-bem-sucedido-de-luta-contra-a-aids/

O posicionamento da Igreja é defender a Castidade e a Fidelidade e vai sempre afirmar que o uso da sexualidade desordenada vai continuar trazendo imensos problemas para a sociedade humana no geral.

terça-feira, 29 de junho de 2010

A Virtude da Castidade



Todos nós somos chamados a viver a Castidade e a buscar a Santidade. Mas o que seria Castidade?

"§2345 A castidade é uma virtude moral. É também um dom de Deus, uma graça, um fruto da obra espiritual. O Espírito Santo concede o dom de imitar a pureza de Cristo àquele que foi regenerado pela água do Batismo...

§2348 Todo batizado é chamado à castidade. O cristão "se vestiu de Cristo", modelo de toda castidade. Todos os fiéis de Cristo são chamados a levar uma vida casta segundo seu específico estado de vida. No momento do Batismo, o cristão se comprometeu a viver sua afetividade na castidade."

§2349 "A castidade há de distinguir as pessoas de acordo com seus diferentes estados de vida: umas na virgindade ou no celibato consagrado, maneira eminente de se dedicar mais facilmente a Deus com um coração indiviso; outras, da maneira como a lei moral determina, conforme forem casados ou celibatários." As pessoas casadas são convidadas a viver a castidade conjugal; os outros praticam a castidade na continência....

C.15.8 Coração puro e castidade

§2518 A sexta bem-aventurança proclama: "Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus" (Mt 5,8). A expressão "puros de coração" designa aqueles que entregaram o coração e a inteligência às exigências da santidade de Deus, principalmente em três campos: a caridade, a castidade ou a retidão sexual, o amor à verdade e à ortodoxia da fé. Existe um laço de união entre a pureza do coração, do corpo e da fé:

Os fiéis devem crer nos artigos do símbolo, "para que, crendo, obedeçam a Deus; obedecendo, vivam corretamente; vivendo corretamente, purifiquem seu coração; e, purificando o coração, compreendam o que crêem".

§2520 O Batismo confere àquele que o recebe a graça da purificação de todos os pecados. Mas o batizado deve continuar a lutar contra a concupiscência da carne e as cobiças desordenadas. Com a graça de Deus, alcançará a pureza de coração:

-pela virtude e pelo dom da castidade, pois a castidade permite amar com um coração reto e indiviso;

-pela pureza de intenção, que consiste em ter em vista o fim verdadeiro do homem; com uma atitude simples, o batizado procura encontrar e realizar a vontade de Deus em todas as coisas;

-pela pureza do olhar, exterior e interior; pela disciplina dos sentimentos e da imaginação; pela recusa de toda complacência nos pensamentos impuros que tendem a desviar do caminho dos mandamentos divinos: "A desperta a paixão dos insensatos" (Sb 15,5);

-pela oração.

§2532 A purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar.

C.15.10 Espírito Santo na origem da virtude da castidade

§1832 Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós como primícias da glória eterna. A Tradição da Igreja enumera doze: "caridade, alegria, paz, paciência, longanimidade, bondade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência e castidade" (Gl 5,22-23 vulg.).

§2341 A virtude da castidade é comandada pela virtude cardeal da temperança, que tem em vista fazer depender da razão a paixões e os apetites da sensibilidade humana.

§2395 A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal.

Vida Consagrada e Castidade

§915 Os conselhos evangélicos, em sua multiplicidade, são propostos a todo discípulo de Cristo. A perfeição da caridade à qual todos os fiéis são chamados comporta para os que assumem livremente o chamado à vida consagrada a obrigação de praticar, a castidade no celibato pelo Reino, a pobreza e a obediência. E a profissão desses conselhos em um estado de vida estável reconhecido pela Igreja que caracteriza a "vida consagrada" a Deus.

§944 A vida consagrada a Deus caracteriza-se pela profissão pública dos conselhos evangélicos de pobreza, de castidade e de obediência em um estado de vida permanente reconhecido pela Igreja."

Texto retirado do Catecismo da Igreja Católica

Vale a pena ressaltar Castidade não é a mesma coisa de Celibato, como muita gente pensa. Cada um é chamado a viver a castidade de acordo com seu estado de vida. A castidade consiste em trabalhar bem a afectividade de maneira que seja equilibrada, bem resolvida e canalizada, podendo-se conviver com o sexo oposto, de maneira pura, sem malícias e tratar as pessoas com respeito e amizade.

Casamento e Castidade

Os casados são chamados a serem fiéis, ser fiel é ser casto, no caso do matrimónio. É ter fidelidade aos compromissos assumidos no casamento. Também os conjugues devem manter o leito conjugal sem mancha, que seria a pureza de suas intenções e a honestidade de seu trato, num contexto de cumplicidade e de amor verdadeiro. Devem cumprir fiel e sinceramente o dever conjugal, pois tudo o que serve para a transmissão da vida é, não só lícito, como louvável.

Castidade dos Solteiros

Para o solteiro, castidade, pela sua abrangência conceptual, tem, o sentido de manter-se virgem (casto, puro), até o casamento. Viver em continência, com pureza de intenção e de pensamentos, cultivando os valores da amizade e do respeito.
Os namorados devem procurar conhecer um ao outro interiormente, ou seja, a personalidade, a maneira de pensar e de agir, de reagir nas situações da vida, os sentimentos, e não o corpo, no sentido sexual.

Segundo a moral cristã a castidade purifica o amor e o eleva, é a melhor forma de compreender e sobretudo de valorizar o amor.

Virtudes Auxiliares da Castidade

- O pudor (sentinela de defesa da castidade);
- A humildade: faz desconfiar de si mesmo e confiar em Deus, fugindo do pecado;
- A vigilância constante: deve-se vigiar sempre os pensamentos e sentimentos, para agir com pureza de intenção e não pecar;
- A mortificação: o jejum e outras penitências ajudam a exercitar a virtude do auto controlo;
- A laboriosidade: aplicação nos estudo e cumprimento das próprias obrigações, que previne os males e perigos decorrentes da ociosidade. "Cabeça vazia, oficina do diabo";
- A caridade: ou seja o amor de Deus, que, enchendo o coração o desocupa de afectos desordenados (Deus caritas est);
- A piedade: virtude que leva à devoção e à oração. Nós católicos cultivamos a devoção à Virgem Maria como protectora da virtude da castidade e também a denominamos de "Santa Pureza".

As Ofensas Graves Contra a Castidade

- luxúria: constitui uma busca desordenada do prazer venéreo, vício do sexo, uma vez que é buscado exclusivamente por si mesmo;
- masturbação: acto gravemente desordenado;
- fornicação: as relações sexuais fora do matrimónio e as relações pré-matrimoniais;
- homossexualidade: é contraria à lei natural, fecha o ato sexual ao dom da vida;
- pornografia: desnaturaliza a finalidade do ato sexual e coisifica as pessoas;
- prostituição;
- violação ou estupro;
- pedofilia;
- o incesto.

A SOCIEDADE ACTUAL ESTÁ TÃO IMPREGNADA NA LAMA DA EROTIZAÇÃO, DA BANALIZAÇÃO DO SEXO E DA PORNOGRAFIA QUE NÃO ENTENDE O VALOR DO AUTO DOMÍNIO, DA TEMPERANÇA, DA CASTIDADE E DA PUREZA...

sábado, 26 de junho de 2010

Masturbação é pecado!!!!


Há uma forte tendência para se dizer que masturbação é uma coisa normal e sadia, porém para a Igreja é uma desordem sexual além de um pecado grave, contra o 6º Mandamento (Não pecar contra a Castidade).
Um dos principais argumentos a favor dessa prática seria um suposto alto conhecimento, para conhecer o próprio corpo, porém o correcto seria o homem e a mulher, os dois juntos, se conhecerem depois do casamento. Na Bíblia o verbo conhecer também é utilizado para designar relação sexual "Adão conheceu Eva, sua mulher, e ela concebeu e deu à luz Caim" (Gênesis 4,1). Portanto a masturbação pode ser considerada sexo praticado fora do casamento.

A masturbação (também conhecida como AUTO ESTUPRO!!!) é um acto egoísta e sem propósito, que com o tempo se torna um vício repulsivo muito difícil de ser controlado, podendo até causar:
- Nos homens: ejaculação precoce, impotência sexual e até poderia causar cancer de prostata.

http://www.portalpower.com.br/males-da-masturbacao/
http://hypescience.com/masturbacao-pode-levar-a-cancer-de-prostata/

- Nas mulheres: frigidez, secura vaginal e infecções causadas pelos objetos utilizados.

É considerada uma poluição moral e não pode ser uma coisa normal, porque mesmo um adolescente que não crê em Deus ou não pratica qualquer tipo de religião, tem sempre a sensação de estar fazendo algo errado, o nome disso é voz da consciência, que Deus nos deu para termos o discernimento do certo e do errado, por causa desse sentimento de culpabilidade é que tem tanta gente perguntando sempre se é errado, se é normal.

Análise Psicológica

O grande estudioso da sexualidade humana, Sigmund Freud afirmou que a masturbação é um vício solitário (uma vez que a outra pessoa só existe na imaginação), tratava a questão como um problema remanescente da sexualidade infantil (quando a criança se toca para conhecer seu próprio corpo) e acreditava que o sexo deveria ser vivido por um homem e uma mulher maduros.
Freud pensava que a masturbação deveria ser abandonada na vida adulta, na medida em que o sujeito transitasse plenamente do auto-erotismo e do narcisismo para as relações objetais amorosas. Via a masturbação como uma persistência do erotismo infantil ligado ao complexo de Édipo, o que a deixava irremediavelmente tingida pela culpa.
A prática obsessiva, principalmente se acompanhada de ausência do desejo sexual e desinteresse pelas relações normais, é considerada pelos psicólogos como um transtorno comportamental, situação em que a pessoa já não sabe porque faz aquilo, até com a vontade de parar e não consegue, podendo ser utilizada como substituta para a falta de satisfação social, compensação de uma timidez, incapacidade de se relacionar com parceiros(as) ou para aliviar tensões e ansiedades.

Análise Bíblica

"9.Acaso não sabeis que os injustos não hão de possuir o Reino de Deus? Não vos enganeis: nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os devassos,
10. nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os assaltantes hão de possuir o Reino de Deus.
11. Ao menos alguns de vós têm sido isso. Mas fostes lavados, mas fostes santificados, mas fostes justificados, em nome do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito de nosso Deus.
12. Tudo me é permitido, mas nem tudo convém. Tudo me é permitido, mas eu não me deixarei dominar por coisa alguma. (não me deixarei dominar por nenhum vício)
13. Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos: Deus destruirá tanto aqueles como este. O corpo, porém, não é para a impureza, mas para o Senhor e o Senhor para o corpo: (nosso corpo pertence a Deus, é templo do Espírito Santo)
14. Deus, que ressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará a nós pelo seu poder.
15. Não sabeis que vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei, então, os membros de Cristo e os farei membros de uma prostituta? De modo algum! (também poderia usar dos membros de Cristo para masturbação?)
16. Ou não sabeis que o que se ajunta a uma prostituta se torna um só corpo com ela? Está escrito: Os dois serão uma só carne (Gn 2,24).
17. Pelo contrário, quem se une ao Senhor torna-se com ele um só espírito.
18. Fugi da fornicação. Qualquer outro pecado que o homem comete é fora do corpo, mas o impuro peca contra o seu próprio corpo.
19. Ou não sabeis que o vosso corpo é templo do Espírito Santo, que habita em vós, o qual recebestes de Deus e que, por isso mesmo, já não vos pertenceis?
20. Porque fostes comprados por um grande preço. Glorificai, pois, a Deus no vosso corpo."
(I Coríntios 6,9-20)

Portanto não há como Glorificar a Deus em seus corpos se as pessoas se entregarem a uma prática tão impura!

"19. Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem...
24. Pois os que são de Jesus Cristo crucificaram a carne, com as paixões e concupiscências.
25. Se vivemos pelo Espírito, andemos também de acordo com o Espírito."
(Gálatas 5,19.24-25)

Mas o que torna um homem impuro?

Jesus disse:
"Respondeu-lhes: Sois também vós assim ignorantes? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode tornar impuro,
19. porque não lhe entra no coração, mas vai ao ventre e dali segue sua lei natural? Assim ele declarava puros todos os alimentos. E acrescentava:
20. Ora, o que sai do homem, isso é que mancha o homem.
21. Porque é do interior do coração dos homens que procedem os maus pensamentos: devassidões, roubos, assassinatos,
22. adultérios, cobiças, perversidades, fraudes, desonestidade, inveja, difamação, orgulho e insensatez.
23. Todos estes vícios procedem de dentro e tornam impuro o homem."
(Marcos 7,18-23)

A masturbação é um vício que torna o homem (no caso, o ser humano) impuro, porque é impossível que tenha bons pensamentos quando tem tais práticas. Por essa razão está intimamente associado ao vício da pornografia.

Mesmo entre os casais casados está errado, como comprova a passagem:
"3. O marido cumpra o seu dever para com a sua esposa e da mesma forma também a esposa o cumpra para com o marido.
4. A mulher não pode dispor de seu corpo: ele pertence ao seu marido. E da mesma forma o marido não pode dispor do seu corpo: ele pertence à sua esposa."
(I Coríntios 7,3-4)

Catecismo

"§2352 Por masturbação se deve entender a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. "Na linha de uma tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado." Qualquer que seja o motivo, o uso deliberado da faculdade sexual fora das relações conjugais normais contradiz sua finalidade. Aí o prazer sexual é buscado fora da "relação sexual exigida pela ordem moral, que realiza, no contexto de um amor verdadeiro, o sentido integral da doação mútua e da procriação humana".

Para formar um justo juízo sobre a responsabilidade moral dos sujeitos e orientar a acção pastoral, dever-se-á levar em conta a imaturidade afectiva, a força dos hábitos contraídos, o estado de angústia ou outros factores psíquicos ou sociais que minoram ou deixam mesmo extremamente atenuada a culpabilidade moral. "

Para se livrar do vício:

- Seja constantemente vigilante com seus pensamento, procure pensamentos puros, fuja da pornografia e de todo tipo de imagens ou leituras que possam estimular a imaginação nesse sentido.

-Evite periodos muito longos de ociosidade, dormir de dia, ficar sozinho(a) muito tempo, etc.

- Fuja das ocasiões de pecado. ("Se o pecado está à direita vá para a esquerda!" São Padre Pio)

-Exercite a virtude do alto domínio.

- Não dê ouvidos para pessoas que tem mentalidade mundana e consideram masturbação uma coisa normal.

- Busque a Santidade e a Castidade.

- Seja persistente, se cai, se confesse e volte a lutar!

-Tenha uma vida activa de oração. Através da oração Deus nos liberta de todo o mal.

Pedofilia


“E qualquer que escandalizar um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que lhe pusessem ao pescoço uma pedra, e que fosse lançado no mar”. (Marcos 9.42)

Antes de mais nada quero deixar claro que a Igreja é Santa, mas é composta por pessoas pecadoras.

É Santa: Porque Jesus disse a Pedro (o primeiro Papa da Igreja) “Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a MINHA Igreja.” (Mt 16,18) e também: “Apascenta minhas ovelhas” (Jo 21,17). A Igreja recebeu directamente das mãos de Jesus Cristo, Seu fundador, a sua missão. É, também, assistida pelo Espírito Santo e, portanto, digna de crédito.

É Composta por pessoas pecadoras: Porque fazem parte da Igreja pessoas normais, fracas e de facto propensas ao erro e, portanto, ao pecado.

Muito se tem discutido sobre o assunto, sempre com argumentos contra a Igreja. Por isso para tratar de um tema tão profundamente polémico pretendo passar a palavra para a Igreja se defender:

"1- A Igreja pede perdão e faz reparação pelos graves delitos de pedofilia de alguns de seus filhos. Digo alguns, porque a maioria dos sacerdotes são homens de Deus, missionários, lutadores, ministro de Cristo. (Atenção aos números...) Entre 46 mil sacerdotes nos Estados Unidos, 218 casos de pedofilia foram comprovados, desde 1950, até hoje. Dentre 210 mil casos de pedofilia na Alemanha 209 foram praticados por pessoas consagradas.

No Brasil temos 16 mil padres, 99% são fiéis. No mundo existem 407 mil padres e 96% deles não estão envolvidos nos escândalos de pedofilia. Porque só a Igreja Católica é visada? Sem dúvida existe orquestração organizada em tudo isso, com a histeria anti-católica da mídia que em nome da modernidade fomenta a erotização da sociedade.

2- A Igreja, além de fazer reparação pelos erros e delitos de seus filhos, deve aprender com seus erros e corrigir rotas para o futuro. Nossos candidatos ao sacerdócio já trazem estes problemas de sua família, escondem esta anomalia e carregam consigo este espinho na carne. Precisam de médicos, de cirineus, de orientadores. É claro que nada disso justifica seus erros, porém, são elementos para a nossa reflexão.

3- Nesta hora, não esqueçamos o imenso bem que a Igreja realiza em favor das crianças nas creches, escolas, orfanatos, hospitais infantis, pastoral do menor e da criança, adoção, infância missionária, coroinhas, Apae etc. O calvário, a dor, a vergonha que a Igreja passa nestes dias, reverterá em conversão, purificação, santificação. As portas do mal não prevalecerão e a Igreja não deixa de ser santa enquanto Corpo de Cristo. A santidade é invencível por ação da graça. Creio na Igreja santa.

4- Como fazer justiça com pessoas erradas e ao mesmo tempo ter misericórdia, perdão e amor com elas? Por acaso basta a vingança e a condenação? Haja, sim, a punição justa, mas sem esquecermos o amor incondicional e do perdão aos inimigos. Não podemos nos embrutecer. Ninguém é totalmente mau. Muitos casos de pedofilia não atingem crianças, mas adolescentes e jovens que são vítimas do erotismo e da permissividade. Eles são garotos e garotas de programa? Neste caso se trata de efebofilia? e rigorosamente falando é outra coisa que pedofilia. Em muitos casos punidos como pedofilia a pessoa praticou um toque, uma carícia, isso é tido como abuso sexual, melhor seria chamar de assédio? É claro que nem isso é justificável, mas, nem tudo é ato de agressão a crianças inocentes.

5- Não há relação entre celibato e pedofilia. Todos sabemos que a ocorrência da pedofilia acontece mais nas famílias, portanto ente casados, que entre os celibatários. Trata-se de uma anomalia que atinge todos os setores da sociedade e situações da vida.

6- Geralmente as pessoas com problema de pedofilia foram vítimas de pedófilos quando eram crianças ou adolescentes. Certamente a erotização da sociedade, o turismo sexual, a internet muito contribuem para que o liberalismo e permissivismo ético, fato este, que facilita todo tipo de relacionamento sexual sob a capa de modernidade. É comum hoje a gente ouvir: nada é pecado, todo mundo faz, é normal, etc. Não esqueçamos que um dos elementos da decadência das civilizações é o erotismo, ou seja, o abuso da sexualidade. Ser livre e ser libertino são coisas bem distintas.

7- A Igreja reconhece, repara e paga pelos erros de seus filhos. Grupos e pessoas mal intencionados aproveitam desta situação para desmoralizar, desmobilizar, desestruturar a Igreja de Cristo. Jesus alertou que seríamos odiados, perseguidos e mortos. Nossos algozes acabam sendo nossos artistas. Por outro lado, a Igreja cresce e se fortalece com o sangue dos mártires, as perseguições e humilhações. As portas do mal não prevaleceram. A primazia é da graça. Coragem, eu venci o mundo? (Jo 16,32).

Dom Orlando Brandes
Arcebispo de Londrina
Publicado na Folha de Londrina, 17 de abril de 2010. Retirado do site do professor Felipe Aquino.
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/?s=Pedofilia


D. José Policarpo (Cardeal patriarca de Lisboa) afirmou na Sexta-Feira Santa, dia 02/04/2010 o seguinte:
Texto retirado da notícia publicada no site da TVI
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/d-jose-policarpo-pedofilia-igreja-tvi24/1152045-4071.html)


"Estamos aos pés da Cruz num momento em que os pecados da Igreja, mesmo os pecados dos sacerdotes, indignam o mundo e ofuscam a imagem do Reino de Deus», declarou na homilia da Paixão do Senhor na Sé Patriarcal, em Lisboa."Continuamos a precisar do Vosso amor redentor, por causa dos nossos pecados...

Uma das características preocupantes do nosso tempo é o facto de se perder a consciência do pecado. Os pecados da Igreja ferem, de modo particular, o coração inocente de Cristo e de sua Mãe. Com amor e humildade peçamos, por intercessão de Maria: Senhor, perdoai os pecados da vossa Igreja."



O Papa


A caminho de Portugal o Papa disse o seguinte:

“Hoje nós vemos de uma forma verdadeiramente terrível que a grande opressão da Igreja não vem de inimigos externos, mas nasce do pecado dentro da Igreja”, disse ele a jornalistas no avião que o leva para Portugal ao responder uma pergunta sobre os escândalos de abusos sexuais cometidos por padres.

“O perdão não substitui a justiça”, disse o papa."
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/05/perdao-nao-substitui-justica-diz-papa-sobre-o-escandalo-de-abusos-no-clero.html

O Papa não está indiferente aos acontecimentos:
"O papa “chorou conosco”, declarou à AFP uma das vítimas dos abusos sexuais cometidos por religiosos em Malta, durante o encontro deste domingo com Bento 16 na nunciatura apostólica da capital Valletta.
“Fiquei impressionado com a humildade do papa. Ele tomou para si o constrangimento causado pelos outros. Ele foi muito corajoso. Nos escutou individualmente, rezou e chorou conosco”, declarou Lawrence Grech. “Ele até benzeu uma cruz que eu carregava”, acrescentou.
O Papa Bento 16 se reuniu em Malta com “um pequeno grupo de pessoas que sofreram abusos sexuais cometidos por religiosos”, anunciou o Vaticano mais cedo em um comunicado. O papa mencionou a “profunda comoção provocada pelas histórias e expressou sua vergonha e lamentação pelas vítimas e pelo sofrimento de suas famílias”.

http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/aposaposo+papa+chorou+conoscoaposapos+disse+uma+vitima+de+pedofilia+em+malta/n1237591326531.html


Anti-catolicismo

O ex-prefeito judeu de Nova York, Edward “Ed” Koch, afirmou em blog do jornal The Jerusalem Post: “Eu acredito que os constantes ataques da mídia à Igreja Católica e ao Papa Bento XVI se tornaram uma manifestação do anti-catolicismo. A sucessão de artigos sobre os mesmos eventos, em minha opinião, não tem já a intenção de informar, mas simplesmente de castigar”, afirma Koch. Ele reconhece que o abuso sexual a crianças é “horrendo”, assinalando que este é um ponto de acordo entre os católicos, a própria Igreja, assim como os não católicos e os meios de comunicação”.
"Sobre este ponto, o político e comentarista político afirma que o Papa proclamou abertamente sua execração do delito e compaixão pelas vítimas."
http://cgis.jpost.com/Blogs/koch/entry/he_that_is_without_sin

O Papa é acusado pela imprensa anticatólica de ter “encoberto” escândalos de sacerdotes que abusaram sexualmente de menores, porém ele muito tem feito contra esses crimes:

"Aqui, da mesma forma, a acusação é contra o mesmo homem que fez mais que qualquer outro na hierarquia eclesiástica para sanar este escândalo, com efeitos positivos que já podem ser vistos aqui e acolá, em especial nos Estados Unidos, onde a incidência do fenômeno em meio ao clero católico tem diminuído de forma significante nos últimos anos.

Mas onde a ferida ainda está aberta, como na Irlanda, foi novamente Bento XVI que pediu que a Igreja daquele país se pusesse em um estado de penitência, uma exigência que ele formulou em uma carta pastoral sem precedentes em 19 de março último.

O fato é que a campanha internacional contra a pedofilia tem somente um alvo hoje, o Papa. Os casos desenterrados do passado o são sempre com a intenção de ligá-los a ele, tanto quando era Arcebispo de Munique quanto quando era Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, além do tempo em Ratisbona pelos anos em que o irmão do Papa, Georg, dirigiu o coral infantil da catedral."
Extraído de: Blog Veritatis
Publicação: Abril de 2010
Traduzido a partir do Inglês (versão de Matthew Sherry, Ballwin, Missouri, EUA. Original em italiano).
http://chiesa.espresso.repubblica.it/articolo/1342796?eng=y

Perguntas aos que acusam o Papa de ter acobertado padres pedófilos:
"1. Por que será que tantos ficam incomodados com os recados do Papa?
2. Por que fazem tanta propagando de coisas erradas na Igreja?
3. Por que aproveitam os casos de pedofilia de padres para acusar o Papa de falta de firmeza no trato do problema?
4. Se os juízes brasileiros têm tanta dificuldade em julgar casos atuais de corrupção que acontecem debaixo do seu nariz, como querem os julgadores do Papa que seja fácil para o Vaticano julgar casos antigos e distantes denunciados décadas depois?
5. Por que será que as denúncias sobre casos antigos de difícil verificação aumentaram tanto, quando denunciantes e seus advogados passaram a ganhar indenizações da Igreja?
6. Quantos são os incomodados com as exigências de um Papa intransigente na doutrina e na moral?
7. Querem atingir o mensageiro para enfraquecer a mensagem?"

(D. Cristiano Krapf, bispo de Jequié) Texto do site:

http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/category/igreja/

Conclusão:

1) Não se pode dizer, como muito se diz na actualidade que todos os padres são pedófilos. Toda a instituição da Igreja não pode ser desacreditada por causa do erro de alguns, de uma minoria que não sabe viver de acordo com os preceitos do Evangelho. É o mesmo que dizer que todos os maridos traem suas mulheres, ou que todos os homens casados são pedófilos, essas afirmações não abalariam a santidade do matrimónio.

2)A Igreja reconhece-se pecadora, lamenta profundamente os crimes cometidos e de maneira alguma é conivente com tais actos.

3) Abolir o Celibato não resolveria o problema da pedofilia, a prova disso é que também há inúmeros casos de pedofilia envolvendo homens casados e pastores casados de outras denominações cristãs.

4) As constantes notícias na imprensa internacional sobre a Pedofilia na Igreja são pura e simplesmente um movimento para a atacar e tentar acabar com a Igreja Católica!