Credo in Unam, Sanctam, Cathólicam et Apostólicam Ecclésiam

"Na presença dos Anjos ei de cantar-Vos e adorar-Vos no vosso santuário."
(Salmo 137, 1)

sábado, 6 de novembro de 2010

Vai ficar em cima do muro?!!!


Havia um grande muro separando dois grandes grupos.

De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.

Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.

E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:

- Ei, desce do muro agora… Vem pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

- É porque o muro é meu.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As Cruzadas - Agredidos e Agressores


"Admitido que alguém, na história, devesse pedir desculpa a outro, deveriam ser os católicos a pedir perdão por um ato de autodefesa, pela tentativa de ter pelo menos aberto o caminho da peregrinação aos lugares de Jesus, como foi o ciclo das cruzadas?"

Sempre foi chamada "praça das Cruzadas". Há pouco mais de um ano é "praça Paulo VI". À mudança de nome do largo milanês, junto à insigne basílica de São Simpliciano, não está alheia a Faculdade Teológica da Itália Setentrional que se abre para ela. Dizem que houve pressões clericais para que se mudasse o nome daquele logradouro. Sentiam que era embaraçoso, mais para certos meios católicos que para as autoridades laicas. Este acontecimento milanês não é senão uma confirmação, entre tantas, de um fato desconcertante: depois de dois séculos de propaganda incessante, a "legenda negra" construída pelos iluministas como arma da guerra psicológica contra a Igreja Romana, terminou por instilar um "problema de consciência" na intelligentsia católica, além do imaginário popular.

Foi, na realidade, no século dezoito europeu que, completando a obra da Reforma, se firmou o rosário, tornado canônico, das "infâmias romanas". No que diz respeito às Cruzadas, a propaganda anticatólica chegou até a inventar o nome, como o termo "Idade Média", excogitado pela historiografia "iluminista". Os que há novecentos anos tomaram de assalto Jerusalém considerariam estúpidos os que lhes tivessem dito que davam cumprimento àquilo que seria chamado de "primeira Cruzada". Para eles, era iter, peregrinatio, succursus, passagium.

Os "panfletários", em suma, inventam um nome e constróem em torno uma "legenda negra". Não é só isso: será essa mesma propaganda européia que "revelará" ao mundo muçulmano o ter sido ele o "agredido". No Ocidente, a obscura invenção "cruzada" terminou por impregnar com sentimento de culpa certos homens da própria Igreja, ignorantes de como as coisas ocorreram.

Quem foi o agredido e quem é o agressor?

Quando em 638 o Califa Omar conquista Jerusalém, esta era, há mais de três séculos, cristã. Pouco depois, sequazes do Profeta [Maomé] invadem e destróem as gloriosas igrejas, primeiro do Egito e, depois, de todo o norte da África, levando à extinção do cristianismo em lugares que tinham tido bispos como Santo Agostinho. Depois foi a vez da Espanha, da Sicília, da Grécia, daquela que será chamada Turquia e onde as comunidades fundadas pelo próprio São Paulo tornaram-se montes de ruínas. Em 1453, depois de sete séculos de assalto, capitula e é islamizada a própria Constantinopla, a segunda Roma. O rolo islâmico atinge os Bálcãs, e, como por milagre, é detido e obrigado a retirar-se das portas de Viena.

Entretanto, até o século XIX, todo o Mediterrâneo e todas as costas dos países cristãos que ficam em face, são "reservas" de carne humana: navios e países serão assaltados por incursões islâmicas, que retornam às covas magrebinas cheios de butins, de mulheres e jovens para os prazeres sexuais dos ricos e de escravos obrigados a morrerem de cansaço ou para serem resgatados a preços altíssimos pelos Mercedários e Trinitários. Execre-se, com justiça, o massacre de Jerusalém em 1099, mas não se esqueçam de Maomé II, em 1480, em Otranto, simples exemplo de um cortejo sanguinolento de sofrimentos.

Ainda hoje: quais países muçulmanos reconhecem aos outros que não aos seus, os direitos civis ou a liberdade de culto? Quem se indigna com o genocídio dos armênios, ontem e dos sudaneses cristãos, hoje? O mundo, segundo os devotos do Corão, não está ainda agora dividido em "território do Islam" e "território de guerra", todos os lugares, ainda não muçulmanos, mas que devem se tornar tais, por bem ou por mal? Não é esta a ideologia subentendida por muitos na imigração maciça rumo à Europa?

Uma simples revisão da história, mesmo nas suas linhas gerais, confirma uma verdade evidente: uma Cristandade em contínua posição de defesa em relação a uma agressão muçulmana, desde o começo até hoje (na África, por exemplo, está em curso uma ofensiva sanguinolenta para islamizar as etnias que os sacrifícios heróicos de gerações de missionários tinham levado ao batismo). Admitido que alguém, na história, devesse pedir desculpa a outro, deveriam ser os católicos a pedir perdão por um ato de autodefesa, pela tentativa de ter pelo menos aberto o caminho da peregrinação aos lugares de Jesus, como foi o ciclo das cruzadas?

Vittorio Messori* in Frente Universitária Lepanto
Corriere dela Sera - 26 de julho/1999

* Vittorio Messori. Autor de best-sellers, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Único autor que publicou um livro-entrevista com o Papa João Paulo II («Cruzando o limiar da esperança») e entrevistou o cardeal Joseph Ratzinger («Informe sobre a Fé»), que depois chegaria a ser Papa.


MESSORI, Vittorio: As Cruzadas - Agredidos e Agressores. Disponível em: http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=434 Desde de 22/12/2008.

Texto retirado do blog:

http://professorfariahistoria.blogspot.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Por que Deus permitiria o fim do mundo??



"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai." (Mc 13,32)

Para entender essa questão precisamos compreender porque Deus permite que haja o mal no mundo. Por que Deus permite que coisas más nos aconteçam?

Deus somente permite que haja mal porque Ele não criou um fantoche... o que eu quero dizer com isso? Deus criou o homem livre, com o seu livre arbítrio, livre para decidir o que fazer de sua vida, o problema começou porque o homem escolheu o mal, o homem pecou e com o pecado entrou no mundo todas as misérias, dores, crueldades, enfim, todo o mal e a morte.

No começo não era assim o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, se Deus é amor, é comunhão, o homem também é, e também o homem tem dentro de si uma centelha divina, diferente dos outros animais.

Deus respeita o livre arbítrio do homem, se o homem escolhe fazer o mal, então o resultado é o que vemos no mundo inteiro actualmente, maldade, crueldade, devassidão, falsidade, desrespeito pela vida, etc, etc e etc. E o mundo está assim justamente porque os homens andam muito afastados de Deus... quanto mais se afastam de Deus mais fazem o mal.

Deus é amor, sim, Deus é infinitamente amor! Porém também é Justiça, a questão do fim do mundo tem a ver com a justiça divina, o homem pratica o mal mas também terá que responder pelos seus actos e sofrer as consequências.

O dia da Ira Divina chegará, será o fim do céu e da terra como conhecemos. O dia do Julgamento Divino em que prestaremos contas de todos os nossos actos e até dos nossos pensamentos! Jesus virá glorioso, nos julgará conforme nossa obras e conforme nossa decisão de acolher sua graça ou não. O joio será separado do trigo, no caso, os bons serão separados dos maus, os maus serão condenados ao inferno (ou melhor se condenarão, porque Deus não condena ninguém a própria pessoa é que se afasta de Deus, porque cometeu pecado mortal) e os homens bons remidos por Jesus, tornados nele "santos e imaculados na presença de Deus no Amor", serão reunidos como o único Povo de Deus, "a Esposa do Cordeiro", "a Cidade Santa descida do Céu, de junto de Deus, com a Glória de Deus nela", e "a muralha da cidade tem doze alicerces, sobre os quais estão os nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro" (Ap 21,14). Todo o livro do apocalipse é revelação de como será o fim do mundo. O dia do julgamento também é "o dia do amor gratuito, o dia da misericórdia infinita a nós concedida por nosso Irmão, Amado e Esperado; dia de plena e total justiça feita a nós por Ele que nos conhece bem por nos ter amado, por ter morrido por nós. Deus não pode destruir a justiça, pois criaria outra injustiça; julgar-nos-á, porém, o Amor e julgar-nos-á sobre o amor. O melhor modo para esperar Cristo juiz é chamá-lo e desejá-lo, como faziam os primeiros cristãos: "Vem, Senhor Jesus” (Maranatizá)" [Missal Cotidiano, Paulinas].

Catecismo:
§1042 No fim dos tempos, o Reino de Deus chegar à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado:

Então a Igreja será "consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o género humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo"

§1048 "Ignoramos o tempo da consumação da terra e da humanidade e desconhecemos a maneira de transformação do universo. Passa certamente a figura deste mundo deformada pelo pecado, mas aprendemos que Deus prepara uma nova morada e nova terra. Nela reinará a justiça, e sua felicidade irá satisfazer á e superar todos os desejos de paz que sobem aos corações dos homens."

§1059 "A Igreja crê e confessa firmemente que no dia do juízo todos os homens comparecerão com seu próprio corpo diante do tribunal de Cristo para dar contas de seus próprios actos. "

Esta oração fala sobre o dia do Julgamento:

Dies iræ

1
Dies iræ! dies illa
Solvet sæclum in favilla
Teste David cum Sibylla!

Dia de ira, aquele dia
Que tudo em cinzas fará,
Diz David e a Sibila.

2
Quantus tremor est futurus,
quando judex est venturus,
cuncta stricte discussurus!

Que temor há de então ser
Quando o Juiz vier
A julgar-nos com rigor!

3
Tuba mirum spargens sonum
per sepulchra regionum,
coget omnes ante thronum.

O som forte da trombeta
Entre os jazigos dos mortos
Junto ao trono os levará.

4
Mors stupebit et natura,
cum resurget creatura,
judicanti responsura.

Todo o mundo há de pasmar
Quando a criatura se erguer
Para responder ao Juiz

5
Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus judicetur.

Um livro será trazido
No qual tudo está contido
Por onde há de ser julgado o mundo

6
Judex ergo cum sedebit,
quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit.

Quando o Juiz se sentar
Todo o oculto há de aparecer
Nada impune ficará

7
Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
cum vix justus sit securus?

Que hei de eu então dizer?
A quem hei de recorrer
Se o justo não está seguro?

8
Rex tremendæ majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me, fons pietatis.

Rei tremendo em majestade
Que por favor nos salvais,
Salvai-me por piedade!

9
Recordare, Jesu pie,
quod sum causa tuæ viæ:
ne me perdas illa die.

Recordai-Vos, bom Jesus,
Que por mim do Céu descestes:
Não me percais nesse dia.

10
Quærens me, sedisti lassus:
redemisti Crucem passus:
tantus labor non sit cassus.

Por me buscar, Vos cansastes,
Em me remir padecestes:
Não seja em vão tanta dor!

11
Juste judex ultionis,
donum fac remissionis
ante diem rationis.

Juiz, justo e de vingança,
Dai-me o dom de Vossa graça
Antes que vá a juízo.

12
Ingemisco, tamquam reus:
culpa rubet vultus meus:
supplicanti parce, Deus.

Gemo e choro, como réu,
Sinto pejo do pecado;
Suplico, perdoai-me.

13
Qui Mariam absolvisti,
et latronem exaudisti,
mihi quoque spem dedisti.

Vós, que absolvestes Maria
E ao ladrão não desprezastes,
Também me destes esperança.

14
Preces meæ non sunt dignæ:
sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.

Minhas preces não são dignas,
Mas vós que, sois bom, por clemência
Não me abandoneis ao fogo.

15
Inter oves locum præsta,
et ab hædis me sequestra,
statuens in parte dextra.

Colocai-me entre as ovelhas,
Separai-me então dos bodes,
Dai-me lugar à direita.

16
Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis:
voca me cum benedictis.

Confundidos os malditos,
Entregues ao fogo eterno,
Chamai-me com os escolhidos.

17
Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis:
gere curam mei finis.

Peço humilde e suplicante,
De coração como a cinza,
Havei cuidado de mim.

18
Lacrimosa dies illa,
qua resurget ex favilla
judicandus homo reus.

Dia de lágrimas, esse dia
Em que do pó se erguerá
O homem, para ser julgado.

19
Huic ergo parce, Deus:
Pie Jesu Domine,
dona eis requiem. Amen.

Perdoai-lhe, Senhor Deus,
Vós que sois bom, ó Jesus,
Dai-lhes um repouso eterno.

Amém.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Por que ir a igreja?


"Que alegria quando me disseram: Vamos à casa do Senhor..." (Sl 121,1)

Muitos fazem essa pergunta, porque ir a igreja, se Deus está em todos os lugares, se Deus está no coração de cada um de nós?

O ser humano tem uma vocação intrínseca para a comunhão, na Bíblia esta escrito: "Não é bom que o homem esteja só". (Gen 2,18) Logo também não é bom que esteja só em sua vida espiritual, é bom que esteja em comunidade, um rebanho, um só Pastor (Jesus Cristo), uma comunidade de amor, a igreja.

Quando o cristianismo surgiu, os apóstolos já se reuniam, em comunidade para orar e para a celebração da Santa Eucaristia.

Quando amamos uma pessoa queremos estar perto dela, visitá-la, conviver com ela. A igreja é a Casa de Deus, logo devemos ir ao Seu encontro. Como corresponder ao supremo e imenso amor de Deus por nós? Amor com amor se paga! Por isso o fiel procura amá-lo e segui-lo como uma criancinha segue seus pais onde quer que eles forem.

Para a criança, seu pai é o seu refúgio, a sua fortaleza, a sua segurança. Uma criança confia cegamente no seu pai e faz tudo para agradá-lo. Seu papa é grande, é forte e a protege de todo o mal. Se por acaso acontece numa distracção ou numa brincadeira de fazer algo que desagrada seu pai ou sua mãe, é a criança a primeira a ficar muito triste, chega a chorar, porque se arrepende de todo o coração de ter feito uma coisa desagradável ao seu pai. Assim também deve ser nossa relação com Deus, devemos obedecê-lo, não por obrigação e sim por amor, simplesmente porque Ele quer o nosso bem, o melhor para nós. Devemos obedecer os 10 mandamentos, eles não são uma lei antiga e retrógrada, são um "manual de instruções humano", porque Deus quer sempre o nosso bem e nossa salvação, nunca o pecado, nunca a condenação... mas quem escolhe o seu caminho é o homem, porque ele escolhe livremente, no seu livre arbítrio, fazer o bem ou o mal.

Se devemos obedecer a Deus, também devemos obedecer nossa Santa Mãe Igreja, representante de Deus na terra no nosso tempo, sempre actual, porta-voz da vontade de Deus.

A principal razão pela qual um católico deve ir a igreja é a Sagrada Eucaristia. É a presença real de Jesus Cristo, o católico deve ir a missa para recebe-lo na Sagrada Comunhão, é na missa que Jesus renova o seu Santo Sacrifício, devemos receber o alimento espiritual (assim como precisamos do alimento carnal, também precisamos de alimento espiritual). "Não só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus" (Atos 4,4). O alimento espiritual é a leitura da Palavra de Deus, mas também Jesus se dá em alimento, se entrega, sem reservas e Ele disse "Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem, e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós mesmos." (Jo 6,53)

O católico pode ir a igreja mesmo quando não há missa, porque Jesus fica lá a espera no sacrário para o adorarmos. Nós não podemos vê-lo mas Ele realmente está lá, como que escondido (como dizia o pastorinho Francisco vidente de Fátima), está escondido aos nossos olhos, mas está verdadeiramente presente no mistério do Santíssimo Sacramento.

Moisés quando viu a sarça ardente, recebeu a seguinte ordem:

"Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa." (Ex 3,5)

Da mesma maneira a igreja é solo santo. É um local sagrado, quando saímos de casa para ir a igreja, fazemos como fez Moisés que se aproximou da sarça ardente, logo percebeu que não estava num local comum, havia algo de extraordinário, de sobrenatural naquele lugar. Na igreja é a mesma coisa, a igreja é a morada de Deus, é um templo sagrado.

Por isso devemos ir a igreja sempre, vamos ao encontro daquele que nos ama, com alegria e respeito. Assim, frequentando o templo que vemos aprendemos o que é um templo sagrado e tomamos consciência do templo que somos, pois nós também somos templos de Deus:

"Não sabeis que sois o templo de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?"
(I Cor 3,16).

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O Amor de Deus por nós



"Tanto amou Deus o mundo, que lhe entregou o seu Filho Unigénito, a fim de que todo o que nele crê não se perca, mas tenha a vida eterna." (Jo 3,16)


Ouvimos muito dizer “Deus te ama” ou “Jesus te ama” ou “Deus é amor”, porém provavelmente não paramos para pensar na profundidade desse amor.

Este mundo foi criado e conservado pelo amor do Criador. Se Deus não nos amasse não existiríamos, Ele não teria criado o mundo.

O amor de Deus é pessoal e incondicional. Ele já nos amava antes de existirmos:

"Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado…" (Jr 1, 5)

O que é o ser humano? Não somos do tamanho de um grão de areia comparados com a imensidão do Universo. Neste sentido o Salmista se pergunta:

"Que é o homem, Senhor, para cuidardes dele, que é o filho do homem para que vos ocupeis dele?" (Sl 143,3)

Devemos nossa existência a esse Deus que nos ama e conserva nossa vida. Podemos pensar, por exemplo, na complexidade e na fragilidade do corpo humano, quantos mistérios o envolvem que a ciência ainda não conseguiu explicar? Como explicar o funcionamento do Cérebro Humano? Nem mesmo poderíamos respirar, se Deus não permitisse a cada segundo de nossas vidas que vivêssemos, acaso é o homem quem faz seu coração bater?

O mundo faz com que nos sintamos só mais um na multidão, mas Deus ama a cada um, de um modo muito especial e nos conhece pelo nome. Cada pessoa humana é única, por exemplo, cada pessoa tem um ADN único, uma impressão digital única e até uma frequência vocal única.

O amor de Deus é eterno (Is 54,8)

"Os montes podem mudar de lugar e as colinas podem abalar-se, mas o meu amor não mudará" (Is 54,10).

"Eu te amei com um amor eterno, por isso conservei por ti o amor" (Jr 31,3).

Quando Deus criou o mundo, toda a criação era perfeita. Foi “o primeiro e universal testemunho de seu amor Todo-Poderoso e de sua sabedoria” (Catecismo da Igreja Católica § 315). Criou homem e mulher:

"Deus criou o homem à sua imagem... homem e mulher ele os criou" (Gn 1,27)

Homem e mulher foram criados à semelhança de Deus, logo, com uma profunda vocação para o amor e para a comunhão com Ele. Assim o desejo de Deus está inscrito no coração do homem, fomos criados por Ele e para Ele, logo esse coração estará inquieto a procura de algo maior, de um sentido para sua vida e somente será plenamente feliz quando reconhecer e se abandonar ao amor de Deus.

Deus somente tinha uma razão para criar, por amor! A Criação era perfeita, porém quando o homem, no seu livre arbítrio, desobedeceu a Deus, o pecado entrou no mundo e com ele as tristezas, as dores, as misérias e a morte. “Na verdade, este mundo foi reduzido à servidão do pecado, mas Cristo crucificado e ressuscitado quebrou o poder do Maligno e libertou o mundo” (CIC § 421).


A vida de Jesus é revelação do amor de Deus

Durante toda a vida de Jesus Ele manifestou o Pai em seus actos, palavras, maneira de ser, de falar e de agir. Jesus pode dizer: "Quem me vê, vê o Pai" (Jo 14,9); e o Pai pode dizer: "Este é o meu Filho, o Eleito; ouvi-o" (Lc 9,35). O Verbo fez-se carne e até os mínimos detalhes de sua vida manifestam o amor de Deus por nós.

São mistérios que o homem não pode entender nem explicar, como por exemplo, a Santíssima Trindade, ou então, uma virgem conceber e dar a luz a uma criança sem nenhuma participação de um homem (por obra do Espírito Santo), isso é um absurdo até para a ciência actual.

Ele veio ao mundo para nos salvar: "ele foi castigado por nossos crimes, e esmagado por nossas iniquidades... pelas suas chagas fomos curados" (Is 53,5). Entregou-se por todos nós de livre vontade, por amor e fez a vontade do Pai que era resgatar a humanidade do pecado. "O Filho de Deus amou-me e entregou-se por mim" (Gl 2,20)

É o amor até o fim, até a morte e morte de Cruz, um sacrifício para expiação dos pecados de toda a humanidade. Nenhum homem, ainda que o mais santo, tinha condições de tomar sobre si os pecados de todos os homens, somente Jesus, sendo a Pessoa Divina do Filho poderia oferecer esse sacrifício redentor por todos.

A prova suprema do amor de Cristo pelos homens foi o sacrifício de sua própria vida "em remissão dos pecados" (Mt 26,28).

O Novo Mandamento

Jesus nos amou até o fim, manifestou o amor do Pai que Ele recebe. Sendo assim Ele nos dá um novo mandamento para que imitemos esse amor:

"Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor" (Jo 15,9). E ainda: "Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12)

Esse é o primeiro e verdadeiro amor, o amor de Deus por nós!

"Pois estou persuadido de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades, nem as alturas, nem os abismos, nem outra qualquer criatura nos poderá separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, o Senhor" (Rom 8,38-39)

Videos - O Cientista que Tocou o Coração de Jesus (Milagre de Lanciano)



Para aqueles céticos que somente acreditam em comprovações científicas passo a palavra ao Dr. Odoardo Linoli, Chefe de Serviço dos Hospitais Reunidos de Arezzo e livre docente de anatomia e histologia patológica e de química e microscopia clínica: