Credo in Unam, Sanctam, Cathólicam et Apostólicam Ecclésiam

"Na presença dos Anjos ei de cantar-Vos e adorar-Vos no vosso santuário."
(Salmo 137, 1)

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Vaticano nega incompatibilidade entre Evolucionismo e Criacionismo



O Papa Bento XVI afirmou que o debate entre o criacionismo e o evolucionismo é “um absurdo” já que a teoria da evolução pode coexistir com a fé, no encontro que sustentara com o clero das dioceses de Belluno-Feltre e Treviso (Roma, 2007-07-26 (ACI; MSNBC News).

O Papa explicou que o evolucionismo e o criacionismo são apresentadas “como alternativas que se excluem a uma à outra. Esta oposição é um absurdo porque por um lado há muitos testes científicos a favor da evolução”, mas por outro lado esta teoria não responde a grande pergunta filosófica “De onde vem tudo?”, com a qual se entende a acção de Deus.

O Papa João Paulo II já havia dito que “a teoria da evolução é mais do que uma hipótese”; isto é, tem bases científicas.

Criação e evolução não se opõem entre si, desde que se admita que Deus criou a matéria inicial, dando-lhe as leis de sua evolução, e cria até hoje toda alma humana, que é espiritual. Esta matéria inicial pode ter dado inicio ao chamado Big Bang (a grande Explosão) segundo os astrofísicos modernos.

Segundo os darwinistas a partir do livro “A Origem das Espécies”, do inglês Charles Darwin, animais inferiores, durante milénios, foram evoluindo para espécies superiores, passando pelos primatas, dando no homem e na mulher, nesta sequência: Homo erectus, Homo faber e Homo sapiens.

Os criacionistas fazem uma interpretação literal do texto do livro do Génesis, afirmando ser Deus, por acção direta, o Criador de todas as espécies vivas e, de modo especial, da espécie humana. Para estes o primeiro casal humano não resultou, portanto, de uma longa milenar evolução das espécies animais, mas surgiu de uma acção omnipotente e sábia do próprio Deus.

Os criacionistas afirmam que “grande parte das estruturas biológicas humanas são complexas demais para terem surgido de acordo com o modelo darwinista de acumulo gradual de modificações aleatórias”. Acrescentam eles haver muitos “buracos” na teoria evolutiva “como o súbito aparecimento de formas de vida espantosamente variadas no período cambriano”. Sem a interferência de um “Projectista inteligente” (= Deus), não se explica nem a impressionante diversidade das espécies vivas e muito menos, da espécie humana.

Oficialmente, como vemos com este pronunciamento de Bento XVI, a Igreja Católica e o Magistério dos Papas não excluem a possibilidade da teoria evolucionista, desde que o início do processo evolutivo tenha tido origem partindo de Deus. Ele, o Criador, seria o autor das possíveis leis da evolução que, actuando durante milénios e milénios teriam resultado no primeiro casal humano. Assim, a hipótese darwinista da evolução das espécies, até dos primatas de que teria surgido o homem, é uma possível explicação ao lado do criacionismo que, também, tem a seu favor fortes razões filosóficas e não apenas religiosas ou bíblicas.

Publicado pelo prof. Felipe Aquino em:
http://blog.cancaonova.com/felipeaquino/2007/07/27/papa-bento-xvi-aceita-a-teoria-da-evolucao/

A verdade é que a forma como Deus criou o universo o homem ainda não conseguiu descobrir. Também é verdade que as duas teorias não se excluem. Os evolucionistas podem dizer que o homem apareceu na terra muito antes os 10 mil anos que propõem os Criacionistas, o Homo sapiens, o homem moderno, apareceu há cerca de 200 mil anos. Mas, na Bíblia diz que Deus criou o mundo em 7 dias, neste caso, o que seria um dia para Deus? Um dia poderiam ser milhões de anos, pois para Ele não existe o tempo como existe para nós. Se considerarmos esse argumento podemos acreditar na evolução e continuar acreditando que Deus criou todas as coisas.

Deus criou primeiro todas as formas de vida e depois criou o homem, essa ordem também coincide com a evolução.

Deus seria a inteligência por trás de toda a criação, como São Tomas de Aquino afirmou que era preciso uma inteligência ordenadora para o universo. Existe uma ordem no universo que é facilmente verificada, ora toda ordem é fruto de uma inteligência, não se chega à ordem pelo acaso e nem pelo caos, logo há um ser inteligente que dispôs o universo na forma ordenada. Essa mesma inteligência seria responsável também pela ordem da evolução das espécies.

Massacre numa Catedral Catolica em Bagda!!



(O video contém cenas muito fortes)

Imagine uma tarde de sexta-feira em Detroit, com uma mesquita cheia de seguidores de Maomé, reunidos para rezar. De repente, vários terroristas “cristãos” armados invadem o local, matam o imã e fazem reféns os presentes. Quando começam a perder o tiroteio que se seguiu com a polícia e militares que acorreram ao local, eles explodem seus cinturões-bomba. O resultado é de 58 mortos e 75 gravemente feridos ou mutilados.

Qual seria a reação da assim chamada opinião pública mundial, ou melhor, da mídia liberal, “celebridades” e líderes políticos? Haveria um coro ensurdecedor contra esse grande ato de crueldade e infâmia: Como alguém pode atacar pessoas pacíficas, no próprio ato de orar?

Então, por que o espetáculo do sangrento ataque de Al-Qaeda à catedral siríaca católica de Nossa Senhora da Salvação, em Bagdá (que deixou mais de cinquenta mortos e quase uma centena mutilados) não provoca o mesmo alvoroço e indignação? As notícias, análises e comentários de jornalistas, “celebridades” e funcionários governamentais foram discretos e comedidos.

Nos dias em que o comunismo dominava metade do mundo e influenciava os intelectuais na outra metade, o “politicamente correto” estabelecia que a indignação devia manifestar-se somente quandoera a esquerda que sofria um ataque. Os massacres comunistas foram ignorados ou relatados em linguagem “neutra” e soporífera. A mesma “correção política” parece estar sendo agora aplicada ao terrorismo islâmico.

Mas voltemos ao massacre na catedral católica siríaca de Bagdá.

“Em todo lugar há sangue. A atmosfera está muito tensa. Eles entraram no confessionário e atiraram no padre “, disse um jovem de 18 anos que não quis ser identificado e sobreviveu ao pesadelo. [1]

“Foi um massacre lá …. Nós cristãos não temos proteção suficiente. O que devo fazer agora? Deixar o país e pedir asilo?” − comentou Raed Hadi, membro da família de uma das vítimas. [2]

De acordo com um jovem que estava presente e sobreviveu, os terroristas “entraram na igreja com as suas armas, vestindo uniformes militares. Invadiram o local de orações e imediatamente mataram o padre. “

Monsenhor Pio Kasha, da Igreja Católica Siríaca, comentou: “Foi uma carnificina”.

O mesmo Monsenhor descreveu o ataque: “Os homens que realizaram os ataques eram muito bem organizados, [como fica patente] pela maneira como entraram … bem preparados e armados com metralhadoras, cintos de explosivos, e tudo o mais que poderiam precisar …. Como eles rapidamente fecharam as portas e encerraram os fiéis. Então, as forças de segurança vieram e …. foi uma verdadeira tragédia, tantas vidas perdidas …” [ 3]

O Pe. Douglas Yousef Al-Bazy, que fora seqüestrado em 2006 e trabalhara com os dois padres executados, fez a seguinte declaração: “Aqueles que dizem que estamos seguros, que podemos viver em paz no Iraque, são mentirosos. Mas nós vamos ficar neste país, porque ainda há pessoas cristãs aqui e ainda temos uma missão aqui”. [4]

O Pe. Wassim Sabih, um dos dois sacerdotes assassinados na igreja, empunhou um crucifixo e pediu aos terroristas que matassem a ele e poupassem os fiéis: a resposta deles foi jogá-lo no chão e crivar o seu corpo de balas.

Marie Freij, uma paroquiana, foi ferida na perna e ficou por três horas no chão, encharcada no próprio sangue e no dos padres. Sua declaração no hospital mostra a sublimidade da fé: “Eu pensei que talvez escapasse com vida, mas mesmo que não conseguisse, eu estava na igreja, e estaria bem”.

“Vários sobreviventes”, relata The New York Times, “disseram que muitas das mortes ocorreram quando os homens armados entraram e começaram a disparar a esmo nas pessoas, nos ícones da igreja e até mesmo nos vitrais das janelas. Eles descreveram a ferocidade dos atacantes, alguns dos quais falavam em dialetos de outros países árabes, como se a própria visão do interior da igreja os tivesse enraivecido. ‘Eles pareciam loucos’, disse Ban Abdullah, um sobrevivente de 50 anos de idade “. [5]

O bárbaro ato de terrorismo foi reivindicado por um grupo terrorista ligado a Al-Qaeda, o “Estado Islâmico do Iraque”. De acordo com o site na Internet Intelligence Group, esse grupo divulgou o seguinte comunicado:

“Os Mujahidins invadiram um imundo ninho do politeísmo, que tem sido há muito considerado pelos cristãos do Iraque como quartel-general de uma guerra contra a religião do Islã, e foram capazes, pela graça de Deus e Sua glória, de capturar aqueles que estavam ali reunidos e assumir pleno controle de todas as entradas do local”. [6]

A Missa é a renovação sacramental incruenta do Santo Sacrifício do Calvário, em que nosso Redentor derramou seu sangue por nós na mais terrível das mortes, aceita voluntariamente para nossa salvação. Nesta Missa em Bagdá, no domingo 31 de outubro, o sangue dos fiéis se misturou com o do Salvador, fazendo com que o Santo Sacrifício, que é sem derramamento de sangue em sua essência, se tornasse sangrento em seus acidentes.

“O sangue dos mártires é semente de cristãos” (sanguis martyrum semen Christianorum), segundo a expressão consagrada de Tertuliano. Possa o sangue derramado pelos nossos irmãos na Fé, oprimidos pelo islamismo no Iraque e alhures, obter do Deus Todo-Poderoso a graça de despertar no Ocidente, a coragem necessária para enfrentar os inimigos do Cristianismo bem como a vontade de lutar pela verdadeira Fé de Nossa Senhor Jesus Cristo.

Publicado por Luiz S. Solimeo em:

http://www.ipco.org.br/home/igrejamundo/a-missa-sangrenta#more-5750

domingo, 7 de novembro de 2010

A RELIGIÃO CRISTÃ É A MAIS PERSEGUIDA NO MUNDO



«A religião cristã é a mais perseguida no mundo», segundo bispo de Basileia

Dom Koch lamenta a pouca atenção dos cristãos do Ocidente diante disso


ROMA, quarta-feira, 25 de março de 2009 (ZENIT.org).- O bispo da Basileia (Suíça), Dom Kurt Koch, em um artigo publicado na Itália pelo Giornale del Popolo, afirma que «80% das pessoas perseguidas hoje por sua fé no mundo são cristãs».

«A religião cristã é hoje a mais perseguida no mundo. Só em 2008, dos cerca de 2,2 bilhões de cristãos, 230 milhões sofreram discriminações, marginalizações, hostilidade permanente e inclusive perseguições por causa de sua fé», acrescenta.

Como documenta o informe deste ano, «Liberdade religiosa no mundo», de Ajuda à Igreja que Sofre, as perseguições aos cristãos acontecem sobretudo nas ex Repúblicas Soviéticas, na República Popular Chinesa e nos países vizinhos, assim como em vários países árabes e norte-africanos.

Ao menos em 25 países, os cristãos são maltratados, presos ou mortos por sua fé.

Para Dom Koch, é «particularmente triste que em nossos países ocidentais esta tragédia nem sequer seja conhecida pelos próprios cristãos. Uma razão deste desinteresse pode ser o fato de que, enquanto os irmãos perseguidos proclamam publicamente sua fé, nós a tenhamos reduzido a um assunto privado».

«Nós nos fechamos em nossos problemas internos e não tomamos seriamente em consideração nossa missão pública na sociedade, na política, no Estado, quando não a esquecemos totalmente», acrescenta o prelado.

Recordando as palavras de Bento XVI, segundo as quais «se os cristãos se resignam a considerar fé e Igreja como assunto privado individual, então a própria fé perde força», Dom Koch afirma que «quanto mais a religião se converte em um assunto privado, mais perde sua alma».

Recentemente aconteceu um curso sobre religiões, promovido pela Associação Movimento Donna (A.M.D.), com a colaboração da Universidade de Roma Tor Vergata e a sala de imprensa do Conselho Nacional de Investigação italiano (CNR), no qual se tratou sobre as perseguições religiosas, em particular contra os cristãos.

Segundo Marco Ferrazzoli, chefe da sala de imprensa do CNR, inclusive na Itália, onde o cristianismo é sólido, está surgindo uma certa intolerância para com o Papa e a hierarquia eclesiástica.

A propósito disso, Ferrazzoli recordou a falida conferência do Papa na Universidade «La Sapienza» de Roma e as ameaças, não só verbais, dirigidas contra o cardeal Angelo Bagnasco.

Fonte:
http://www.zenit.org/article-21180?l=portuguese

sábado, 6 de novembro de 2010

Vai ficar em cima do muro?!!!


Havia um grande muro separando dois grandes grupos.

De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus.

Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus.

E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:

- Ei, desce do muro agora… Vem pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:

- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:

- É porque o muro é meu.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

As Cruzadas - Agredidos e Agressores


"Admitido que alguém, na história, devesse pedir desculpa a outro, deveriam ser os católicos a pedir perdão por um ato de autodefesa, pela tentativa de ter pelo menos aberto o caminho da peregrinação aos lugares de Jesus, como foi o ciclo das cruzadas?"

Sempre foi chamada "praça das Cruzadas". Há pouco mais de um ano é "praça Paulo VI". À mudança de nome do largo milanês, junto à insigne basílica de São Simpliciano, não está alheia a Faculdade Teológica da Itália Setentrional que se abre para ela. Dizem que houve pressões clericais para que se mudasse o nome daquele logradouro. Sentiam que era embaraçoso, mais para certos meios católicos que para as autoridades laicas. Este acontecimento milanês não é senão uma confirmação, entre tantas, de um fato desconcertante: depois de dois séculos de propaganda incessante, a "legenda negra" construída pelos iluministas como arma da guerra psicológica contra a Igreja Romana, terminou por instilar um "problema de consciência" na intelligentsia católica, além do imaginário popular.

Foi, na realidade, no século dezoito europeu que, completando a obra da Reforma, se firmou o rosário, tornado canônico, das "infâmias romanas". No que diz respeito às Cruzadas, a propaganda anticatólica chegou até a inventar o nome, como o termo "Idade Média", excogitado pela historiografia "iluminista". Os que há novecentos anos tomaram de assalto Jerusalém considerariam estúpidos os que lhes tivessem dito que davam cumprimento àquilo que seria chamado de "primeira Cruzada". Para eles, era iter, peregrinatio, succursus, passagium.

Os "panfletários", em suma, inventam um nome e constróem em torno uma "legenda negra". Não é só isso: será essa mesma propaganda européia que "revelará" ao mundo muçulmano o ter sido ele o "agredido". No Ocidente, a obscura invenção "cruzada" terminou por impregnar com sentimento de culpa certos homens da própria Igreja, ignorantes de como as coisas ocorreram.

Quem foi o agredido e quem é o agressor?

Quando em 638 o Califa Omar conquista Jerusalém, esta era, há mais de três séculos, cristã. Pouco depois, sequazes do Profeta [Maomé] invadem e destróem as gloriosas igrejas, primeiro do Egito e, depois, de todo o norte da África, levando à extinção do cristianismo em lugares que tinham tido bispos como Santo Agostinho. Depois foi a vez da Espanha, da Sicília, da Grécia, daquela que será chamada Turquia e onde as comunidades fundadas pelo próprio São Paulo tornaram-se montes de ruínas. Em 1453, depois de sete séculos de assalto, capitula e é islamizada a própria Constantinopla, a segunda Roma. O rolo islâmico atinge os Bálcãs, e, como por milagre, é detido e obrigado a retirar-se das portas de Viena.

Entretanto, até o século XIX, todo o Mediterrâneo e todas as costas dos países cristãos que ficam em face, são "reservas" de carne humana: navios e países serão assaltados por incursões islâmicas, que retornam às covas magrebinas cheios de butins, de mulheres e jovens para os prazeres sexuais dos ricos e de escravos obrigados a morrerem de cansaço ou para serem resgatados a preços altíssimos pelos Mercedários e Trinitários. Execre-se, com justiça, o massacre de Jerusalém em 1099, mas não se esqueçam de Maomé II, em 1480, em Otranto, simples exemplo de um cortejo sanguinolento de sofrimentos.

Ainda hoje: quais países muçulmanos reconhecem aos outros que não aos seus, os direitos civis ou a liberdade de culto? Quem se indigna com o genocídio dos armênios, ontem e dos sudaneses cristãos, hoje? O mundo, segundo os devotos do Corão, não está ainda agora dividido em "território do Islam" e "território de guerra", todos os lugares, ainda não muçulmanos, mas que devem se tornar tais, por bem ou por mal? Não é esta a ideologia subentendida por muitos na imigração maciça rumo à Europa?

Uma simples revisão da história, mesmo nas suas linhas gerais, confirma uma verdade evidente: uma Cristandade em contínua posição de defesa em relação a uma agressão muçulmana, desde o começo até hoje (na África, por exemplo, está em curso uma ofensiva sanguinolenta para islamizar as etnias que os sacrifícios heróicos de gerações de missionários tinham levado ao batismo). Admitido que alguém, na história, devesse pedir desculpa a outro, deveriam ser os católicos a pedir perdão por um ato de autodefesa, pela tentativa de ter pelo menos aberto o caminho da peregrinação aos lugares de Jesus, como foi o ciclo das cruzadas?

Vittorio Messori* in Frente Universitária Lepanto
Corriere dela Sera - 26 de julho/1999

* Vittorio Messori. Autor de best-sellers, com milhões de exemplares vendidos em todo o mundo. Único autor que publicou um livro-entrevista com o Papa João Paulo II («Cruzando o limiar da esperança») e entrevistou o cardeal Joseph Ratzinger («Informe sobre a Fé»), que depois chegaria a ser Papa.


MESSORI, Vittorio: As Cruzadas - Agredidos e Agressores. Disponível em: http://www.sociedadecatolica.com.br/modules/smartsection/item.php?itemid=434 Desde de 22/12/2008.

Texto retirado do blog:

http://professorfariahistoria.blogspot.com

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Por que Deus permitiria o fim do mundo??



"Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai." (Mc 13,32)

Para entender essa questão precisamos compreender porque Deus permite que haja o mal no mundo. Por que Deus permite que coisas más nos aconteçam?

Deus somente permite que haja mal porque Ele não criou um fantoche... o que eu quero dizer com isso? Deus criou o homem livre, com o seu livre arbítrio, livre para decidir o que fazer de sua vida, o problema começou porque o homem escolheu o mal, o homem pecou e com o pecado entrou no mundo todas as misérias, dores, crueldades, enfim, todo o mal e a morte.

No começo não era assim o homem foi criado a imagem e semelhança de Deus, se Deus é amor, é comunhão, o homem também é, e também o homem tem dentro de si uma centelha divina, diferente dos outros animais.

Deus respeita o livre arbítrio do homem, se o homem escolhe fazer o mal, então o resultado é o que vemos no mundo inteiro actualmente, maldade, crueldade, devassidão, falsidade, desrespeito pela vida, etc, etc e etc. E o mundo está assim justamente porque os homens andam muito afastados de Deus... quanto mais se afastam de Deus mais fazem o mal.

Deus é amor, sim, Deus é infinitamente amor! Porém também é Justiça, a questão do fim do mundo tem a ver com a justiça divina, o homem pratica o mal mas também terá que responder pelos seus actos e sofrer as consequências.

O dia da Ira Divina chegará, será o fim do céu e da terra como conhecemos. O dia do Julgamento Divino em que prestaremos contas de todos os nossos actos e até dos nossos pensamentos! Jesus virá glorioso, nos julgará conforme nossa obras e conforme nossa decisão de acolher sua graça ou não. O joio será separado do trigo, no caso, os bons serão separados dos maus, os maus serão condenados ao inferno (ou melhor se condenarão, porque Deus não condena ninguém a própria pessoa é que se afasta de Deus, porque cometeu pecado mortal) e os homens bons remidos por Jesus, tornados nele "santos e imaculados na presença de Deus no Amor", serão reunidos como o único Povo de Deus, "a Esposa do Cordeiro", "a Cidade Santa descida do Céu, de junto de Deus, com a Glória de Deus nela", e "a muralha da cidade tem doze alicerces, sobre os quais estão os nomes dos doze Apóstolos do Cordeiro" (Ap 21,14). Todo o livro do apocalipse é revelação de como será o fim do mundo. O dia do julgamento também é "o dia do amor gratuito, o dia da misericórdia infinita a nós concedida por nosso Irmão, Amado e Esperado; dia de plena e total justiça feita a nós por Ele que nos conhece bem por nos ter amado, por ter morrido por nós. Deus não pode destruir a justiça, pois criaria outra injustiça; julgar-nos-á, porém, o Amor e julgar-nos-á sobre o amor. O melhor modo para esperar Cristo juiz é chamá-lo e desejá-lo, como faziam os primeiros cristãos: "Vem, Senhor Jesus” (Maranatizá)" [Missal Cotidiano, Paulinas].

Catecismo:
§1042 No fim dos tempos, o Reino de Deus chegar à sua plenitude. Depois do Juízo Universal, os justos reinarão para sempre com Cristo, glorificados em corpo e alma, e o próprio universo será renovado:

Então a Igreja será "consumada na glória celeste, quando chegar o tempo da restauração de todas as coisas, e com o género humano também o mundo todo, que está intimamente ligado ao homem e por meio dele atinge sua finalidade, encontrará sua restauração definitiva em Cristo"

§1048 "Ignoramos o tempo da consumação da terra e da humanidade e desconhecemos a maneira de transformação do universo. Passa certamente a figura deste mundo deformada pelo pecado, mas aprendemos que Deus prepara uma nova morada e nova terra. Nela reinará a justiça, e sua felicidade irá satisfazer á e superar todos os desejos de paz que sobem aos corações dos homens."

§1059 "A Igreja crê e confessa firmemente que no dia do juízo todos os homens comparecerão com seu próprio corpo diante do tribunal de Cristo para dar contas de seus próprios actos. "

Esta oração fala sobre o dia do Julgamento:

Dies iræ

1
Dies iræ! dies illa
Solvet sæclum in favilla
Teste David cum Sibylla!

Dia de ira, aquele dia
Que tudo em cinzas fará,
Diz David e a Sibila.

2
Quantus tremor est futurus,
quando judex est venturus,
cuncta stricte discussurus!

Que temor há de então ser
Quando o Juiz vier
A julgar-nos com rigor!

3
Tuba mirum spargens sonum
per sepulchra regionum,
coget omnes ante thronum.

O som forte da trombeta
Entre os jazigos dos mortos
Junto ao trono os levará.

4
Mors stupebit et natura,
cum resurget creatura,
judicanti responsura.

Todo o mundo há de pasmar
Quando a criatura se erguer
Para responder ao Juiz

5
Liber scriptus proferetur,
in quo totum continetur,
unde mundus judicetur.

Um livro será trazido
No qual tudo está contido
Por onde há de ser julgado o mundo

6
Judex ergo cum sedebit,
quidquid latet apparebit:
nil inultum remanebit.

Quando o Juiz se sentar
Todo o oculto há de aparecer
Nada impune ficará

7
Quid sum miser tunc dicturus?
Quem patronum rogaturus,
cum vix justus sit securus?

Que hei de eu então dizer?
A quem hei de recorrer
Se o justo não está seguro?

8
Rex tremendæ majestatis,
qui salvandos salvas gratis,
salva me, fons pietatis.

Rei tremendo em majestade
Que por favor nos salvais,
Salvai-me por piedade!

9
Recordare, Jesu pie,
quod sum causa tuæ viæ:
ne me perdas illa die.

Recordai-Vos, bom Jesus,
Que por mim do Céu descestes:
Não me percais nesse dia.

10
Quærens me, sedisti lassus:
redemisti Crucem passus:
tantus labor non sit cassus.

Por me buscar, Vos cansastes,
Em me remir padecestes:
Não seja em vão tanta dor!

11
Juste judex ultionis,
donum fac remissionis
ante diem rationis.

Juiz, justo e de vingança,
Dai-me o dom de Vossa graça
Antes que vá a juízo.

12
Ingemisco, tamquam reus:
culpa rubet vultus meus:
supplicanti parce, Deus.

Gemo e choro, como réu,
Sinto pejo do pecado;
Suplico, perdoai-me.

13
Qui Mariam absolvisti,
et latronem exaudisti,
mihi quoque spem dedisti.

Vós, que absolvestes Maria
E ao ladrão não desprezastes,
Também me destes esperança.

14
Preces meæ non sunt dignæ:
sed tu bonus fac benigne,
ne perenni cremer igne.

Minhas preces não são dignas,
Mas vós que, sois bom, por clemência
Não me abandoneis ao fogo.

15
Inter oves locum præsta,
et ab hædis me sequestra,
statuens in parte dextra.

Colocai-me entre as ovelhas,
Separai-me então dos bodes,
Dai-me lugar à direita.

16
Confutatis maledictis,
flammis acribus addictis:
voca me cum benedictis.

Confundidos os malditos,
Entregues ao fogo eterno,
Chamai-me com os escolhidos.

17
Oro supplex et acclinis,
cor contritum quasi cinis:
gere curam mei finis.

Peço humilde e suplicante,
De coração como a cinza,
Havei cuidado de mim.

18
Lacrimosa dies illa,
qua resurget ex favilla
judicandus homo reus.

Dia de lágrimas, esse dia
Em que do pó se erguerá
O homem, para ser julgado.

19
Huic ergo parce, Deus:
Pie Jesu Domine,
dona eis requiem. Amen.

Perdoai-lhe, Senhor Deus,
Vós que sois bom, ó Jesus,
Dai-lhes um repouso eterno.

Amém.