Credo in Unam, Sanctam, Cathólicam et Apostólicam Ecclésiam

"Na presença dos Anjos ei de cantar-Vos e adorar-Vos no vosso santuário."
(Salmo 137, 1)

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Video - Controlo Populacional (Raymond de Souza)

Gostaria de divulgar o belíssimo trabalho que faz o Sr. Raymond de Souza fundador e director do Saint Gabriel Communications, a primeira instituição Australiana para promover a defesa da fé Católica. Ele também é o director do programa para os países de língua portuguesa do Human Life International - HLI.

O seu site é:

http://saintgabriel-international.com/media/index.htm#lifelines

O Sr. Raymond tem feito inúmeras palestras em todo o mundo em defesa da vida! No site podemos assistir a vários vídeos com fragmentos de algumas dessas palestras. Tive a oportunidade de ouvi-lo pessoalmente e posso dizer que seu entusiasmo pela defesa da vida é contagiante!!

Aqui desejo divulgar seu vídeo sobre o Controlo Populacional e como essa política terrível tem afectado todo o mundo:



terça-feira, 30 de novembro de 2010

A Criação Contínua


Fala o padre Sabino Maffeo, membro da “Specola Vaticana”


Por Antonio Gaspari e Maurizio Tripi

ROMA, segunda-feira, 29 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – É verdade que Deus não existe? Só os que professam uma religião monoteísta abraâmica creem na hipótese de que exista um criador? Pode-se ser cientista e crente?

Trata-se de perguntas cada vez mais frequentes e, apesar da tentativa da Igreja Católica de explicar de maneiras diversas e articuladas que religião e fé discorrem por linhas paralelas e em muitos pontos convergentes, ressoam intervenções de ateus militantes que insistem na incompatibilidade absoluta entre ciência e fé.

Para aprofundar no debate aberto, ZENIT entrevistou o padre Sabino Maffeo, sacerdote jesuíta e membro da Specola Vaticana, o observatório astronômico dependente da Santa Sé.

ZENIT: Em seu último livro, Stephen Hawking afirma que Deus não serve para explicar o nascimento do universo. Que o senhor opina?

Padre Maffeo: A razão humana pode se enriquecer com conhecimentos de diferentes graus, quer dizer, em três níveis: em base à experiência sensível mediante os instrumentos proporcionados pela física, a química, a biologia e a matemática; em base ao raciocínio filosófico, que não utiliza instrumentos materiais, mas que argumenta sobre a realidade com base nas exigências inatas da razão; e em base à revelação por parte de Deus. Tem-se assim o conhecimento de coisas novas, devido à fé sobrenatural que é um dom que Deus quer dar a todos.

Nota importante: esses três níveis não são compartimentos fechados no sentido de que quando a mente humana trabalha no primeiro nível, e estuda por exemplo o olho humano, ou a estrutura de um favo de mel, ou a ordem geométrica de uma teia de aranha e tantas outras coisas maravilhosas, não pode deixar de maravilhar-se perante a ordem que há na natureza e passar ao nível superior de conhecimento para se perguntar como explicar esta ordem, com o caso ou com a finalidade devida a uma mente ordenadora, e daqui passar ao terceiro nível para encontrar confirmação na fé pelo que a revelação nos diz.

Permanecendo no primeiro nível, não se pode dizer nada sobre Deus, nem que existe nem que não existe. A busca de Deus, sua existência, sua criação do mundo, etc., não entra no primeiro nível enquanto realidade não suscetível de ser experimentada pelos sentidos.

O erro de Hawking é duplo: raciocina sobre Deus como se fosse uma realidade que se pode descobrir com argumentos de física e matemática, que são instrumentos de primeiro nível; tem um conceito errôneo de criação enquanto que fala de um Deus considerado pelos crentes como necessário para dar início ao mundo, que uma vez criado, vai adiante por si só (Deus relojeiro).

Na realidade, a criação é um ato contínuo de Deus, que deu início ao mundo do nada e o mantém no ser (continua criando-o) em todo instante para que continue existindo (criação contínua). Tudo isso podemos dizer que o sabemos pela razão, mas não só, porque está ajudada muitíssimo pela fé. Só pela fé sabemos que o mundo não foi criado ab aeterno, mas no tempo.

ZENIT: Pode nos indicar quais são as razões pelas quais crê na existência de um criador?

Padre Maffeo: Convencem-me as Vias de São Tomás, que, em princípio, deveriam bastar para convencer só a razão, mas de fato, dada a debilidade causada pelo pecado original, não convencem como que dois mais dois são quatro.

Neste sentido, o Catecismo da Igreja Católica, nos números 36 e 37, sustenta que “Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza com a luz natural da razão humana, partindo das coisas criadas”, citando o Concílio Vaticano I.

ZENIT: Nosso planeta é o único que tem vida no sistema solar. E não tem só flora e fauna, mas também está povoado de seres humanos. Como explica esta unicidade?

Padre Maffeo: Ninguém sabe como a vida se originou. Nasceu por si só ou foi necessária uma intervenção de Deus? Os ateus devem dizer que nasceu por si só, mas não têm provas. Estas se terão só no dia em que a vida se realizar no laboratório a partir de matéria não viva.

Eu, crente, tenho duas possibilidades: a vida apareceu por si só, ou por intervenção de Deus. Mas no que diz respeito ao ser humano, a fé me diz que na transição do não homem para o homem, é necessária a intervenção de Deus, quer dizer, a alma de todo ser humano está criada por Deus.

A respeito da vida em outro corpos do sistema solar, parece demonstrado que suas condições físicas e químicas não permitem a vida que conhecemos. Talvez foi possível em Marte em tempos muito remotos, o que se poderá demonstrar com futuras explorações do planeta. Permanece sempre, no entanto, o problema de saber se a vida veio por si só ou por intervenção de Deus.

ZENIT: Algumas pessoas pensam que um crente não pode fazer nem falar de ciência. Pode dar algum exemplo de cientista crente e católicos em particular?

Padre Maffeo: Quase todos os observatórios astronômicos italianos tiveram sua origem em seminários e ordens religiosas e estavam dirigidos por astrônomos que eram também sacerdotes. Pode-se ver informação sobre isso no site http://www.disf.org/altriTesti/Chinnici.asp. Um exemplo atual é a Specola Vaticana, onde os astrônomos são todos padres jesuítas. Pode-se ver também o livro de Ivan Tagliaferri e Elio Gentili: Scienza e Fede - I Protagonisti (De Agostini), de cerca de 300 páginas, com centenas de cientistas crentes. Vêm-me à mente alguns dos cientistas de fama mundial: Nicola Cabibbo, físico; Ennio de Giorgi, matemático; Max Plank, físico; Johan Gregor Mendel, geneticista; e depois Galileo Galileo; Isaac Newton; Kepler; Copérnico; Lemaître; Antonio Stoppani, e Angelo Secchi.

TEMAS POLEMICOS RECEBE O SELO PREMIO SUNSHINE AWARD!!



O Blog TEMAS POLEMICOS DA IGREJA CATOLICA foi escolhido para receber esse prêmio maravilhoso: O Selo Prêmio Sunshine Award, que representa a indicação por estar na lista entre os melhores Blogs do Brasil.

Significa que está sendo reconhecido o ótimo trabalho realizado no TEMAS POLEMICOS! Quem indicou o TEMAS POLEMICOS foi o amigo Angelo Miguel, moderador do blog Vadeanos da Fé(http://vandeanosdafe.blogspot.com/), e a amiga Viviany do blog Mãe Cristã (http://maecrista.blogspot.com/). Os dois blogs são excelentes! Recomendo a visita e leitura.

Muitíssimo obrigada Angelo e Vivi! Estou muito feliz e me sentindo muito honrada com essa indicação.

Quem recebe o selo deve seguir algumas regrinhas:
1 - Criar um artigo sobre o prêmio.
2 - criar um link do blog que o indicou.
3 - Indicar 12 blogs para o Sunshine Awards (não tem problema indicar para alguém que já recebeu)
4 - Informar aos indicados sobre o prêmio.

Indico os seguintes blogs para receber o selo:

http://virgemdeguadalupe.blogspot.com/

http://saudedalma.blogspot.com/

http://mariaportadoceu.blogspot.com/

http://curiosidadescatolicas.blogspot.com/

http://catoliconews.blogspot.com/

http://almascastelos.blogspot.com/

http://blog.cancaonova.com/padreanderson/

http://apostoladosaoclementeromano.blogspot.com/

http://marcospauloteixeira.wordpress.com/

http://br-verdadesejadita.blogspot.com/

http://professorfariahistoria.blogspot.com/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

200 milhões de cristãos são perseguidos no mundo!!!


Apresentado o Relatório sobre a Liberdade Religiosa da AIS


MADRI, quarta-feira, 24 de novembro de 2010 (ZENIT.org) – O Relatório sobre a Liberdade Religiosa no Mundo 2010, que a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apresenta bianualmente, revela que o número de cristãos perseguidos é de 200 milhões. Outros 150 milhões são descriminados por sua religião.

O relatório indica que na Europa os católicos não são perseguidos, mas sofrem bullying. A versão espanhola do relatório da organização católica foi apresentada ontem em Madri.

Desde o relatório anterior a situação não melhorou, de acordo com AIS, organização que ajuda cristãos em todo o mundo em projetos de apoio às igrejas locais como bolsas para sacerdotes, construção de igrejas, tradução de livros, etc.

A organização indica que a crescente tendência à perseguição e discriminação por motivos religiosos deve-se tanto à radicalização do mundo islâmico quanto à chamada “cristianofobia” e à facilidade com que se ridiculariza a Igreja em alguns países desenvolvidos.

Na apresentação do relatório, Javier Menéndez Ros, diretor da AIS na Espanha, e o missionário salesiano no Paquistão Miguel Ángel Ruiz, citaram o que Bento XVI disse na véspera da beatificação do cardeal John Newman: “No tempo de hoje, o preço a pagar pela fidelidade ao Evangelho já não é ser enforcado ou esquartejado, mas sim frequentemente significa ser excluído, ridicularizado, objeto de piada”.

A fé cristã é a mais difundida e também a mais perseguida. Como explicou Javier Menéndez, o número total é similar ao do relatório de dois anos atrás, ainda que os pesquisadores que participaram este ano do trabalho asseguram que a situação piorou para os cristãos.

O relatório analisa 194 países, com problemas em cerca de noventa, entre eles vários dos países mais populosos do mundo: China, Índia, Indonésia, Rússia e Paquistão. A piora da situação, segundo salienta Menéndez, deve-se especialmente a uma maior radicalização no âmbito muçulmano, com maior fanatismo, intolerâncias e abusos a praticantes de outras religiões.

Os países onde se produzem as maiores violações à liberdade religiosa são Arábia Saudita, Bangladesh, Egito, Índia, China, Uzbequistão, Eritreia, Nigéria, Vietnã, Iêmen e Coreia do Norte.

Menéndez salientou que “onde não existe liberdade religiosa não existe a liberdade democrática”, e sublinhou “a obrigação de qualquer ser humano de respeitar o direito ao culto, a evangelizar e a viver de acordo com sua fé”. No Egito, vige uma lei de liberdade religiosa, mas os cristãos sofrem discriminações e ataques, permitidos, segundo AIS, pelo governo de Hosni Mubarak.

O missionário salesiano Miguel Ángel Ruiz descreveu a situação no Paquistão. Ele explica que o terrorismo islâmico não afeta somente os cristãos, mas “todos que não pensam como os fundamentalistas”. “Se o terrorismo se centrasse somente nos cristãos, estaríamos muito pior agora”, afirmou.

Padre Ruiz considera que a perseguição só não é mais acirrada porque os meios de comunicação dão muita atenção aos ataques.

Em sua opinião, tanto Estados Unidos como Europa têm falhado muito: “Se a Europa, e especialmente a Espanha, não desperta, continuamos mal”, disse.

Bento XVI, incompreendido por muitos jornalistas, segundo Seewald


O autor do livro revela sua experiência de entrevistador do Papa

ROMA, terça-feira, 23 de novembro de 2010 (ZENIT.org) - O autor do livro "Luz do mundo", Peter Seewald, está visivelmente decepcionado pelo fato de que a recepção do livro tenha se reduzido a artigos sobre o preservativo, quando ele pretende falar do "futuro do planeta", como indica no subtítulo: "O Papa, a Igreja e os sinais dos tempos".

Durante a apresentação no Vaticano, hoje, o jornalista e escritor bávaro respondeu às perguntas dos jornalistas, em alemão, e deplorou diante deles a "crise do jornalismo", como demonstra a acolhida oferecida à sua obra.

"Nosso livro - afirma - evoca a sobrevivência do planeta que está ameaçado, o Papa lança um apelo à humanidade, nosso mundo está no transe do colapso e a metade dos jornalistas só se interessa pela questão do preservativo."

Seewald insiste em que o Papa busca "a humanização da sexualidade" e apresenta a questão de fundo: "A sexualidade tem algo a ver com o amor?". Trata-se da "responsabilidade da sexualidade".

Para o escritor, o excesso de concentração no tema do preservativo é "ridículo", enquanto se esquece da questão de transformar o mundo, que é a proposta do Papa, pois "não podemos continuar assim", como insiste o livro.

Peter Seewald reconhece que o Papa apresentou um amplo "panorama", em seis horas de entrevista realizadas em junho passado, em Castel Gandolfo, a residência de verão dos pontífices.

Sublinha que o importante é descobrir o que verdadeiramente o Papa "faz" e "diz": este é o "presente" deste livro, que permite "ouvir sua voz", a forma como "interpreta" seu pontificado, "viver" com ele de maneira muito pessoal.

O Papa se coloca na categoria dos papas "pequenos", frente aos "grandes" papas, como João Paulo II. No entanto, Seewald, quem descobriu a fé católica que havia perdido na juventude precisamente nos diálogos com o cardeal Joseph Ratzinger nos anos 90, não hesita em falar dele como um "gigante", por seu pensamento, sua "autenticidade" e sua capacidade de diálogo.

Reconhece que trabalhou sem a "censura" do Papa, quem o deixou escrever e só apontou algumas "precisões".

O jornalista admira no Papa seus "amplos horizontes" de intelectual "brilhante" e sua "força espiritual", assim como sua "simplicidade".

Em definitiva, permite descobrir um Ratzinger que não tem nada a ver com o que com frequência se diz dele: nem o "Panzer Kardinal" de ontem, nem o "Panzer Papst" de hoje, mas um Bento XVI que emana luz.

(Anita S. Bourdin)