Credo in Unam, Sanctam, Cathólicam et Apostólicam Ecclésiam

"Na presença dos Anjos ei de cantar-Vos e adorar-Vos no vosso santuário."
(Salmo 137, 1)

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Uma palavra sobre o aborto em casos de estupro

A história de Lianna Rebolledo – a mãe que, com apenas 12 anos, engravidou por causa de um estupro – é realmente chocante. A violação de que foi vítima deixou-a "semimorta" e "com sua face e pescoço horrivelmente desfigurados". Ela mesmo confessa, mais de duas décadas depois do ocorrido, que pensou que seus agressores iam matá-la. Não há palavras que possam expressar suficientemente a dor e a indignação de qualquer pessoa moralmente sadia diante de um crime como este. Embora a "cultura pornográfica" vigente procure até mesmo justificar este tipo de abuso, sabemos que se trata de "um atentado contra a justiça e a caridade", que "ofende profundamente o direito de cada um ao respeito, à liberdade e à integridade física e moral" e "causa um prejuízo grave, que pode marcar a vítima para toda a vida" [1].

Disto, de fato, Lianna é testemunha viva: a violação realmente "marca a vítima para toda a vida". Mesmo depois de um tempo, ela conta que não conseguia livrar-se do sentimento de sujeira, chegando a cogitar a hipótese do suicídio.

Outro fato, porém, destinou a mudar a vida desta mulher para sempre: a notícia de que estava grávida, de que seria mãe. Já na época em que ficou sabendo de sua gravidez, um médico tentou pressioná-la a abortar. Ela, porém, consciente de que havia outro ser humano dentro de si, disse "não". O abuso que sofreu foi realmente terrível, mas punir um ser humano indefeso por isso não era, absolutamente, uma saída viável.

Alguns defensores do aborto podem sentir-se tentados a usar a história de Lianna para proveito próprio. Nesta ótica, ao invés de respaldar a defesa da vida, o caso de Lianna seria um exemplo da importância de dar à mulher o eufemístico "direito de escolha" – melhor definido como "direito de matar". A posição que estes assumem é a mesma do médico da história: não se poderia obrigar a mulher a viver "com as consequências do estupro". Para eliminar essas "consequências", então, valeria tudo, até mesmo matar o próprio filho.

Este é o argumento dos grupos que se intitulam "pró-escolha" (pro-choice, em inglês), exposto na sua crueza. Seu erro é bem evidente: coloca a liberdade humana – neste caso específico, a feminina – acima do próprio direito à vida. Mas, como bem afirma o Papa João Paulo II, "a tolerância legal do aborto (...) não pode, de modo algum, fazer apelo ao respeito pela consciência dos outros, precisamente porque a sociedade tem o direito e o dever de se defender contra os abusos que se possam verificar em nome da consciência e com o pretexto da liberdade" [2]. Só porque o homem é livre, não significa que tudo o que faz seja bom ou moralmente legítimo.

Outro problema do argumento abortista é supor que vítimas de abuso sexual que ficam grávidas queiram natural e necessariamente fazer um aborto. Um estudo conduzido por Sandra Mahkorn, especialista no assunto [3], mostra exatamente o contrário: de 75 a 85% dessas mulheres querem levar adiante a sua gestação. "Essa evidência, por si só, deveria fazer as pessoas pensarem e refletirem sobre o pressuposto de que o aborto é querido ou até mesmo melhor para vítimas de violação sexual", escreve David Reardon, PhD em Bioética [4].

Na verdade, o que faz o aborto – que a mídia e a "cultura da morte" supõem que elimine ou atenue a ferida do estupro – é apenas complicar ainda mais o drama que enfrentam essas mulheres. Muitas das que passaram pela experiência traumática de um aborto relatam-na como "uma degradante e brutal forma de estupro médico". Como entender essa expressão? Explica David Reardon:

"O aborto envolve um exame doloroso dos órgãos sexuais de uma mulher por um estranho mascarado que está invadindo o seu corpo. Uma vez na mesa de operação, ela perde o controle sobre seu corpo. Se protesta e pede ao aborteiro para parar, será possivelmente ignorada ou dirão a ela: 'É tarde demais para mudar de ideia. Isso é o que você quis. Temos que terminar agora.' E enquanto ela está deitada ali, tensa e desamparada, a vida oculta dentro de si é literalmente sugada de seu ventre. A diferença? Numa violação sexual, da mulher é roubada a sua pureza; nesse estupro médico, é roubada a sua maternidade." [5]

É verdade que, no Brasil, assim como em muitíssimos países do mundo, está espalhada a ideia de que o aborto provocado decorrente de estupro não só seria aceitável, como seria um "direito das mulheres". Isto, porém, não altera em nada a realidade das coisas. Como bem ensina Santo Tomás de Aquino, "toda lei constituída pelos homens tem força de lei só na medida em que deriva da lei natural. Se, ao contrário, em alguma coisa está em contraste com a lei natural, então não é lei mas sim corrupção da lei" [6]. Assim, uma norma que autorizasse às mães matarem os próprios filhos – sob quaisquer circunstâncias – não passaria de uma arbitrariedade.

Porque, afinal, "se nós aceitamos que uma mãe possa matar o seu próprio filho – dizia a bem-aventurada Madre Teresa de Calcutá –, como podemos dizer às outras pessoas para não se matarem?" [7]. O testemunho de Lianna Rebolledo deve servir de lição para a sociedade moderna: ele mostra por que, mesmo nas situações mais dramáticas e impensáveis, o aborto é intolerável.Nenhum crime, por mais assombroso e terrível que tenha sido, pode justificar o assassinato de um ser humano frágil e inocente no ventre materno.

Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências


  1. Catecismo da Igreja Católica, 2356.
  2. Pregnancy and Sexual Assault, The Psychological Aspects of Abortion, eds. Mall & Watts (Washington, D.C., University Publications of America, 1979), pp. 55-69.
  3. REARDON, David C.. Rape, Incest, and Abortion: Searching Beyond the Myths. The Post-Abortion Review 2 (1) Winter 1994.
  4. Idem.
  5. Summa Theologiae, I-II, q. 95, a. 2.

terça-feira, 14 de maio de 2013

O Sublime Dom da Vida




A vida pertence a Deus, Ele é o criador de tudo, somente Ele a dá e somente Ele a pode tirar... mas o que isso realmente significa?

A vida está muito além da compreensão humana, apesar de toda a evolução da ciência. O ser humano é dotado de uma maravilhosa inteligência, dom de Deus. Ele é capaz de criar, inventar, produzir, reproduzir, mas não é capaz de dar a vida.

A mulher grávida se maravilha e medita sobre o mistério que ocorre dentro dela. Um novo ser se forma a cada dia, progressivamente ate que vem a este mundo, mas a mãe é passiva no processo. Como esse novo ser humano é formado? Que poder é esse? A ciência descreve, observa, mas também é passiva.  

Por que no fim da vida o corpo humano naturalmente desgastado por ação do tempo, vai perdendo as forças, as faculdades e morre? Alguém por ventura pode prever o dia e a hora de sua morte?

Por que, às vezes, uma pessoa jovem, inexplicavelmente, tem um ataque fulminante e também morre? E as pessoas comentam: “tão jovem... tinha a vida inteira pela frente”. Como podemos saber se temos mesmo a vida inteira pela frente?

“A morte, fim de quem vive”, o “único mal irremediável”, a herança do pecado.

O homem moderno na sua rebeldia e afastamento do seu Criador gosta de brincar de ser Deus, inspirado pelo inimigo. A criatura quer decidir quando alguém deve viver ou morrer. Essa decisão não cabe a ela, e um dia será julgada severamente pelos seus atos.

Por isso a vida é um dom sublime de Deus, somente Ele é o Senhor da Vida.


“Não matarás!” (Ex 20,13)

"Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe. Seja bendito por me haverdes feito de modo tão maravilhoso. Pelas vossas obras tão extraordinárias, conheceis até o fundo a minha alma." (Salmo 138,13-14) 

(por Taiana Froes)



sexta-feira, 26 de abril de 2013

Resposta a um leitor: Deus permitiria alguem queimando para sempre no inferno?


Gostaria de responder ao seguinte comentário de um leitor anónimo:

"Se não cai sequer uma folha de uma arvore sem a permissão de Deus, porque crianças são mortas, assassinadas, mal tratadas, se elas pela inocencia ja herdaram o reino dos ceus?SÓ entrara no reino, aquele que for livre de todo e qualquer pecado, o que não for, queimara para sempre no inferno. Deus permitiria alguem queimando para sempre, para toda a eternidade?????"


Caro anónimo, a resposta a sua pergunta se encontra nesse video do Padre Paulo Ricardo:





A Paz de Cristo!

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Petição online ao Santo Padre para celebrar Missa Tridentina em Portugal

Gostaria de divulgar o link para uma petição online ao Santo Padre para que seja possivel celebrar a Santa Missa em Latim em Portugal. Só exite Missa Tridentina em Fátima e mesmo com o Motu Proprio o Patriarcado proíbe a celebração desta, em um ato de desobediência ao Santo Padre. Assinem a petição: http://www.change.org/petitions/to-the-most-holy-father-pope-benedict-xvi-petition-to-celebrate-a-public-mass-according-with-the-1962-missal

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Cristianismo X Ocultismo

Na Bíblia está escrito que a feitiçaria, magia, horósco, tarot, qualquer tipo de conversa com os mortos, qualquer tipo de tentativa de advinhar o futuro, todo tipo de superstições, ou seja, tudo aquilo a que chamamos ocultismo, tudo isso é abominável aos olhos de Deus, inclusive essas manifestações são consideradas uma forma de idolatria, de adorar outros deuses:

“Quando tiveres entrado na terra que o Senhor, teu Deus, te dá, não te porás a imitar as práticas abomináveis da gente daquela terra. Não se ache no meio de ti quem faça passar pelo fogo seu filho ou sua filha, nem quem se dê à adivinhação, à astrologia, aos agouros, ao feiticismo. À magia, ao espiritismo, à adivinhação ou â invocação dos mortos. Porque o Senhor, teu Deus, abomina aqueles que se dão a essas práticas, e é por causa dessas abominações que o Senhor, teu Deus, expulsa diante de ti essas nações. Serás inteiramente do Senhor, teu Deus.
(Deuteronómio 18: 9-13)

Também está escrito que o nosso Deus nos ama com um amor ciumento (Tg 4,5), o que isso quer dizer? É o primeiro mandamento "Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma e com todas as tuas forças" (Dt 6,5) E ainda “Temerás o Senhor, teu Deus, prestar-lhe-ás o teu culto e só jurarás pelo seu nome. Não seguireis outros deuses entre os das nações que vos cercam, porque o Senhor, teu Deus, que mora no meio de ti, é um Deus zeloso; sua cólera se inflamaria contra ti e te apagaria de sobre a terra. (Dt 6,13-15) Por isso um cristão não deve se envolver com o culto a outros deuses. Religiões como o budismo, xintoísmo, hinduísmo e actividades como meditações, yoga, entoar mantras, são inadequadas aos cristãos.

Um cristão também não deve se deixar envolver por seitas que promovem a prosperidade e a felicidade, estas são igualmente enganosas, primeiramente porque Deus não é nenhum banco e depois porque acreditam que pelo próprio poder da mente a pessoa atrai para si coisas boas, ora isso também é ocultismo.

Nossas crianças estão sendo cada vez mais bombardeadas por produtos, desenhos animados e bonecos de fadas, monstros, elfos, bruxos e por vezes até demónios mesmo. A família cristã deve estar muito atenta pois isso é uma forma de influenciar e até de doutrinar nossos filhos para o neopaganismo
(leia mais sobre o assunto em: http://temaspolemicosigreja.blogspot.pt/2010/06/sociedade-anti-crista.html).

Cuidado cristãos, o ocultismo não vem de Deus!

"Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os adivinhos, que chilreiam e murmuram entre dentes; - não recorrerá um povo ao seu Deus? A favor dos vivos interrogar-se-ão os mortos? À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, não haverá aurora para eles". (Isaías 8.19,20).